Castro critica SuperVia e afirma que passagem não aumentará enquanto concessionária não melhorar o ‘serviço podre’ prestado

Em evento nesta quinta-feira, o governador criticou a empresa responsável pelos trens da região Metropolitana do Rio

Foto: Governo do Estado do Rio de Janeiro

O governador Cláudio Castro criticou arduamente os serviços prestado pela SuperVia, responsável por operar os trens na Região Metropolitana do Rio. Durante um evento para o futuro restaurante popular, que aconteceu nesta quinta-feira, (12/05), o governador falou sobre a concessionária e disse que não há negociação quanto ao reajuste do preço da tarifa.

“Nesse momento, não há diálogo com eles (SuperVia). O Estado está utilizando a força mesmo. Fiscalizando e fazendo sua parte, que é a cobrança. A SuperVia faz um serviço de péssima qualidade, desrespeitoso com o cidadão fluminense, e o Estado está exercendo a força da multa para que eles possam voltar a melhorar a manutenção”, explicou Castro.

O governador ainda disse que enquanto a SuperVia realizar um “serviço porco” – palavras do governador – não haverá dialogo entre o Estado e a empresa. “Está muito claro que é uma falácia que o problema é o furto de cabos. O problema é falta de manutenção, um serviço podre de uma concessionária horrorosa. O Estado, hoje, está exercendo a força da fiscalização e da cobrança para que eles possam cumprir o contrato. Enquanto eles não respeitarem a nossa população, não tem diálogo”, completou.

Na última terça-feira, (10/05), a SuperVia recebeu uma carta da Secretaria de Transportes que foi vista como um ultimato à concessionária. A empresa foi multada, na semana passada, em R$ 1,5 milhão por falhas encontradas pelo Procon nas estações de Bonsucesso, Olaria e Ramos.  E também, no mês passado, abril, o fechamento de 54 estações por mais de quatro horas foi considerado o estopim para Castro.

Devido aos inúmeros problemas encontrados nas estações da concessionaria, atualmente, as negociações pelo aumento de preço da passagem de trem estão congeladas. Em declarações, o governador julgou como “cara de pau” o pedido de reajuste de R$ 5 para R$ 7 feito pela SuperVia e homologado, em janeiro, pela Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários, Metroviários e de Rodovias do Estado do Rio de Janeiro (Agetransp).

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