Foto: Jana Sampaio/Veja

Após encerrarem as buscas por vítimas fatais, o Corpo de Bombeiros confirmou que 11 pacientes morreram por conta do incêndio de grandes proporções que atingiu, no começo da noite desta quinta-feira (12/09) o Hospital Badim, na Zona Norte do Rio. Os corpos foram levados para a sede do Instituto Médio Legal (IML), na região central da cidade e passam pelo processo de reconhecimento. O número de feridos ainda não foi confirmado.

Na manhã desta sexta-feira (13/09), duas viaturas, da 18ª DP (Praça da Bandeira) e do Instituto de Criminalística Carlos Éboli, chegaram ao local com peritos. De acordo com as autoridades, não há previsão para o término dos trabalhos. Por volta das 5h, o Corpo de Bombeiros terminou a varredura no prédio onde aconteceu o incêndio.

No total, 103 pessoas estavam internadas na unidade no momento do incêndio, das quais 90 foram transferidas. 224 funcionários trabalhavam no turno quando as chamas começaram – nenhum deles morreu, segundo o hospital. A unidade foi esvaziada, e pacientes foram levados para ruas próximas, onde ficaram em macas.

Foto:Cristina Boeckel – Colchões e lençóis ainda podiam ser vistos na calçada do hospital, durante a manhã de hoje

O fogo começou por volta das 18h30 de quinta-feira (12/09), e a fumaça se espalhou rapidamente, consumindo boa parte do prédio .A suspeita é que chamas começaram após um curto-circuito em um gerador.

Enfermeiros, médicos, bombeiros e moradores da região ajudaram a acomodar pacientes em colchões nas calçadas na Rua São Francisco Xavier e em uma creche vizinha.

Em nota, o Hospital Badim informou que familiares de pacientes e funcionários envolvidos no episódio foram atendidos por uma equipe de apoio, que inclui assistente social. Ainda segundo o comunicado, a unidade de saúde reforçou que a causa mais provável do incêndio teria sido um curto-circuito no segundo prédio, o mais antigo, que compõe o complexo do hospital.

1 COMENTÁRIO

  1. Será que vinha sendo executado serviço de Manutenção Preventiva na Subestação de Energia e no gerador segundo a boa técnica e práticas profissionais por pessoas certificadas e equipamentos adequados, ou havia manutenção precária?
    Até agora ouvi (e li) quem (Prefeito, jornalista etc) afirmando que acidentes acontecem… que o problema era a fumaça tóxica pois equipamentos (sprinkler) existiam. Mas é o Plano de Manutenção Preventiva e Corretiva? E o Plano de Evacuação?

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