Marcelo Crivella e o presidente da Ferj, Rubens Lopes durante o encontro no Riocentro — Foto: GloboEsporte.com

Um dia após a reunião que definiu a volta aos treinos por parte dos clubes de futebol do Rio e a retomada do campeonato carioca, provavelmente no final de junho, a prefeitura do Rio, a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro e os times que disputam o torneio voltaram a debater o tema, desta vez virtualmente, para definir os rumos da competição.

Nesta segunda-feira (25/05) os clubes discutiram questões como; renovação de atletas com contratos encerrados; saúde dos atletas e até a possibilidade de atuarem fora do Rio.

Ao que tudo indica, a volta aos jogos de futebol pelos times do Rio está cada vez mais próxima. As equipes contam com o sinal verde do prefeito, Marcelo Crivella e do governador Wilson Witzel. A ideia também goza de prestígio junto ao presidente da República, Jair Bolsonaro.

A volta aos trabalhos parece iminente, mesmo diante do aumento galopante no número de casos da Covid-19 em todo estado do Rio,são 4.105 vítimas fatais e 39.298 infectados.

O presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, clube que parece comandar nos bastidores a volta do campeonato carioca, juntamente com o Vasco e outras equipes de menor expressão disse considerar razoável o retorno do futebol mesmo no momento de pico da doença no Rio de Janeiro. 

Se a minha atividade é segura e está sendo feita seguindo protocolos, a minha pergunta é: por que não? O que estaria de errado na volta do futebol? Simplesmente por que você está tendo uma curva ascendente? A curva é ascendente numa pandemia porque ela está ocorrendo em outras atividades que não estão seguindo esse protocolo que a gente está seguindo. Não vejo isso como um problema“, afirmou.

Landim explicou os motivos que fizeram o Flamengo insistir tanto para voltar a treinar, a ponto de entrar em conflito com a Prefeitura do Rio de Janeiro.

Nós vamos ter uma volta muito difícil esse ano, a gente precisa preparar nossos jogadores para uma série de campeonatos que vão ser disputados com um tempo muito curto. Nas conversas que a gente estava tendo, inclusive com a CBF, a expectativa é que, ao final das competições desse ano, a gente praticamente encadeie com as competições do ano que vem. Se não fizermos uma preparação física com os nossos atletas muito boa, dificilmente vamos conseguir passar por toda essa maratona sem lesões,” disse.

Contudo, outras duas grandes forças do futebol carioca, Botafogo e Fluminense, se posicionaram contra o reinício das atividades.

O presidente do Fluminense, Mário Bittencourt, reforçou seu ponto de vista, afirmando que “Se não houver possibilidade, que seja encerrado sem campeão”.

Ele ressaltou a ideia de que estadual seja definido em campo, mas não há pressa para a bola voltar a rolar.

A posição do Fluminense é no sentido de que, assim que tiver condições humanas, condições de saúda, condições de tranquilidade para jogadores, funcionários e população, a gente conclua o campeonato em campo. Se não houver a possibilidade, que seja encerrado sem campeão em 2020, como foi em vários outros países, que encerraram sem declarar campeão“, contestou.

Bittencourt afirmou que essa não é uma luta do Fluminense, ou do Botafogo, mas sim de todas as torcidas.

Nesse momento, nossos corações batem por tricolores, rubro-negros, cruz-maltinos, botafoguenses, banguenses, corintianos, palmeirenses. Essa é uma luta de todo povo brasileiro, de todo povo do Rio de Janeiro” – concluiu

Ainda na segunda, Fluminense e Botafogo enviaram um pedido de impugnação de alguns itens da pauta do arbitral da Ferj para tratar dos termos da volta do Campeonato Carioca no mês de junho. Os clubes reforçaram o seu posicionamento de considerar prematuro o retorno dos jogos no atual quadro da pandemia do coronavírus no Rio de Janeiro e contestaram as mudanças propostas pela federação no regulamento, para retomar e terminar o Estadual em curto prazo.


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