Continuei minha saga junto a Nicole Casares (@cariocandonorio) pela gastronomia de Santo Antônio do Pinhal. Como fã de história que sou, não teria como não me interessar em conhecer o restaurante Arco-Íris, esse restaurante cujo conto data de 1940, com a chegada de um suíço que montou uma usina hidroelétrica na cachoeira que se encontra ao final do restaurante. A energia gerada era usada nas serrarias, visto que o terreno possui um grande lago cercado por mata onde as mesas se encontram ao redor do lago e na casa principal. Em 1970, o terreno se tornou um grande haras e os cavalos eram banhados no lago principal. Já na década de 1980, iniciou-se uma criação de truta no lago, que fornecia para o mercado logo e com o crescimento da demanda se tornou um grande pesqueiro. Nesse pesqueiro havia uma cozinha onde era preparada a truta pescada. Modelo de negócios que perdurou até 2007.



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Em outubro de 2010, Edivaldo e sua esposa Cristiane começou a realizar um estudo de viabilidade do restaurante e foi em março de 2011 que o negócio foi fechado. Construído com tijolo aparente, madeiras de demolição e arandelas de ferro, o casal visava melhorar principalmente o serviço, fato consagrado em 2013/2014 após ser eleita a melhor truta da região por uma premiação famosa. O serviço de pesca foi descontinuado, e apenas o restaurante permanece em operação. O estabelecimento conta com mais de 100 opções de harmonização de trutas, tudo para que o cliente possa escolher os acompanhamentos e molhos a seu agrado. Além disso, conta com opções de carnes e risotos, por exemplo.

A opção de não abrir para jantar, apenas almoço, é devido à grande procura de eventos no local. Inclusive casamentos. O caminho é iluminado por tochas, canhões de iluminação nas árvores ao redor do lado e velas flutuantes no grande lago tornam o ambiente charmoso ainda mais aconchegante para eventos.

Casquinha de Truta (R$16,50)
Casquinha de Truta (R$16,50)

A Casquinha de Truta (R$16,50) é gratinada com queijo parmesão e é servida a unidade. A truta é uma das especialidades da região, sendo servida em quase todos os restaurantes de Santo Antônio do Pinhal, porém, esse Restaurante já ganhou um prêmio de revista renomada como a melhor Truta da Região, então optamos em degustar todas as suas possibilidades. E logo com um prato de entrada já nos surpreendemos com o sabor da Truta. O queijo parmesão, de modo geral salgado, estava em constante harmonia com a truta, deixando um gosto de quero mais que só poderia ser saciado caso fosse servido em porção.

Camenbert na Pedra (R$42,00)
Camenbert na Pedra (R$42,00)

Admito ser dos adoradores de queijo, principalmente do camenbert. Costumo prepará-lo em casa em diversas maneiras possíveis e inimagináveis, mas o segredo desse Camenbert na Pedra (R$42,00) não estava no seu preparo. Ele vem a mesa em uma chapa ainda em brasa. Com uma faca o garçom realiza um corte em formato de X e o abre, permitindo que o interior, em estado pastoso, seja degustado com as torradas e as geleias da casa. À parte, acompanham geleia de framboesa e de damasco, que dão um toque inesquecível ao queijo. Sou fã, particularmente, de pratos no qual o cliente faz parte da experiência. Seja com o garçom terminando o preparo em sua frente, seja com você montando o prato com as proporções que deseja.

Truta a La Belle Meunuère (R$65,00)
Truta a La Belle Meunuère (R$65,00)

A Truta a La Belle Meunuère (R$65,00) foi a escolha de minha namorada que saiu com um sorriso no rosto e com elogios que nem Ana Maria Braga seria capaz de tecer. Não tenho como descordar de minha namorada, desde a apresentação até o seu sabor são incríveis. O filé de truta vem com um molho de camarão, alcaparras e champignon. O molho conciliava com a truta frutificando um sabor maravilhoso que justifica a premiação recebida e qualquer outra que esteja por vir. Os acompanhamentos são arroz e batata puxada no azeite.

Truta Festival (R$62,00)
Truta Festival (R$62,00)

Dentre os Destaques Arco Íris, estava essa Truta Festival (R$62,00) que chamou minha atenção. O filé de truta vem com o molho pesto, pinhão e um risoto de arroz negro com funghi. Sou amente de cogumelos e não poderia deixar de pedir o máximo de pinhão possível nessa região tão maravilhosa. O prato possui uma apresentação incrível, o contraste da truta com o arroz negro ressalta aos olhos a distância enquanto o garçom o leva a mesa. A primeira garfada, percebemos que o risoto foi feito ao ponto ideal, nada empapado nem cru. Os cogumelos estavam frescos e macios. O palato aclamava pelo risoto enquanto se encontrava em um problema irresoluto de sua preferência pela truta ou pelo risoto. Mas a única certeza é que valeria todas as garfadas e o prato seria degustado até o fim. O chef merece as congratulações pela elaboração e a concordância entre esses ingredientes tão apetitosos.

Crème brûlée é uma sobremesa feita com creme de leite, ovos, açúcar e baunilha. Por cima, uma crosta de açúcar que será queimado por um maçarico, ou podendo colocar alguma bebida alcoólica que será ateada em fogo. No caso, foi utilizado um maçarico para que o açúcar fosse queimado na própria mesa. A camada crocante se forma na frente do cliente que depois terá o prazer de quebrá-lá com sua colher. Como o preparo é feito na hora, a massa interior fica mais leve e pastoso, diferente daquelas pré-feitas e congeladas. Modéstia a parte, prefiro o preparo na mesa, pois vejo o processo e aprecio o espetáculo da cozinha em minha frente.

O padrão de atendimento supera o muito bom, beirando a excelência. Fato raro de se conseguir, visto que marketing de serviço lida com pessoas, e, consequentemente, com imprevistos erros que são de se esperar. Mas seu zelo com o atendimento é um grande diferencial da casa.

Caso queira saber mais da viagem a Santo Antônio do Pinhal, clique aqui e leia o resumo da viagem, e saiba o que mais desbravamos na cidade.

SERVIÇO
Instagram: @arcoiris_restaurante
Endereço: Av. Antônio Joaquim de Oliveira, 3663 – Eugênio Lefévre – Santo Antônio do Pinhal – SP
Nota: 4.87


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Giulio Giglio é 3G: Gourmet, Gourmand e Gordinho (mas só de espírito). Engenheiro e mestre em Administração, apaixonado por inovação, mentor de startups, enófilo e ótimo namorado. Escreve sobre gastronomia e vinho no Diário do Rio.

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