Ainda que timidamente, os vinhos nacionais têm encontrado seu espaço no mercado e provado sua alta qualidade e excelente custo-benefício. Apostando nisso, os sócios Karina Bellifanti e Marcelo Rebouças buscaram um local que traduzisse esse conceito de forma simples, descontraída, acessível, e que valorizasse as pequenas vinícolas espalhadas pelo país. O bairro de Botafogo, predominantemente de cervejas, foi o escolhido para ser a sede da Cave Nacional – o maior bar apenas com vinhos brasileiros do Rio de Janeiro.O cardápio é separado em seções de harmonização, dentre os espumantes, rosés, brancos, tintos e até mesmo os vinhos licorosos que a casa oferta. O preço dos vinhos varia entre R$60 e R$380, sendo que a maioria dos vinhos está na faixa até R$110.

O projeto começou com uma loja virtual e, devido aos bons resultados e participações em eventos, os sócios entenderam que era hora de um contato mais direto com o público, resultando na abertura do restobar.

Em primeiro instante, a casa já se mostra muito versátil para qualquer ocasião. Com arquitetura moderna e descontraída, o ambiente mescla conforto e descompromisso e atende a diferentes públicos. Na adega, 236 rótulos brasileiros com safras selecionadas dos produtores que se destacam no mercado nacional, seja em marcas renomadas, pequenos fabricantes ou novas vinícolas, sempre em busca de novidade e prezando pela boa qualidade do produto. A casa conta, inclusive, com alguns rótulos exclusivos, testados e aprovados pelo casal empreendedor. Destaque para os vinhos Almaúnica Reserva Cabernet Sauvign 2010 (R$119) e Cave Gaisse Brut (R$132). O vinho escolhido foi o Almaúnica Super Premium 4 Castas 2016, já realizada a devida crítica ao incrível vinho.

Mas nem só de vinho vive a Cave Nacional: há um cardápio que harmoniza perfeitamente com as opções disponíveis na adega. Para os Espumantes, a sugestão é a cocotte de gorgonzola com goiaba e mel (R$39). Já para combinar com os Vinhos Brancos, experimente a moqueca de banana da terra (R$ 39). Se a preferência for os Tintos, os pratos Costelinha de Porco ao molho barbecue com batatas assadas e molho de queijo cremoso e cebolinha verde (R$ 49), ou Escalope de filé mignon e risoto de queijo e limão siciliano (R$ 45), são excelentes escolhas. Para finalizar com Mostacel e Licorosos, uma boa opção é o “A Cave” – bolo de chocolate da casa com recheado com brigadeiro e calda quente (R$ 26).

Ttrio de Bruschettas

Dentre as degustações, o Trio de Bruschettas (R$34) foi o pedido inicial. Composta por uma bruschetta de gorgonzola, uma de brie com parma e outra sabor napolitano. Todas as três apresentavam um sabor atenuado e persistente, caracterizado pelo frescor dos ingredientes utilizados na preparação.

Na sequência, tivemos a Tábua de queijos e embutido R$68 para harmonizar com vinho. Contemplado com queijos como brie e presunto de parma, a tábua possui um valor justo e é bem servido para duas a três pessoas.

Por fim, tivemos o Risoto de gorgonzola com filé mignon em tirar R$48. Uma das grandes dificuldades do risoto é ser servido molhado e não completamente ensopado ou seco demais, o que no caso o restaurante fez com maestria. O filé mignon e gorgonzola estavam saborosos, porém, ressalto a necessidade de uma inclusão um pouco maior de queijo e filé mignon, mas isso é questão pessoal.

O local também realiza venda dos vinhos, ou seja, é possível visitar a adega e comprar as bebidas disponíveis na casa, que normalmente não são encontrados com muita facilidade em mercados. O cliente também pode comprar pelo site https://cavenacional.com.br/, que entrega para todo país.

O ambiente é muito agradável, mesmo estando lotado, o barulho das conversas alheia não atrapalham o seu momento. Os pratos são bem servidos e possuem um ótimo custo-benefício. O atendimento da adega é excelente, visto que não há carta de vinhos e o cliente precisa ir até a adega para escolher seu vinho, isso se torna essencial.

Nota
Comidas
Atendimento
Ambiente
Custo Benefício
Vinicius Giglio
Vinicius Giglio é 3G: Gourmet, Gourmand e Gordinho (mas só de espírito). Engenheiro e mestre em Administração, apaixonado por inovação, mentor de startups, enófilo e ótimo namorado. Escreve sobre gastronomia e vinho no Diário do Rio.

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