Dom Bertrand, Chefe da Casa Imperial, fala sobre o Bicentenário da Independência

Veja a primeira mensagem do novo chefe da Casa Imperial, após o falecimento de seu irmão, sobre o 7 de Setembro e a celebração do bicentenário

Em sua primeira mensagem como Chefe da Casa Imperial do Brasil após o falecimento de seu irmão, Dom Luiz, o Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança, enviou uma mensagem a todos os brasileiros no dia da Pátria, na comemoração do Bicentenário da Independência, proclamada por seu tetravô, o imperador Dom Pedro I, em 7 de Setembro de 1822. As comemorações do bicentenário tomaram as ruas do país, colorindo-as, hoje, de verde e amarelo.

Em sua mensagem, o príncipe – conhecido como muito católico – cita que “quis a Divina Providência que recaísse em seus ombros a chefia da Casa Imperial do Brasil bem no limiar das celebrações do Bicentenário da Independência” com o falecimento de seu irmão, Dom Luiz de Orleans e Bragança, faleceu em 15 de Julho deste ano. E a ele foi dedicada parte da mensagem: “sempre foi fiel aos altos princípios que ele deveria representar e encarnar com um amor acendrado ao Brasil e um desejo constante e entusiasmado de trabalhar pela grandeza de ordem cristã e monárquica que ele sabia ser o destino nesta Terra de Santa Cruz, e da boa gente que nela habita“.

A Casa Imperial (ou real, ou principesca) é uma instituição comum em toda antiga monarquia. Desde a Rússia, até Itália, Portugal, Alemanha e França, as famílias reais se organizam em torno de casas monárquicas, de forma a manter acesa a ideia da volta das monarquias, a exemplo do que ocorreu, por exemplo, na Espanha. Estas instituições gerem os movimentos monárquicos e por vezes a concessão de honrarias, brasões e títulos, sendo que aqui no Brasil a família imperial tem sido contrária a tais concessões ‘enquanto’ a monarquia não for o regime de governo do país.

Na mensagem, Bertrand deixa escapar que a comemoração dos 200 anos da emancipação política do país se dá em um “contexto de circunstâncias dramáticas, em que o Brasil vê-se atingido por uma somatória de crises diversas – crise moral, crise ideológica, crise política, crise social, crise institucional, e, acima de todas as outras, uma lamentável crise religiosa que repercute em toda nossa população de um modo palpável”, e continua, citando o cenário eleitoral atual ao dizer que “uma corrente ideológica há poucos anos retumbantemente rechaçada da vida pública e da política nacional tenta agora retomar o poder, uma vez ameaçando os brasileiros com seu projeto de domínio de uma ideologia estranha, que a tantas outras nações envolveu em um ambiente obscuro, miserável, trágico e ateu, tão distante do sentir e do pensar de nosso povo naturalmente altaneiro, religioso e bom“.

O ‘Imperador de Jure’ (como se referem a ele os monarquistas, tendo em vista que a deposição da monarquia se deu através de um golpe militar, em 1889, ferindo a lei de então) relembra que a independência do Brasil de Portugal foi uma separação política, mas não a ruptura da nossa tradição. Segundo ele, o Brasil conservou a sua Fé, a cultura, a língua e também a Monarquia, tendo no trono a Sereníssima Casa de Bragança, antecessora da Casa de Orleans & Bragança, que surgiu com o casamento da Princesa Isabel com o Conde D’Eu. E ressalta: “A Monarquia é a solução natural para os problemas do Brasil“, “As presentes crises põem em especial realce esta verdade: o Brasil precisa da Monarquia como um corpo precisa da alma.” Veja a mensagem do príncipe sobre o Bicentenário, na íntegra, abaixo.

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