Eleitores reclamam que blitz da PM e falta de ônibus tem dificultado voto no RJ

Cerca de 5 milhões de eleitores deverão votar nos 1,4 mil locais de votação apenas na capital fluminense

O segundo turno da eleição presidencial que parecia transcorrer normalmente no Rio de Janeiro ganhou relatos de blitz da PM e falta de ônibus atrapalhando a circulação dos moradores do estado que se dirigiam para suas zonas eleitorais votarem. Cerca de 5 milhões de eleitores deverão votar nos 1,4 mil locais de votação apenas na capital fluminense.

Moradores do Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, Região Metropolitana do RJ, afirmaram nas redes sociais que o transporte público na região foi reduzido e, por isso, muitos estariam se deslocando a pé para votar.

No Rio, eleitores se queixam de engarrafamentos e blitzes da Polícia Militar, além de cobrança indevida de passagens de ônibus em bairros da Zona Oeste. O governo do estado ainda não se pronunciou sobre essas operações.

Em nota, a prefeitura de São Gonçalo informou que a frota de ônibus municipais está circulando normalmente em todo o município. “Vale destacar que a prefeitura de São Gonçalo apenas fiscaliza o transporte público no município, visto que operam através de concessão.

Já o prefeito Eduardo Paes disse em post na rede social que está monitorando a ação da polícia e sobre um ônibus pegou fogo na Avenida Brasil, na altura de Realengo, o que provocou retenções nos dois sentidos da via expressa.

Os ônibus da rede municipal e os BRTs estão obrigados, por decreto da Prefeitura, a transportar os passageiros gratuitamente.

O trânsito é intenso na cidade do Rio neste domingo de votação. De acordo com o Centro de Operações da Prefeitura, o congestionamento em toda a cidade chega a 159 quilômetros. No primeiro turno, no mesmo horário, o trânsito registrado foi de 76 quilômetros.

Além do aumento de carros nas ruas em função das eleições, blitzes da Polícia Militar na Avenida Brasil causaram engarrafamentos e foram alvos de críticas de eleitores. Em nota, a PM disse:

“A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informa que os procedimentos de abordagem veicular fazem parte da estratégia de policiamento ostensivo”.

Na Ponte Rio-Niterói, o tempo de travessia chegou a ser de 28 minutos no fim da manhã. A Polícia Rodoviária Federal está fazendo uma fiscalização no local, e o Exército monitora a via.

As equipes verificam documentações e revistam os automóveis, com o intuito de impedir a possível circulação de armas de fogo utilizadas para o cometimento de crimes no cenário urbano da cidade. Até o momento, não houve registro de ocorrência na região citada”

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