Foto: Reprodução Internet

Enquanto a Prefeitura do Rio e o Governo do Estado travam queda de braço em torno da volta às aulas da rede privada, representantes de escolas particulares pedem que a reabertura comece pela educação infantil (creche e pré-escola), que é de competência exclusiva do município. A prefeitura autorizou que turmas dos 4º, 5º, 8º e 9º anos voltem às atividades presenciais a partir de 3 de agosto, mas um decreto do governador Wilson Witzel, publicado anteontem, determinou que os colégios permaneçam fechados até pelo menos o dia 5.

A Associação Brasileira de Educação Infantil (Asbrei) enviou manifesto à Superintendência da Vigilância Sanitária municipal pedindo que a prefeitura autorize o retorno das crianças de até 6 anos. A entidade argumenta que estudo publicado há uma semana pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), nos EUA, mostra que crianças de até 9 anos têm menos chances de transmitir o vírus por se contaminarem menos.

Segundo a presidente da Asbrei, Celia Moreno Maia, a demora para a volta prejudicaria a aprendizagem de crianças em fase de alfabetização. Ela também citou os impactos psicológicos do isolamento nos estudantes mais novos.

A pesquisa publicada pelo CDC identificou 59.073 pessoas que tiveram contato direto com pessoas infectadas pelo coronavírus. O estudo fez análise por faixa etária e concluiu que crianças de até 9 anos que estavam na mesma casa de um infectado apresentaram menor taxa de contaminação: 5,3%. Dos 10 aos 19 anos, a taxa foi de 18,6%.

A carta da Asbrei foi recebida pela Subsecretaria de Vigilância Sanitária, que encaminhará o documento para análise do Comitê Científico da Prefeitura do Rio. As informações são do jornal Extra.

Vale lembrar que no início do mês, quando ainda se discutia uma data para o retorno das aulas, o Prefeito do Rio, Marcelo Crivella, afirmou não haver “qualquer obstáculo a reabertura das escolas da rede privada ou pública porque “crianças são imunes“. 

Nesta semana, a Fiocruz informou que volta às aulas no Rio pode colocar 600 mil pessoas em risco. Entre elas, idosos e adultos com comorbidades e, que convivem com crianças e adolescentes em idade escolar.



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