Firjan Caxias e Região e empresários veem roubo de cargas como um grande problema na Baixada Fluminense

O crime representa um grande entrave para as atividades industriais desenvolvidas na região, além de dificultar a atração de novas empresas

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Reunião do Conselho Regional da Firjan Caxias e Região discutiu soluções para o combate ao roubo de cargas / Foto: Vinícius Magalhães

Um levantamento realizado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), apresentado no dia 31/01, verificou que um dos entraves da atividade industrial da Baixada Fluminense é o roubo de cargas que, em 2022, registrou um aumento de 11% em relação ao ano anterior, concentrando 29% dos casos no Rio de Janeiro.  No que diz respeito ao roubo a estabelecimentos comerciais, os municípios de Caxias e Região apresentaram uma redução de apenas 14%, diante do recuo de 25% alcançado no Estado.

O levantamento foi apresentado em um encontro de empresários, realizado no Consórcio Integrado de Segurança Pública da Baixada Fluminense (CISPBAF), em Duque de Caxias, com a presença do prefeito do município Wilson Reis (MDB), integrantes dos comandos da Polícia Militar da Baixada Fluminense, da Polícia Rodoviária Federal e da Secretaria de Segurança Pública.

De acordo com o documento outros indicadores também representam entreves significativos na localidade. O indicador roubos de veículos  concentrou, em 2022, 22% dos casos em todo o Rio de Janeiro. A pesquisa revelou que houve um aumento de 4% frente a 2021, enquanto Estado do Rio registrou um aumento de 9% nessas ocorrências.

O presidente da Firjan Caxias e Região, Roberto Leverone, avaliou que os resultados reforçam a necessidade de se discutir a situação da região, para que a economia da Baixada tenha um desempenho satisfatório.

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“Essa é uma demanda dos empresários que tiveram a oportunidade de apresentar suas demandas diretamente ao poder público. A segurança pública é um problema que afeta a atração de indústrias e vemos empresas sendo bastante impactadas. Esperamos que possamos em conjunto desenvolver ações para melhorar nossa segurança”, afirmou Leverone, destacando que investir em segurança é imprescindível para a atração de novas indústrias.

Empresários e autoridades presentes convergiram quanto à necessidade de estruturação de um grupo de trabalho voltado para discutir combate ao roubo de cargas na Baixada Fluminense.

“Ultimamente o roubo de cargas é o que nos preocupa na Baixada, tendo em vista que é algo que também afeta mesmo que indiretamente a população, pois gera mais gastos das empresas para o acompanhamento das cargas e contratação de seguros, que se traduz em aumento no preço da mercadoria,” destacou Silvio Carvalho, gestor da Guindastão e vice-presidente da Firjan Caxias e Região.

Gustavo Camargo, gestor de segurança patrimonial e transportes da Braskem, reforçou o papel que a segurança pública exerce no combate a esta modalidade de crime.

“Para as instalações das nossas empresas conseguimos ter monitoramento, mas as cargas fogem muito do nosso controle e dependemos das instituições públicas para conseguirmos ter a segurança adequada”, pontuou.

Durante o evento, integrantes dos comandos das polícias Militar e Rodoviária apresentaram aos empresários algumas das ações que já estão sendo desenvolvidas. Uma delas é a criação do CISPBAF, que conta 320 câmeras de monitorando distribuídas pela Baixada Fluminense, dando suporte a 19 municípios.

“Temos investido muito em tecnologia da informação, desenvolvemos parcerias para acesso a câmeras de empresas. Ano passado foram mais de R$ 360 milhões de investimentos em viaturas, armamento, melhoria de softwares e desenvolvimento de aplicativos. Uma gama de investimento para melhorar a segurança para o empresariado e cidadãos”, explicou o subsecretário da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ), Carlos Eduardo Sarmento da Costa.

Renata Paim, advogada da empresa Frescatto, com sede na Baixada, afirmou nutrir expectativas positivas, diante da conversa direta com as autoridades, e o estabelecimento de parcerias entre os empresários.

“Viemos aqui expor o nosso ponto, nos juntar aos demais empresários e pedir ajuda a todas as autoridades. Precisamos trabalhar integrados para ver se conseguimos melhorar, pois essa situação está onerando a nossa operação”, ressaltou a advogada.

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