#ForaDosTrilhos: Acidentes fatais e insegurança nas estações e trens no Rio de Janeiro

A série do DIÁRIO DO RIO sobre os trens em nosso estado chega a sua quarta matéria

Advertisement
Receba notícias no WhatsApp
Foto Cleomir Tavares / Diario do Rio

Além das denúncias de assédio dentro de vagões e estações, mostradas na última matéria da série #ForaDosTrilhos, do DIÁRIO DO RIO, assaltos, furtos e clima de insegurança são outras das reclamações constantes de pessoas que dependem dos trens no Rio de Janeiro. Além de acidentes que terminaram na morte de mais de 100 pessoas nos últimos anos.

Em junho do ano passado, passageiros foram assaltados dentro de um trem do ramal de Santa Cruz, na altura da Praça da Bandeira, na Zona Norte do Rio. Celulares, carteiras e até tênis foram levados.

Pouco mais de um ano antes, em setembro de 2021, homens armados entraram em um vagão da SuperVia e roubaram passageiros.

Os relatos não param por aí. De acordo a maioria dos usuários de trens no Rio de Janeiro, furtos e assaltos são constantes e o clima de insegurança impera. A forma de agir dos criminosos segue um roteiro: ainda segundo os passageiros, as ações são rápidas e os criminosos vão embora antes de o trem partir para a próxima estação.

Advertisement

Leia também

Pedro Paulo cada vez mais certo como vice de Eduardo Paes – Bastidores do Rio

10 coisas que só quem anda de ônibus no RJ vai entender

A gente é roubado e ainda tem que seguir a viagem com medo até chegar em casa ou no trabalho”, conta a auxiliar de escritório Dora Vieira.

A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro informa que atua nas estações e também nas áreas externas. E pede que as pessoas façam o registro dos roubos nas delegacias mais próximas. Esses dados serão avaliados para orientar o policiamento.

Acidentes fatais

Dados levantados Casa Fluminense e organizados pelo Observatório dos Trens mostram que entre 2008 e 2018, 129 pessoas morreram em estações de trem no Rio de Janeiro. A maior parte delas (67%) na linha férrea, em decorrência de atropelamentos. Das vítimas fatais, 68% eram negras.

Dados: Observatório dos Trens

Para o Observatório dos Trens, “composições obsoletas, que frequentemente quebram no meio do trajeto, trilhos sem manutenção; passagens de nível com aberturas clandestinas devido a extensa distância entre uma passarela e outra e falta de acessibilidade, panes, quebra de pantógrafos, os imensos vãos entre o trem e a plataforma que descumprem as normas da ABNT são as condições essas que se traduzem “em uma produção de mortes sistemáticas por atropelamento ferroviário e outras violências“.

O que diz a SuperVia

A SuperVia lembra que é extremamente importante que passageiros e pedestres respeitem as normas de segurança e não transitem na via férrea, com o objetivo de evitar acidentes. A concessionária realiza, constantemente, campanhas de conscientização sobre a importância de que sejam cultivados bons hábitos dentro de todo o sistema ferroviário.

O acesso indevido de pessoas à via férrea gera riscos à vida dos pedestres e transtornos à operação, clientes e colaboradores porque, além da possibilidade de causar graves acidentes, impõe aos maquinistas a redução de velocidade dos trens, aumentando assim o tempo de viagem, no intuito de preservar a segurança operacional.  

A SuperVia reforça, ainda, que os trens são grandes e pesados e, por isso, não conseguem parar imediatamente após o acionamento da frenagem. A uma velocidade de 80km/h, por exemplo, depois de acionada a frenagem de emergência, o trem percorre aproximadamente 290 metros até parar completamente.

A malha ferroviária da SuperVia tem 270 quilômetros de extensão e, desde o início da concessão, a faixa de domínio não foi entregue de forma segregada à concessionária. Assim, há muitos trechos sem muros. Há casos também em que a SuperVia fecha os muros, mas eles são reabertos em seguida. A SuperVia monitora a abertura irregular de buracos ao longo da linha férrea e, sempre que possível, realiza serviços de reparos para fechá-los.

Sobre a demanda de segurança pública, a concessionária lembra que os agentes de controle da concessionária não têm poder de polícia para atuar na prevenção ou coerção de ações de natureza criminal, conforme estabelece a legislação e o contrato de concessão. Em casos de ocorrências policiais, os agentes são orientados a acionarem os órgãos responsáveis para as providências cabíveis.

A quinta e última matéria da série #ForaDosTrilhos vai falar sobre o fim do trem direto Central-Deodoro, os problemas de conservação de ramais como o Saracuruna e o Guapimirim e as consequências disso para os usuários.

Advertisement
Receba notícias no WhatsApp
entrar grupo whatsapp #ForaDosTrilhos: Acidentes fatais e insegurança nas estações e trens no Rio de Janeiro

Advertisement

Comente

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui