Greve do BRT: especialistas e vereadores falam em pressão das empresas

A paralisação se iniciou na madrugada desta segunda-feira, 01/02, após o BRT Rio informar que não tem dinheiro para pagar funcionários este mês

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Foto: Atilio Flegner

No último final de semana, o presidente do BRT Rio, Luiz Martins, disse que o Consórcio não terá dinheiro para pagar os funcionários no próximo dia 05/01. Nesta segunda-feira, 01/02, os motoristas iniciaram uma paralisação e não saíram das garagens.

“O BRT não tem recursos financeiros em caixa sequer para pagar a segunda parte do salário de janeiro, prevista para ocorrer no próximo dia 5”, disse Martins. Ele, ainda, enfatizou que as três esferas de governo (federal, estadual e municipal) “nada fizeram para apoiar o setor” diante da crise provocada pela pandemia. “Chegamos no limite. Hoje, não há dinheiro em caixa do BRT e estamos diante da incapacidade de honrar o pagamento daqueles que fazem o BRT funcionar”, completou o presidente do BRT.

Para Alexandre Rincón, técnico de Logística e Graduando em Gestão de Trânsito e Mobilidade Urbana, as declarações do presidente do BRT Rio têm o intuito de pedir aumento da tarifa do transporte:

“Essa greve nada mais é que uma greve armada entre a patronal a Rio Ônibus, e nosso sindicato que nada mais é que más um braço da Rio Ônibus, pois não é de hoje que os empresários querem o aumento da tarifa, e como é de conhecimento da categoria nosso sindicato é patronal, e o mesmo quer cargos na Prefeitura, e tenta pressionar o governo para isso. Na gestão passada no governo de ‘Mentiroso Crivella’, vários diretores do sindicato tinham cargos, e inclusive o filho do presidente do sindicato estava nomeado na JARI, ninguém está pensando nem na população e nem na classe trabalhadora, espero que o nosso prefeito Eduardo Paes não caía nessa, exemplo que essa é uma greve armada, é que o trabalho intermitente já foi imposto pelas empresas, e mesmo com o aumento da tarifa, não haverá acréscimos nenhum nos benefícios do trabalhador. O presidente do sindicato fez uma assembleia fajuta  recentemente para validar os termos impostos pela patronal, e não deu voz aos trabalhadores, que ficaram acuados sem direito de escolha, com medo de serem demitidos”, disse.

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A vereadora Tainá de Paula, do PT, se posicionou sobre o tema em suas redes sociais.

Paulo Pinheiro, também vereador carioca, eleito pelo PSOL, falou em “queda de braço” entre a “máfia do transporte público” e a Prefeitura.

Paulo também alertou para as ainda maiores aglomerações que vão se formar em ônibus comuns sem os BRTs pelas ruas da cidade, o que se torna um risco claro para a propagação do Coronavírus.

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