Os discos voadores parecem mesmo terem voltado à moda. Recentemente causou bastante impacto a notícia acerca de filmagens de um OVNI por parte de caças do Pentágono. E no começo da semana passada as mídias sociais se alvoroçaram com a suposta queda de um objeto espacial desconhecido no município de Magé, na região metropolitana do estado do Rio de Janeiro. O que pouca gente sabe é que há 38 anos a aparição de um disco voador quase interrompeu uma partida de futebol válida pelo Campeonato Brasileiro.

Na noite de sábado, 6 de março de 1982, o Operário, cinco anos após ser semifinalista do Campeonato Brasileiro, vencia o badalado Vasco, de Roberto Dinamite e companhia, por 2 a 0, com direito a dois gols de Jones, pela abertura da segunda fase da Taça de Ouro, nome pelo qual era chamado o Brasileirão naquela época. Porém, o que mais ficou registrado na memória dos torcedores sul-matogrossenses foi a visão de um estranho objeto cilíndrico que cruzou os céus do estádio Morenão exalando luzes, contudo sem nenhuma emissão de ruído.

Um dos personagens daquela peleja foi o lateral-direito Cocada, eternamente lembrado com muito carinho pela torcida cruzmaltina por ter sido o herói do título carioca de 1988 em cima do Flamengo. Na ocasião, atuando pelo time da casa, participou dos dois gols e ainda foi uma das testemunhas do tal objeto. O árbitro José de Assis Aragão também presenciou o ocorrido, mas não chegou a parar a partida. Já o lateral-direito Pedrinho disse não ter visto nada por estar totalmente concentrado no jogo.

De acordo com o ufólogo Ademar José Gevaerd, um dos mais renomados do país e criador e editor da Revista UFO, não foi feita nenhuma filmagem do ocorrido, uma vez que os cinegrafistas da TV Globo, que transmitiu a partida ao vivo com direito à narração de Galvão Bueno, não tiveram tempo de virar os pesados equipamentos para o céu. Afinal, eram os anos 80. O acontecimento inclusive serviu de inspiração e estímulo para que o jovem Gevaerd, então um mero professor de química, passasse a dedicar a sua vida inteiramente à ufologia.

Vale relembrar que naquele certame ambos os times conseguiram se classificar, chegando à terceira fase, mas foram eliminados no mata-mata. No fim, o Operário ficou na décima-terceira colocação geral e o Vasco na décima.

André Luiz Pereira Nunes é professor e jornalista. Na década de 90 já escrevia no Jornal do Futebol e colaborava com Almir Leite no Jornal dos Sports. Atuou como colunista, repórter e fotógrafo nos portais Papo Esportivo e Supergol. Foi diretor de comunicação do America.

1 COMENTÁRIO

  1. alem de ufolatria ser a base do texto, é ridiculo ler alguem escrever “mero professor de química”. ofensivo a toda classe de professores. nenhum professor é so um “mero” professor. so faltou chamar de professorzinho.

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