O grupo Mubadala, atual gestor do Hotel Glória, pretende vender 100% do histórico prédio. O fundo árabe contratou a BFIN Serviços Financeiros como assessora para encontrar investidores.

O Mubadala recebeu o Hotel Glória em 2016 como pagamento de parte de uma dívida de Eike Batista. O empresário devia US$ 2 bilhões ao grupo árabe.

Claudio Castro, diretor da Sérgio Castro Imóveis, grande conhecedor do mercado imobiliário, analisa qual deve ser o perfil do comprador:

“A tendência é que seja uma grande rede hoteleira, dado a importância e localização do imóvel. Outro comprador pode ser uma incorporadora, que poderia fazer o mesmo que a construtora Cyrela fez no Prédio do Flamengo, no Morro da Viúva”, destaca Castro.

Há mais de 10 anos, em 2008, após 86 anos de atividade e 50 anos como propriedade da família de Eduardo Tapajós, o hotel foi vendido ao empresário Eike Batista por R$ 80 milhões. Eike declarou, à época, que traria de volta o “charme dos anos 1920” e transformaria o estabelecimento em um seis estrelas.

Em agosto de 2010, o BNDES anunciou um financiamento de R$ 146,5 milhões para a reforma do hotel, dentro da linha “ProCopa Turismo”, visando a Copa do Mundo de 2014. Em 2013, contudo, veio a bancarrota do Grupo EBX, de Eike Batista, e as obras foram paralisadas.

Recentemente, o DIÁRIO DO RIO publicou fotos do interior do Hotel, que encontra-se destruído. Outra notícia negativa sobre o Glória foi publicada nos últimos dias: cogitou-se a possibilidade de demolição do prédio.

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