Foto: Cleomir Tavares/Diário do Rio

Nesta quinta-feira (06/05), a inauguração do Palácio Tiradentes completa 95 anos. Em comemoração à data, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) lança a exposição virtual “Meu Palácio Tiradentes” no site da Casa, e um clipe musical que será exibido na TV Alerj. Devido à pandemia, a programação será toda on-line.

A mostra virtual traz os olhares de quatro fotógrafos da equipe da Subdiretoria de Comunicação Social da Alerj sobre a arquitetura e a rotina no prédio histórico. As imagens são assinadas por Júlia Passos, Rafael Wallace, Thiago Lontra e Octacílio Barbosa.

A TV Alerj exibirá, ao longo da programação, um clipe musical para marcar a data. ‘Carinhoso’, do compositor e arranjador brasileiro Pixinguinha, foi o tema escolhido para a comemoração. A gravação do vídeo contou com a interpretação dos professores de violino Raquel Ferreira e de piano Edilson Leal, da Escola de Música Villa-Lobos, e foi realizada no Salão Nobre da sede do Parlamento fluminense.

Escolhemos ‘Carinhoso’ porque o choro foi o som que marcou o começo do período republicano. Ele faz parte da identidade do estado. A arte vai ser sempre ferramenta, não só de atração, mas de humanização e construção da sociedade“, destacou o subdiretor de Cultura da Alerj, Nelson Freitas.

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O porta-voz da Escola Villa-Lobos, Pedro Soares, agradeceu o convite para a celebração: “Abrir as portas do Palácio para esta manifestação artística é uma maneira do poder público incentivar a cultura. Espero que, cada vez mais, essa junção entre a população, a casa do povo e a cultura aconteça, porque é uma forma de manter vivo nosso legado”, afirmou.

História do Palácio

Inaugurado em 6 de maio de 1926, como sede da Câmara Federal, o Palácio Tiradentes guarda grande parte da memória política do Brasil. O primeiro edifício construído no local foi inaugurado em 1640, ainda no Brasil Colônia, e abrigou os três vereadores eleitos por voto indireto para um mandato de um ano, que cuidavam da cidade e das suas finanças. No andar de baixo, ficava a cadeia, local onde Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, ficou preso durante três anos antes de ser enforcado, no dia 21 de abril de 1792. O local ficou popularmente conhecido como Cadeia Velha. O prédio foi demolido em 1922 e, em seu lugar foi edificado o atual prédio da sede do Legislativo fluminense.

Com o passar dos anos, o prédio da Casa da Câmara e Cadeia teve outros usos, como o antigo Tribunal da Relação e, com a vinda de D. João VI ao Brasil, em 1808, alojamento para a criadagem da Casa Real. Ali também foram alojados os Correios, a Tipografia Nacional, a Caixa Econômica e a Inspetoria de higiene. Após a Proclamação da Independência, a Cadeia Velha passou a abrigar a Assembleia Geral Constituinte Brasileira e em seis de maio de 1826, instalou-se ali o primeiro Congresso Legislativo do Brasil.

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O prédio que abrigava o parlamento imperial foi demolido em 1922, e deu lugar ao Palácio Tiradentes. O edifício projetado em estilo Eclético por Archimedes Memoria e Francisco Cuchet foi inaugurado quatro anos depois.

Em 1937, o Palácio Tiradentes passou a ser a sede do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) do governo Getúlio Vargas, mas com o fim o fim do regime, voltou a abrigar a Câmara dos Deputados.

Após a mudança da capital federal para Brasília, o Palácio Tiradentes passou a ser sede da Assembleia Legislativa do Estado da Guanabara. Com o fim do estado da Guanabara em meados dos anos 1970, o prédio passou a abrigar a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, que o ocupa o Palácio até os dias de hoje.



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