O candidato ao cargo de governador do Rio de Janeiro,Marcelo Crivella (PRB), concede entrevista (Fernando Frazão/Agência Brasil)

A morte de Fernando McDowell, que era vice do prefeito Marcelo Crivella (PRB), abriu um problema gigantesco para o alcalde, quem passou a ser o 2º na linha de sucessão foi o presidente da Câmara dos Vereadores do Rio, Jorge Felippe (MDB). Isso fez surgir dentro da Câmara um grupo que quer o impechment de Crivella.

E Crivella não deve poder contar com o apoio da população para protegê-lo, uma enquete feita no Facebook do Diário do Rio apontou que 86% dos seguidores da página eram favoráveis ao impeachment do atual prefeito, ao menos de um pedido de impeachment:

E na Câmara, o apoio a Crivella é mínimo, dos 51 vereadores da cidade, apenas 15 fazem parte do bloco de apoio ao governo. Destes, apenas 3 são do PRB, partido do edil. Vários outros são políticos fisiologistas, que facilmente pulariam de um canoa para outra, se repararem o jogo mudando. É só lembrar como foi o recente impeachment de Dilma Rousseff (PT).

E o pedido de impeachment pode ser feito pela OAB-RJ, em fevereiro deste ano, o Informe O Dia dizia que crescia um movimento dentro da Ordem para isso.

“Há correntes que defendem o afastamento do prefeito com base na omissão das obrigações. Há um sentimento de abandono grande”, diz o presidente da OAB-RJ, Felipe Santa Cruz. Ele ressalta, porém, que o argumento não é tão contundente quanto os que chegaram a embasar os pedidos de impeachment do presidente Michel Temer (MDB) e do governador Pezão (MDB).

Sem suporte na Câmara, sem apoio na população, com um grupo na OAB-RJ contra, e tendo um 2º na sucessão com mais motivos para querê-lo fora do que dentro, o pedido de impeachment de Crivella pode estar mais perto do que imaginamos.

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