Moradores da Barra da Tijuca protestam contra venda de praça; Prefeitura do Rio afirma que leilão será parcial

Em nota, a Secretaria Municipal de Fazenda do Rio afirmou que o terreno a ser leiloado corresponde a uma parte da Praça Gilson Amado, enquanto o restante será mantido como área de lazer e descanso

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Foto: Reprodução da Internet

A iminente ameaça de leilão da Praça Gilson Amado, um refúgio de árvores centenárias na movimentada Avenida das Américas, na Barra da Tijuca, situada na Zona Oeste do Rio, preocupa os moradores locais. Esta área verde enfrenta a possibilidade de ser vendida e substituída por um novo empreendimento.

A notícia do leilão deste espaço, agendado para a quarta-feira (06/12), surpreendeu os moradores, que rapidamente se mobilizaram por meio de um abaixo-assinado, que já conta com mais de três mil assinaturas, obtidas em três dias. Eles temem o impacto negativo na qualidade de vida e na mobilidade da área, já afetada pelo crescente número de empreendimentos comerciais e pelo intenso tráfego de veículos na região.

Em um abaixo-assinado direcionado à Prefeitura do Rio e ao Prefeito Eduardo Paes, presente na COP28 para discutir questões ambientais, a comunidade solicita a interrupção do processo de venda, clamando pela preservação deste equipamento público e destacando a necessidade de mais áreas verdes nas áreas residenciais.

A Praça Gilson Amado também abriga um monumento há mais de 45 anos, símbolo do condomínio Riviera Dei Fiori, uma referência importante para a localidade.

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Em nota, a Secretaria Municipal de Fazenda do Rio afirmou que o terreno que será leiloado corresponde a uma parte da Praça Gilson Amado. “Foi concedida autorização legislativa para a venda. O restante da praça será mantido com as opções de lazer e descanso para os moradores locais. Um futura edificação não poderá ultrapassar dois pavimentos, de acordo com os parâmetros de uso.”

Prefeitura do Rio anuncia medidas para minimizar o impacto das ondas de calor

Este episódio surge após a Prefeitura do Rio anunciar uma série de medidas para enfrentar as altas temperaturas esperadas para os próximos meses, visando minimizar os efeitos das ondas de calor que se aproximam com a chegada do verão, com destaque para a ampliação de áreas verdes na cidade.

No anúncio, foi considerado os indicadores climáticos previstos para 2024 e a influência do El Niño, para preparar a cidade com políticas de longo prazo para lidar com os desafios ambientais e climáticos, identificando a expansão das áreas verdes como uma medida crucial.

E além desta medida, foram anunciadas alternativas, como a utilização de “drones-semeadores” para acelerar o replantio em áreas verdes em recuperação na cidade e a instalação de mais de 100 pontos de hidratação distribuídos por locais estratégicos, como Clínicas da Família, Centros Municipais de Saúde e no Super Centro Carioca de Saúde.

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