Morte de miliciano causa caos no Rio; mais de 30 ônibus são incendiados na Zona Oeste

Matheus da Silva Rezende, de 24 anos, morreu baleado em confronto com policiais civis; ele é sobrinho de Zinho, um dos principais milicianos da cidade

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Ônibus incendiado no Rio de Janeiro em 23 de outubro de 2023 - Foto: Reprodução/Internet

A morte de Matheus da Silva Rezende, de 24 anos, sobrinho do miliciano Zinho, um dos principais milicianos do Rio de Janeiro, causou um verdadeiro caos no Rio de Janeiro nesta segunda-feira (23). Ele foi baleado em confronto com policiais civis na comunidade Três Pontes, em Paciência, e não resistiu.

Às 16h50, a capital fluminense entrou em estágio de mobilização – o 2º nível em uma escala de 5 para situações que prejudicam a mobilidade urbana da cidade -, com 35 ônibus queimados na Zona Oeste, em represália ao falecimento de Matheus, também conhecido como ”Teteu” e ”Faustão”.

De acordo com o ”Rio Ônibus”, sindicato que representa os coletivos, inclusive, trata-se do dia com mais ônibus queimados por criminosos na história do município.

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O BRT, sistema de ônibus de rápida mobilidade que liga diversas regiões do Rio, teve seu funcionamento bastante afetado no corredor Transoeste, com todas as linhas sendo temporariamente suspensas.

Já a Avenida Brasil, movimentada e extensa via que liga a Zona Oeste à região central da cidade, foi fechada após um caminhão ser atravessado em uma das pistas.

O caos instaurado, claro, causou inúmeros congestionamentos no Rio. As avenidas das Américas e Cesário de Melo, por exemplo, ficaram bastante engarrafadas.

Governo do Estado se manifesta

O governador Cláudio Castro classificou os atos no Rio de Janeiro como ”ataques terroristas”. Segundo ele, o objetivo agora é prender, além de Zinho, os também milicianos Tandera e Abelha. Os três são considerados os principais de todo o território fluminense.

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4 COMENTÁRIOS

  1. pena de morte sempre teve e não resolve nada. quem entra nessa vida vai pro tudo ou nada. agora o carioca tá contente. faz arminha e chora intervenção federal.

  2. Falta pena perpétua, senão de morte, e rápido processo e execução da pena.

    Uma reformulação constitucional da competência prevista na Constituição para legislar em direito penal, passando da União para os estados é necessária. E seria um caminho para o Estado do RJ poder enfrentar a criminalidade com maiores penas.

    Quem acha que pena não resolve procure um japonês e pergunta se a pena de morte e perpétua adotada para assassinato múltiplo ou posse/porte de drogas, respectivamente, e o rígido sistema penal no Japão não foram solução para criminalidade envolvendo uso de armas que em geral mais faz vítima fatal e até desarmou a Yakuza.

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