Presidente da Em Cima da Hora vai depor sobre o acidente que matou uma menina na Sapucaí

O depoimento do presidente é importante para entender o caso. E o discurso do motorista, que matou a menina, contém contradições

Foto: Reprodução/Internet

O presidente administrativo da escola de samba Em Cima da Hora, Heitor Fernandes, é esperado nesta segunda-feira, (25/04), para depor sobre o acidente com um carro alegórico que matou a menina Raquel Antunes da Silva, de 11 anos.

Raquel foi imprensada entre o poste e uma alegoria da Em Cima da Hora na dispersão do Sambódromo, na Rua Frei Caneca, no primeiro dia de desfiles na Sapucaí, da Série Ouro. O corpo da menina foi enterrado na tarde do último sábado, (23/04).

O atual presidente de honra da agremiação é Heitor Fernandes, filho de Sebastião Ubiratan Fernandes. A polícia não confirmou se será Heitor que vai depor na delegacia. Mas, segundo a delegada Maria Aparecida Mallet, titular da 6ª DP (Cidade Nova), o depoimento do presidente administrativo da escola está marcado para as 14h.

Investigação

A delegada Maria Aparecida Mallet, que investiga a morte da menina, disse que imagens de câmeras de segurança contradizem o depoimento do motorista do carro alegórico que imprensou a menina.  Segundo Mallet, várias crianças estavam brincando próximo ao veículo, ao contrário do que disse o condutor na delegacia.

À polícia, o motorista, que não teve a identidade revelada, disse que não viu crianças em cima do carro e deu a partida para prosseguir com o reboque da alegoria. Câmeras de segurança, entretanto, indicam o contrário, que naquele momento havia várias crianças no carro, não apenas Raquel.

O caso, a princípio, é investigado com sendo homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Segundo a delegada, ainda é prematuro apontar culpados.

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