Dauro: Recortes ridículos em pesquisas induzem imaginar que a Igreja Católica tem posição política

É improvável que a maioria dos Católicos prefira o candidato Luiz Inácio Lula da Silva ao candidato Jair Messias Bolsonaro

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A última pesquisa DATAFOLHA sobre a preferência do eleitorado para Presidente da República apresentou “recortes” no mínimo ridículos. Como que dividindo o País em “castas”, a pesquisa arvora-se a (des)informar o eleitorado de possíveis tendências de votos de segmentos do eleitorado.

Dentre os muitos infelizes “recortes” um chamou-me a atenção. É um absurdo e improvável que, como estampado na grande imprensa, a maioria dos Católicos prefiram o candidato Luiz Inácio Lula da Silva ao candidato Jair Messias Bolsonaro. O instituto DATAFOLHA, que em 2018 apresentou pesquisas eleitorais apontando determinadas tendências que quedaram-se desmentidas pelo resultado das urnas. Parece que o vexame ocorrido 4 anos atrás não serviu de lição ao DATAFOLHA que continua tentando induzir o eleitorado de acordo com o que julga ser o melhor para o Brasil.

É fato que a Igreja Católica, formada por homens e mulheres com suas próprias consciências tem, em parte, tendências à esquerda e à direita. É fato que existem Bispos e lideranças Católicas que são ligados à ideologia socialista, à herética teologia da libertação. Até aí nenhuma novidade.

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O que também não é novidade é o DATAFOLHA apresentar a este tipo de resultado afirmando que a maioria dos Católicos é alinhada com o PT e os protestantes ligados alinhados a Bolsonaro.

Na Igreja Católica existe como ocorre no País uma polarização dentre seus membros, muitos votarão em um candidato, muitos em outro e também há quem vote em candidatos minoritários nas pesquisas.

O DATAFOLHA para afirmar que a MAIORIA DOS CATÓLICOS PREFERE LULA, parece ter mirado seus pesquisadores para só uma direção. Seria semelhante a fazer uma pesquisa sobre o retorno da Monarquia entrevistando apenas os membros da família imperial. O resultado seria 90 por cento pela Monarquia mas estaria com vícios em sua essência.

Na Igreja Católica como dito existem várias tendências eleitorais. O que o DATAFOLHA faz ao usar o termo Católicos é fomentar desarranjos entre membros de uma mesma confissão religiosa.

Seria muito mais prudente, ético e correto, que o DATAFOLHA agisse como se deve, não misturando RELIGIÃO E POLÍTICA. O resultado de tal mistura é tóxico.

Igreja cuida da alma, cuida da relação do homem com Deus. Política cuida das coisas do mundo. Uma vergonha esse Instituto DATAFOLHA. A seguir nesta linha terá o mesmo destino do “falecido” IBOPE: o encerramento de suas atividades.

A melhor política que entendemos deva ser implementada pela Igreja Católica é não incluir sucessão presidencial em sua pauta. É preciso respeitar diferenças, opiniões e o voto secreto e soberano de cada um, mas NÃO É VERDADE QUE UM INSTITUTO DE PESQUISA TENHA A CAPACIDADE OU A EXPERTISE DE POR UMA AMOSTRAGEM, FECHAR QUESTÃO SOBRE UM POSICIONAMENTO DE UMA RELIGIÃO COMO UM TODO. Que vergonha é o DATAFOLHA.

Este é um artigo de opinião e não representa, necessariamente, uma posição do DIÁRIO DO RIO, e sim de seu autor.

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Jornalista, especialista em assessoramento e cerimonial público, Bacharel em Direito, publicitário e Radialista. Também tem formação em Assessoria de Imprensa e relações institucionais, além de editor de jornais, livros, revistas e outras publicações
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1 COMENTÁRIO

  1. Acho que a melhor pesquisa, é o datarua… um sai na rua e sempre é bem recebido, o outro não consegue tomar um copo de pinga no boteco da esquina… tem melhor amostragem que isso?!?

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