Situação eleitoral do Rio é nebulosa

Palácio Laranjeiras (Foto: Reprodução)

Faltando menos de 6 meses para as eleições 2018, a situação no Rio é no mínimo nebulosa. Não há praticamente candidatos a governador ou ao Senado, com exceção de poucos nomes que se colocaram já há meses. Não é a toa que não foram, até o momento, registradas pesquisas eleitorais no TSE.

Para governador só se colocaram como postulantes sérios, Indio da Costa (PSD) e Professor Tarcisio (PSol), sendo que este, todos sabemos, tem uma candidatura longe de ser competitiva. O outro nome que assumiu a candidatura foi Romário (Podemos), mas ninguém leva muito a sério, já que ele já se colocou como candidato em outras eleições e desistiu no meio do caminho.

Claro, há o nome de Eduardo Paes (DEM) que inclusive saiu do MDB para poder ter uma candidatura mais competitiva. Entretanto, Paes ainda está inelegível, claro que a decisão pode ser revertida no TSE, inclusive, creio que será. Mas até lá, se assumir candidato é um perigo. Ainda tem a Lava Jato que pode muito bem chegar nele, e como não tem foro privilegiado, não seria de admirar que tivesse sua prisão provisória decretada. O PDT também fala de lançar o deputado estadual Pedro Fernandes, mas provavelmente o partido vai aproveitar seu potencial eleitoral para aumentar a bancada na ALERJ.

Enquanto isso o PT colocou o nome de Celso Amorim, ex-ministro de Lula. Mas dada a situação do partido no país, não seria de admirar que fizessem aliança com outro partido de esquerda. E sem esquecer que o PPS ainda poderia surpreender e lançar Denise Frossard candidata. E o NOVO continua na novela de Bernardinho, que hora parece que é candidato e na outra que não é candidato e em outras vice para presidente.

Há também Anthony Garotinho (PRP), mas esse é um caso interessante. Ele não tem a mínima chance, se em 2014 não conseguiu nem ir para o 2º turno, dificilmente terá mais votos em 2018, especialmente depois de ter ido preso 2 vezes e em um partido nanico. Se tentasse deputado federal, certamente entraria, mas há nele uma veia messiânica e a possibilidade de ser candidato a governador é alta. Mas o será sem tempo de Tv e capilaridade pelo estado.

Já para o Senado apenas dois nomes até agora, Flávio Bolsonaro (PSL) e Eduardo Lopes (PRB), o atual senador, Lindbergh Farias (PT) disse que tentaria a reeleição, mas é pule de 10 que vai tentar deputado federal para manter o foro privilegiado e tentar fazer bancada para seu partido.  Chico Alencar (PSol) disse que poderá ser candidato ao Senado, mas como o partido tem se mostrado tão próximo do PT e do PCdoB, eu esperaria para sacramentar se eles vão entregar a vaga a alguém, apesar que Chico tem mais chances para o Senado que Tarcisio.

Já os outros partidos, há ensaios no PDT com o nome da deputada estadual Martha Rocha, o MDB tinha Leonardo Picciani, mas o sobrenome não ajuda muito agora. Enquanto isso o DEM tem Cesar Maia, mas ele disse que não será candidato a nada em 2018, ou o deputado estadual André Correa, mas se Paes for candidato a governador, a vaga do Senado certamente irá para um dos partidos da composição.

Ou seja, faltando 6 meses, ao que parece, há mais balões de ensaio para as principais candidaturas do que realmente alguma posição dos partidos.

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