Empresa que controla a SuperVia comunica ao Governo do Estado que deseja encerrar operação dos trens no RJ

Concessionária comanda a malha ferroviária do Rio e Baixada Fluminense desde novembro de 1998

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Imagem meramente ilustrativa de trem da SuperVia - Foto: Viatrolebus

A Mitsui, empresa japonesa que controla a SuperVia, enviou, na última quarta-feira (26/04), um ofício à Secretaria Estadual de Transportes comunicando que deseja encerrar a operação dos trens urbanos da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A informação foi divulgada inicialmente pelo portal ”Extra”.

Para tal decisão, foram levados em consideração, entre outros motivos, diminuição de receita devido à pandemia, prejuízo causado por furto de cabos e congelamento do valor da tarifa. Vale ressaltar que a SuperVia controla a referida malha ferroviária desde novembro de 1998.

No documento, assinado por Masato Kaneko, da Gumi Brasil Participações, há a justificativa de que ”não há possibilidade de assumir obrigações adicionais de suporte financeiro”, como propôs o Governo do RJ.

Ao ficar ciente da situação, o governador Cláudio Castro criticou o serviço prestado pela SuperVia e não lamentou a decisão da concessionária de entregar a concessão. O chefe do Poder Executivo fluminense garantiu que outra empresa será escolhida para operar os trens.

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”O serviço está posto aí, é péssimo. Só abrir os telejornais todo dia e vai ver isso. Eu falava, o estado fez o investimento, investiu lá R$ 400 milhões, e que isso teria um prazo para ser resolvido. Acabou. O serviço tem que melhorar de qualquer jeito. Se não querem mais, eles saem e a gente vai botar outro que faça bem feito”, disse.

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27 COMENTÁRIOS

  1. Que desculpa esfarrapada dessa empresa lixo de ferrovia, ainda bem que pediu pra sair. Desde que a Supervia assumiu o serviço há 24 anos eu disse (vinte e quatro anos) sempre teve a maioria das vezes problemas de funcionamento. Agora vem dizer que não consegue manter o serviço por causa de blá blá blá.. um dos valores mais caros de tarifa do país por um um serviço péssimo. Já vai tarde!!!

  2. É hilária ver os comentários aqui culpando o home-office pelas mazelas do transporte no Rio. O HO e uma tendência mundial.que a pandemia apenas acelerou.

    Não posso falar pelo serviço público, mas a maioria dos empresáriosno Brasil não adotava o HO por medo de queda da produtividade dos seus empregados. Quando foram forçados a adotar o HO viram a produtividade subir em vez de descer. Agora não tem volta. Trabalho em HO e não preciso mais sofrer em engarrafamentos nefastos. Produzo muito mais e não mais perco 3h diárias da minha vida nesse trânsito infernal.

  3. Não existe encerramento unilateral por parte do concessionário do serviço.

    A empresa assumiu um serviço público.

    Sendo uma concessão, tendo aceito, somente se livra ao final ou quando a Administração Pública decidir pelo fim da concessão.

    • Tem que ver o contrato da concessão. Provavelmente o contrato não prevê que a concessionária seja obrigada a tocar o sistema abaixo do ponto de equilibrio estabelecido no contrato. Isso deve ter sido quebrado desde a pandemia, pois o Estado diz que já liberou 400 milhoes de reais ano passado pra compensar a queda de passageiros. Acontece que ele pensa que os 400 milhoes vão durar a vida toda, com o sistema funcionando abaixo da capacidade mínima. Pra piorar, congelou o preço das passagens e não permite que se adeque a nova realidade. Essa mesma situação aconteceu com o VLT do Centro, do prefeito nervosinho da lava-jato. O VLT desde que comecou a funcionar, nunca atingiu o equilibrio (nunero minimo de passageiros) precisto no contrato de concessão, logo iniciou-se um embate entre a prefeitura não querendo pagar a diferença (deficit) previsto no contrato e a concessionaria querendo devolver. Essa questao da supervia vai ser resolvida da mesma forma que a prefeitura resolveu com os onibus, qie rodam no vermelho ate hoje apos a pandemia… vai ser uma parte da passagem ser subsidiada com dinheiro publico. O prejuizo vai ser “socializado” por toda populacao carioca. Falta coragem pra mandar todo mundo voltar a trabalhar presencialmente, pra economia voltar a rodar pelo menos ao nivel pre pandemia, quando as contas não fechavam no vermelho

  4. “Para tal decisão, a concessionária, que comanda a malha ferroviária do Rio e Baixada Fluminense desde novembro de 1998, alega, entre outros motivos, o congelamento do valor da tarifa.”

    ALGUÉM ME EXPLICA ISSO? A IDEIA É TODOOOO ANO A TARIFA AUMENTAR?

    • Vamos lá. A reportagem nao disse que todo ano tem qie aumentar. A reportagem diz que o Estado CONGELOU o valor da tarifa. Pro sistema de trens operar, existe um minimo de passageiros/dia que devem circular afim de manter a viabilidade do sitema, que paga contas de luz, segurança, funcionarios, manutenção, etc. Antes da pandemia, esse numero de passageiros era adequado pra manter o sistema. Quando veio a pandemia, despencou o numero de passageiros… e a empresa continuou pagando luz, manutencao, seguranca, funcionarios, etc … se nao tem passageiro, não tem receita, a empresa pega empréstimo pra pagar as contas. Acontece que…a pandemia acabou e grabde parte do povo continuou em casa de home office, outra parte que trabalhava em escritorios, comercios perderam seus empregos, logo… o numero minimo de passageiros pra manter as contas do sistema nunca mais voltou. O que a Supervia teve que fazer pra não continuar rodando no vermelho? Pediu aumemto da tarifa, ja que, com muito menos passageiros, as passagens tem que ficar mais caras pra poder pagar as contas . Resultado, o Estado negou aumento e congelou o valor da passagem. Logo, a Supervia não vai continuar rodando no vermelho com baixo numero de passageiros, vai entregar a concessão. O nosso dignissimo Governador não quer botar os funcionarios pra trabalhar, acabar com home office, botar o dinheiro pra circular como era no pre pandemia…mas tambem não quer que as empresas de transporte cobrem a conta de sua omissão, que e rodar no vermelho. A saída pelo que estamos vendo, vai ser o Estado sustentar , subsidiar o valor da passagem dos trens, com nosso dinheiro, que é o mesmo que o Prefeito já faz com os ônibus, a prefeitura banca os onibus pra rodar queimando diesel vazios, com dinheiro publico, pra manter o home office. Mas isso é apenas a pomta do iceberg. O setor de transportes é o primeiro nessa avalanche que vem por aí. Vanos seguir desse jeito todo mundo em casa e vamos ver aonde vai parar.

  5. Galeão quase devolvendo a concessão, Supervia devolvendo a concessão, no Maracanã o Estado já adiou 7 vezes o edital porque não consegue fazer a concessão, Metrô Rio com menos de 700 mil passageiros/dia e ameaça velada ao Estado de devolução da concessão, Rio-Petrópolis com obras paradas porque não se consegue fazer nova concessão, enfim, os sinais estão por todos os lados. O Rio de Janeiro é um Estado em decadência acelerada. Mas tem uma “turminha” que acha que não, que tá tudo bem, que estamos melhorando…
    Konphien. Vai dar tudo serto çim !

    • Excelente comentário. Até que enfim um comentário realista e pragmático do Rio de Janeiro. Resumiu em poucos cases o que venho falando desde que terminou essa pandemia. Abram o olho…esse negocio de ficar em casa fingindo que trabalha não vai acabar bem… resultado tá aí… dinheiro não circula, milhares de empregos que foram suprimidos na pandemia se voltaram pra informalidade , salários do setor privado em declínio (e os do setor publico só aumemtando) e as maiores mazelas agora aparecem pra prefeitura e Estado resolver… setor de transportes rodando no vermelho… e arrecadação de impostos só não está ladeira abaixo pq o Prefeito e Governador estão surfando na arrecadação da industria do petróleo, que segue em alta por conta de novos poços que vem aumentando a produção do Estado. Mas, vamos ver se o petróleo vai ser suficiente pra sustentar uma cidade e um estado fantasma, com as pessoas em casa ou indo trabalhar de forma hibrida. O Governador e o Prefeito mentem ao dizer que as coisas estão melhorando, pq não querem tomar a atitude impopular de mandar seus funcionários voltarem ao trabalho. Está dificil entender que o dinheiro precisa circular, a pandemia acabou, não há mais porque mamter as pessoas em casa. Vamos ver os proximos capítulos desta novela. Hoje já foi reportado que começamos o primeiro trimestre de 2023 com desemprego em alta (8,8%), ao passo que Bolsonaro reduziu o desemprego à mínimas historicas ano passado por 4 trimestres consecutivos. Saudades de Paulo Guedes, melhor Ministro da Economia que o Brasil ja teve.

  6. ” Fica em casa, a economia a gente ve depois” . Curtam bastante o home-office! Enquanto uns fingem que trabalham, a economia tá indo pro saco.

  7. Uma duvida sincera. Não dá pra mudar tudo pra metrô de superfície não? Como é em algumas cidades do nordeste? Assim teria menos problemas com a manutenção né? Ou não?

  8. É uma ótima oportunidade pra transformar as linhas da Supervia em metrô nos trechos Central x Nova Iguaçu, Central x Saracuna e todo o ramal de Santa Cruz fatiado em 2 linhas chegando até Itaguaí sendo ( Itaguaí x Campo Grande e Campo Grande x Duque de Caxias passando fazendo conexões com Deodoro, lo há 2 em Coelho Neto e o atual ramal de Saracuruna suprindo parte da necessidade de ligações horizontais formando rede. De Nova Iguaçu em diante levaria o trem até Paracambi e para além chegando a Barra do Piraí quem sabe é de Saracuruna passando por Magé e Guapimirim esticaram até Itaboraí passando por Manilha e proximidade do Gaslub, daí se farima novas concessões vantajosas pra a operadora e o usuário com tarifas mais baixas e investimentos com uma forte regulação……quem dera tivesse um Tarcísio aqui pra fazer o q tem q ser feito na segurança pública e na agenda metroviária tbm.

  9. É , DE FATO NÃO VOU MUITO COM A CARA DO CLAÚDIO ! MAS DOU A MINHA MÃO A PALMATORIA DE QUE O TREM OFERECE SERVIÇO E CONFORTO DE ÓTIMA QUALIDADE AOS PASSAGEIROS COMO NUNCA VI ANTES ! NÃO TENHO DO QUE RECLAMAR ! POIS MUITOS ANOS ATRÁS ERA PURA SUCATA Q NÃO SEI COMO , ANDAVA ! HOJE EM DIA PARECE ATÉ UM METRÔ DE LUXO ! NÃO ENTENDO PORQUE A SUPERVIA RECLAMA TANTO !

    • Pera lá, amigona. “Parece um metrô de luxo”? Está forçando isso aí. O metrô é de longe o dobro melhor em serviço do que os trens. Já foi péssimo? Sim, mas ainda falta um bocado para deixar de ser ruim.

  10. A Supervia que de super não tem nada, DEVE indenizar o governo do Estado pelo péssimo serviço no prestado, DEVE indenizar a cada pessoa que se viu Humilhada por ter pago pelo transporte e no meio do caminho ter que descer e CAMINHAR pelos trilhos. Seja sério Senhor Governador Cláudio Castro e cobre judicialmente o enorme prejuízo ao povo fluminense

  11. Muito simples. Entrega para o Metrô Rio. Lá não falta dinheiro, principalmente porque o Grupo é de Abu Dhabi. E eu entregaria as barcas também. Assim tudo funcionaria em conjunto com uma tarifa só e possibilidade de integração entre os modais. Já aproveita e leva o Metrô até a praça XV. Melhor que isso impossível.

  12. Sempre com o mesmo blá blá blá.
    Quando assinaram a concessão o estado aportou 400 milhões, conforme informado no texto.
    Reestatizar? Piada sem graça!
    O estado tem que fazer valer o contrato de concessão.
    Mais um casuísmo político.

  13. Reestatizar? Nunca!
    O governo do estado tem por obrigação analisar o contrato de concessão e fazer valer o que está lá consolidado.
    Se o estado já aportou 400 milhões conforme está no texto, qual a razão para dar mais dinheiro?
    O problema sempre será os casuísmos políticos.

    • Reestatizar sim! Olha a desgraça que tá acontecendo nos trens de SP que estão privatizando, todo dia dando cada vez mais problemas! Empresa privada só quer lucro!

  14. Deveriam é fazer uma CPI dos trens no RJ. ISSO JA VEM SENDO MAL ADMINISTRADO há muitos anos! Fora os percalços do vandalismo, as estruturas sucateadas, os horários desrespeitados. Pq o metrô vai lotado e dá certo? Tem horário melhor q da SUPERVIA! E uma das alegações da SUPERVIA é o vr da tarifa? Não. Não creio. 7,40. Valor superior a tarifa do metrô. PelamordiDeus!!!

  15. Nem os japoneses deram jeito no caótico transporte de passageiros dessa pocilga de cidade. Não adianta o distinto governador fazer troça e reclamar do serviço prestado. Sabe-se que o problema do trens e do transporte público em geral na cidade passa pela questão da segurança pública e da desordem habitual. Pessoas invadem a linha férrea a hora que querem, calotes são dados o dia todo, tráfico de drogas no trilhos, roubo de cabos… Estes não são problemas para a SuperVia resolver, mas sim o poder público, que é omisso e falido. Vai chegar outra empresa e os problemas vão continuar. O problema não está em quem administra a prestação de serviço, está no poder público fluminense.

  16. a reunião deu-se entre o Sr Kaneko, representante da filial brasileira, com o Sr. Massaro Myamoto, da matriz japonesa. Foram assessorados pelas advogadas, Sras Kanjica Takente e Takapeka Nomuro.

  17. Será que vão simplesmente devolver a concessão? Assim, de graça? Ou será que vão exigir dos contribuintes fluminenses uma indenização milionária sob justificativa de perdas e danos ao longo dos anos de operação? Ou será, ainda, que vão tentar extorquir mais dinheiro dos contribuintes para continuar operando os trens? Bando de pilantras…

    Taí uma janela de oportunidade para reestatização do serviço. Vamos desperdiçá-la?

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