Uerj emite relatório contrário às medidas de flexibilização adotadas no Rio de Janeiro

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Foto: Pilar Olivares/Reuters

A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) manifestou-se contrária às medidas de relaxamento do distanciamento social determinadas pelo governos estadual e municipal.  Em relatório apresentado ao Ministério Público (MP) na última terça-feira (17), a Comissão de Acompanhamento sobre o Coronavírus da instituição recomenda que o atual decreto estadual seja revogado e novas diretrizes sejam promulgadas com base em estudos científicos e ações coordenadas. 

A Uerj destaca que a letalidade por Covid-19 no Estado do Rio é a mais elevada do país e alerta para o risco de recrudescimento do número de óbitos e casos da doença, no caso do relaxamento precoce e descoordenado das atividades econômicas, escolares e de lazer. 

O documento propõe a criação de um comitê com especialistas e técnicos indicados pelas universidades e instituições de pesquisa fluminenses que possam trabalhar com base em dados dos últimos 14 dias, referentes a percentuais de óbitos diários, ocupação de leitos e Utis, internações em hospitais, bem como consultas em clínicas de família. O objetivo é elaborar normas técnicas aplicáveis a um “novo normal”.

Entre os itens listados como fundamentais para o enfrentamento do SARS-CoV-2 estão a obrigatoriedade do uso de máscaras de proteção facial em locais públicos e privados, a realização de campanhas de conscientização da população para a manutenção do distanciamento social, a aceleração da abertura dos hospitais de campanha, a reestruturação e instalação de serviços de saúde emergenciais em hospitais já existentes nas redes municipal, estadual e federal, assim como a elaboração  de estudos epidemiológicos com amostras populacionais por meio de teste sorológicos.

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Do mesmo modo, o texto é claro quanto à necessidade de criação de redes de atendimento e de proteção voltadas para os profissionais de saúde, instalação de abrigos para pessoas em situação de vulnerabilidade,  implantação de ações e medidas integradas em áreas de população de baixa renda e conjuntos habitacionais,  colaboração mútua entre lideranças comunitárias e serviços públicos para a distribuição de produtos de higiene e de alimentos, além  de apoio aos trabalhadores formais e informais, com benefícios fiscais, parcelamentos de dívidas, etc.

Como conclusão, o relatório sugere “o estabelecimento imediato de mecanismos de coordenação, integração e articulação entre os diversos entes públicos, especialmente Estado e Municípios do Estado de Rio de Janeiro, de forma a definir as políticas públicas de combate à crise pandêmica, bem como a gestão eficiente dos recursos assistenciais hospitalares, como leitos clínicos e de UTI para os pacientes com Covid-19”.

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