Nos últimos dias eleitores de diversas correntes tem defendido a união dos votos de Cesar Maia (DEM) e Flávio Bolsonaro (PSL) como forma de impedir a reeleição de Lindbergh Farias do PT, que como disse ontem deve ficar fora do Senado. E, apesar da esquerda do Rio deva eleger os deputados mais votados, na majoritária tem se mostrado fraquíssima.

Na eleição para governador, o último Datafolha mostra a soma dos candidatos a esquerda com apenas 12%. É o mesmo que tem o enrolado Anthony Garotinho (PRP), e o mais viável da esquerda, Tarcísio Motta (PSol) está em um distante 5º lugar, com 6% das intenções de votos.



Interessante notar, entretanto, que no mesmo Datafolha para o Senado, a esquerda aparece com nomes em 3º, Lindbergh que está embolado com Maia e Bolsonaro e tem 21%, seguido por Chico Alencar (PSol) com 12% e Miro Teixeira (REDE) com 11%. Mas a tendência já é que eles tenham um 2º voto em Lindbergh e dificilmente isso deva mudar muito o quadro nas próximas duas semanas.

Entretanto, Maia e Bolsonaro podem ganhar os votos dos outros candidatos conservadores. O candidato do PSD, Arolde Oliveira, tem feito uma campanha tentando o 2º votos dos eleitores do PSL, só que com a dificuldade mostrada para subir nas pesquisas, pode desidratar exatamente para Cesar Maia, já que o voto anti-PT será forte nesta eleição. Ele tem 8% no Datafolha, não o suficiente para ameaçar Chico, Miro ou Lindbergh.

O mesmo pode acontecer com os eleitores do Pastor Everaldo (PSC), e com 7% nas pesquisas. É de se esperar que parte de seu 2º voto, ou mesmo do 1º, vá para os 2 principais candidatos de direita desta eleição.

Como estamos em uma eleição de dois votos o pensamento corrente de setores conservadores e de centro será exatamente este o o Duplo voto Flávio e Cesar Maia.

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