Empreendimento residencial no Centro do Rio vende 95% de suas unidades em apenas 6 horas

Primeiro empreendimento pronto para morar do Reviver Centro vendeu R$ 55 milhões em apenas 6 horas, reafirmando a vitalidade da região do Centro Histórico

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Foto: Divulgação

O Centro do Rio teve uma notícia surpreendente hoje. O lançamento imobiliário do Opportunity batizado de Casa Mauá, primeiro lançamento “pronto para morar” sob o programa Reviver Centro 2, foi um sucesso de vendas. Localizado no endereço que abrigava o antigo Hotel São Francisco, situado quase na esquina da Avenida Rio Branco e a poucos quarteirões do Boulevard Olímpico, o prédio teve 95% de suas unidades vendidas em apenas 6 horas. Foram 55 milhões em vendas, com apartamentos vendidos a cerca de R$ 11.500,00 por metro quadrado.

Há anos não se via uma velocidade de vendas tão alta“, diz Marcus Vinícius Ferreira, corretor de imóveis que atuou no lançamento. Marcus diz que tinha 9 clientes para compra, certos, mas que a velocidade de vendas foi tão alta, que só conseguiu que um deles viesse a tempo de comprar a unidade desejada. “Sucesso estrondoso, pelo menos consegui emplacar um”, comemora, meio que sem comemorar.

Corretores envolvidos no lançamento, que teve centenas de visitas ao Stand em poucos dias, estimam que o restante seja vendido rapidamente. O empreendimento terá a gestão da locação para quem quiser ter uma renda extra com o aluguel e a administração condominial da Lobie, que lançou no evento a marca Lobie Gestão Inteligente. A startup já transformou oito hotéis em residenciais com serviços na Zona Sul e na Barra. A locação de apartamentos por temporada tem sido muito lucrativa na cidade, que tem tido diárias altas.

O resultado mostra a demanda reprimida que a cidade do Rio tem por este tipo de unidade, principalmente no Centro, que cabe no bolso de um público maior e beneficia quem quer morar perto do trabalho ou investir“, destaca Ernesto Otero, CEO da Lobie.

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O Hotel São Francisco estava desativado desde o ano de 2022, e foi construído para a Copa de 1950. Durante anos, o imóvel pertenceu a uma Ordem Religiosa que, afogada em dívidas, acabou vendendo-o anos atrás. Depois de despejado um inquilino inadimplente, o prédio foi alugado à Rede Atlântico de Hotéis, que entregou-o ao fim da pandemia. E agora, o residencial Casa Mauá oferece um total de 223 apartamentos, com plantas variando entre super-compactos apartamentos com metragem quadrada de 15 e outros mais espaçosos com 42 metros quadrados, refletindo a tendência crescente de “microapartamentos” que a incorporadora está buscando atender. Este segmento vem crescendo muito em São Paulo, onde se tornou algo muito frequente edificar apartamentos com menos de 20m².

O projeto garante que todas as unidades sejam entregues com armários planejados já instalados, além de proporcionar aos moradores o acesso a uma lavanderia compartilhada e espaços de co-working com acesso à internet Wi-Fi de alta velocidade. A arquitetura do empreendimento foi elaborada pela renomada Cité Arquitetura, enquanto as áreas comuns foram projetadas por Simone Gois, da SP Planing Arquitetura. O projeto surge no esteio do programa Reviver Centro, cuja segunda versão foi aprovada recentemente.

Segundo a imobiliária digital HomeHub, na Região Central da cidade,  houve um expressivo aumento das vendas em geral da ordem de +32% nos meses de junho e julho, o que vem em consonância com a quantidade de lançamentos que vêm sendo programados para a localidade.  A região mais histórica da cidade tem atraído mais moradores  e atenções para seu renascente mercado de imóveis. Para Ferreira, que é corretor da Sergio Castro Imóveis, uma das mais tradicionais da cidade e com três unidades na região, a tendência de procura por unidades no Centro tem mesmo aumentado: “nossos três escritórios na região têm atendido mais e mais pedidos, principalmente de casais jovens que buscam unidades pequenas mas em perfeito estado; esta é nossa maior dificuldade pois grande parte do estoque é de apartamentos que precisam de muita obra“, diz. Ferreira está esperançoso com as vendas do novo empreendimento.

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5 COMENTÁRIOS

  1. Os tais investidores… não são quem vai morar no imóvel.
    Logo, um retrato do quanto falha a política habitacional nessa cidade, nesse estado e país…

  2. História que não para em pé. Quando for ocupado e tiver moradores entrando e saindo me avisem para dar a mão a palmatória. Tem vários edifícios no Centro, realmente prontinhos para morar, não essa coisa entre aspas (Aliás, como vai o Vargas 1142 e o Cores do Rio, ambos parados) mas ninguém ocupa, como por exemplo o SEND na Senador Dantas e o DORA na Mem de Sá. Investimento também é custo de oportunidade. Se alguem do setor puder explicar isso, como também as 5 tentativas de emplacar o Reviver Centro, fórmula em que a sociedade carioca está pagando incentivos para bancar as burradas de mobilidade e de ocupação do espaço. Se fosse isso tudo, muita loja estaria sendo relocada.

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