Marques: Governador, Londres não precisa de você. Nós precisamos

Para Mario Marques é preciso decretar intervenção federal no Rio de Janeiro o mais breve possível

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O governador Cláudio Castro participa do Seminário Gestão da Aprendizagem no Brasil e comemoração dos 5 anos de atuação do Centro de Desenvolvimento da Gestão Pública e Políticas Educacionais.Foto: Rafael Campos

Em Londres, a polícia registrou 250 mil crimes violentos em 2021-2022, um aumento de 10% em relação ao período anterior. Mas lá, diferentemente de cá, você não vai para a rua sem saber se vai voltar. O estado do Rio de Janeiro, mais notadamente a cidade do Rio de Janeiro, é o verdadeiro inferno na Terra. Em sua quinta ou sexta viagem internacional a reboque de supostos encontros que seriam de serventia para mim e para você, o governador Cláudio Castro, dessa vez, está lá, em Londres. Na agenda, um monte de desimportantes encontros, bla bla bla de supostos investimentos que todos sabemos que não existem e nunca existirão. É passeio, mais um, para a conta. Enquanto Castro flana por aí, você corre risco de vida. O lugar que você habita é dominado por bandidos. Sem que o governador, turistando em Londres, apresente um plano qualquer para salvar você e sua família.

Já passou da hora de se fazer o que é urgente: decretar intervenção federal na segurança do Rio. Mas não aquela morna de 2018, o faz-me rir do Pezão. Tem que retomar os territórios ocupados por traficantes, prender todo mundo, encarcerar assassinos e pressionar a bancada de deputados federais do Rio a liderar uma mudança imediata no código penal. Agir.

Para o governador e sua família tá tranquilo: todos andam em carros blindados com escolta, não precisam passar por lugares de risco e dificilmente verão uma pistola a lhes ameaçar. Portanto, por que se preocupar? Para as famílias, é melhor morar na Ucrânia ou no Afeganistão. Quem viu crianças e um bebê serem removidos do carro em Copacabana, ao meio-dia, todos com cara de desespero, por bandidos fortemente armados? Eu vi. Esse e mais dezenas de vídeos captados por câmeras de segurança estão na nossa rotina diária.

A sensação de insegurança é tremenda. Esqueça a Zona Norte se precisar passar por lá. Está entregue aos criminosos. Neste domingo (16/4), o pessoal da TV Monumental, que estava no carro do empresário Fernando Lima, o Zé Colmeia, líder do Vasco, foi assaltado. Levaram todos os equipamentos. As pessoas estão perdendo bens – e muitos, vidas. Quanto mais precisamos esperar para que o governador Cláudio Castro tome providências de verdade? O Segurança Presente, hoje Segurança Ausente, já se perdeu na politicagem.

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Pesquisa recente do instituto Prefab Future mostrou que o governador já enfrenta rejeição de 51,4% da população carioca. O voto de Castro, um voto mais em rejeição a Freixo, marcado eternamente por clamar o fim da Polícia Militar, já morreu, já não existe mais. E se ele tem pretensões, como dizem, de ser senador da República, tem que fazer alguma coisa. Não existe outra prioridade no Rio que não seja a segurança.

O prefeito Eduardo Paes faz que não é com ele. Trabalha para “revitalizar” áreas que estavam degradadas. E eu pergunto: de que adianta revitalizar áreas sem segurança, muitas dominadas por traficantes? Vai entregar essas áreas à população? Aquela que tem medo de sair de casa?

Todo mundo, o universo sabe, que o sujeito que acabar com a violência do Rio é um provável futuro presidente da República. Assim era visto Sergio Cabral, com o advento das UPPS, o período em que mais nos sentimos seguros – além daqueles eventos federais, tipo Rio 92.

Acorda, governador. Não era para o senhor estar em Londres agora. Não é tempo para isso. Precisamos de um governador da segurança, presente, que tome atitude. É preciso aprender com as gandaias feitas no passado. Essas viagens internacionais, afiançadas e protegidas por seus diários oficiais do jornalismo, não vão agregar absolutamente nada à sua imagem. Ao contrário: se acontecer alguma tragédia – como se já não existissem diariamente – o senhor terá que voltar às pressas e encarar, constrangido, o ocaso. A polícia, coitada, enxuga gelo. Quando tem a oportunidade de encerrar CPFs inúteis, tem o PSOL a lhe combater – e a extrema esquerda GloboNews. O Rio é a terra da desgraça. A terra do bandido. A terra do malandro. A terra sem governador.

Este é um artigo de Opinião e não reflete, necessariamente, a opinião do DIÁRIO DO RIO.

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7 COMENTÁRIOS

  1. sr: Riley acho que o senhor vê poucos documentários e reportagens, não só no RJ mas, em nível de Brasil polícia, bandido, e milícia, são uma coisa só. tá tudo um no bolso do outro, a briga é pra saber quem manda em tudo e quem trabalha pra quem. só tem jeito, se começar do zero novamente, ou seja… voltar a 22 de abril de 1500. fora isso só vai piorar. aqui o POVO não manda nada.

  2. Melhor morar na Ucrânia ou no Afeganistão? Vai prá lá.
    A situação do Rio é crítica, mas já esteve pior. Pedir intervenção federal é fácil, exigir plano de ação é fácil. Difícil é fazer qualquer proposta de ação. Antes que o colega se insurja, eu propus, está em meu livro NARCOTRÁFICO, MILICIAS E TERRORISMO NO RIO DE JANEIRO, de 2018.
    O Rio precisa urgentemente de ações concretas e definitivas contra os crimes organizado e desorganizado. Mas esse tipo de texto panfletário, com objetivo apenas de… (não tem objetivo), não contribui em nada, ainda mais com os equívocos absurdos a la diplomacia Lulusta, tão ruim ou pior que a bolsonarista (há tempo para se recuperar e parar de falar e fazer besteiras).
    Melhor morar na Ucrânia ou no Afeganistão? Vai prá lá.

    • Tem que oficialmente declarar estado de guerra e aniquilar os INIMIGOS com mísseis e artilharia pesada. Tem que transformar as FAVELAS (comunidade é meu ovo) em pó, literalmente. Os moradores “de bem” que voltem para o lugar de onde eles vieram, no Brasil lugar próspero e pacífico é o que não falta. Assumamos que estamos numa guerra e chamem as FAs, e pronto. Mandem tudo para os ares, que sangue de bandido, narcoterrorista, miliciano corra livre pelas ruas da cidade, que façam pilhas de corpos desses estrumes pela rua e deixem-os decompor para servirem de exemplo.

    • sr: Riley acho que o senhor vê poucos documentários e reportagens, não só no RJ mas, em nível de Brasil polícia, bandido, e milícia, são uma coisa só. tá tudo um no bolso do outro, a briga é pra saber quem manda em tudo e quem trabalha pra quem. só tem jeito se começar do zero novamente ou seja… voltar a 22 de abril de 1500. fora isso só vai piorar. aqui o POVO não manda nada.

  3. O governador é uma desgraça, mas essa coluna não fica atrás. Globo News extrema esquerda por não passar pano para a extrema-direita? Cancelar CPF? Rapaz, era melhor abrir algum grupo do zap bolsonarista do que escrever coluna. Como diz o ditado, filho feio não tem pai. Agora ninguém quer segurar o governador que apoiou, rs

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