O Centro do Rio é perigoso? Travel Influencer mostra que não

Travel Influencer paulista Luiz Mastropietro anda pelas ruas do Centro do Rio de Janeiro e mostra que não é perigoso e com bastante policiamento

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Fachada do Paço Imperial, na praça XV, localizada no centro do Rio de Janeiro | Foto: Rafa Pereira - Diário do Rio

Não, não vá ao Centro do Rio, é perigoso“! Quantas vezes você já ouviu ou mesmo já disse isso? Aposto que não foram poucas vezes e não tiro a sua razão. Somos esmagados com uma série de notícias de pequenos furtos, de páginas de bairros, que nos faz imaginar que o Centro de nossa cidade é praticamente Racoon City (a cidade de zumbis da série Resident Evil). Nada mais longe da verdade, e foi isso que o Travel Influencer paulista Luiz Mastropietro mostrou em um vídeo em que anda por alguns pontos turísticos da região central de nossa cidade.

Mastropietro e sua companheira “exploram o Centro, começando pela escadaria Selarón, indo até os Arcos da Lapa, até a Praça XV e o Píer Mauá para saber se ele realmente é muito perigoso como as pessoas mostram e se ele vale um dia de passeio no Rio de Janeiro“. E como aquelas matérias chamativas, poderia terminar com “E A RESPOSTA VAI TE SURPREENDER“: ele diz que não, não é perigoso. Ele andou sempre vendo policiais ou membros do Centro Presente, tudo isso de manhã cedo, como podem ver no vídeo com cerca de 9 minutos.

A companheira comenta que disseram a ela que os Arcos da Lapa eram abandonados, e lá viram um carro da PM, apesar de muitos mendigos. Mastropietro diz se sentir muito mais seguro na Lapa que na Praça da Sé, no Centro de São Paulo. Depois caminham até o Theatro Municipal e dizem que o nosso Centro é muito mais bonito que o da capital paulista.

O detalhe é a passada na minha cafeteria favorita, o Coffee Five, um dos melhores cafés do Rio. Passam por vários camelôs, um mal de nossa cidade, visitam o Real Gabinete Português de Leitura, uma das 10 bibliotecas mais bonitas do mundo. De lá vão para Praça XV e Luiz diz se sentir muito seguro no local e diz que parece muito com a Europa (não por acaso alguns andam chamando a região de Pequena Lisboa). Cometem o pecado de não ir à Igreja da Nossa Senhora da Lapa dos Mercadores ou as outras do local, o que mostra uma falta de propaganda do Turismo Religioso.

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Ele termina dizendo que não é ultra seguro, isso é óbvio, nenhuma região turística é, mas a delegada da Delegacia de Turismo, Patrícia Alemany, já disse que o Rio não se difere de Cancun ou Barcelona em matéria de segurança para turistas. Recentemente assisti a um vídeo de humor sobre coisas a fazer em Londres e o vídeo terminava com ter o celular levado por um assaltante de bicicleta.

O que Luiz Mastropietro faz muito bem é desmistificar o que está em nosso imaginário, o perigo enorme do Centro. Claro, a noite fica, em qualquer lugar do mundo é assim… talvez não em Copenhague, ou outros países nórdicos. Mas o Centro vem renascendo. Pós pandemia sofreu bastante, é verdade. E irá melhorar se os projetos da Prefeitura do Rio vingarem, como do Centro Histórico Cultural, ali na Pequena Lisboa e o da Rua da Cerveja, na Rua da Carioca.

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9 COMENTÁRIOS

  1. A população fluminense está sendo ludibriada por uma propaganda anti Rio de Janeiro que já vem pelo menos há uns 50 anos.
    E por que esse tempo?
    Há uns 50 anos o Rio de Janeiro virou o maior produtor de petróleo do Bostil. De lá pra cá esse mesmo Bostil vem tirando os bilhões dos lucros do petróleo do Rio. A maioria desse dinheiro vai para Brasília, deixando aqui no Rio uma mixaria.
    Com o tempo o Rio também virou o maior produtor de gás do Bosti, e adivinhem, seguiu o mesmo projeto dos lucros do petróleo. Tiram também bilhões dos lucros do gás nos deixando com uma mixaria.
    Adivinhem para onde vão a maioria dos lucros do petróleo e gás Fluminense quando chega em Brasília?
    A bancada política Paulista leva para São Paulo a maioria desses bilhões, e as bancadas politicas sulistas (os Estados do Sul) e a bancada política mineira arrecadam uma boa parte considerável desses bilhões.
    Na questão da violência, já foi confirmado que mais de 90% das armas e drogas que alimentam as organizações criminosas, e consequentemente a violência no estado do Rio, vem das fronteiras com os Estados de São Paulo e Minas Gerais. Não vejo NENHUM empenho ou vontade desses estados fronteiriços em interceptar essas armas e drogas, deixando-me a entender que esses estados são incompetentes em agir contra a criminalidade em seus territórios, ou pior, esses estados fronteiriços estão cooperando com a entrada de armas e drogas no Rio com a intenção de um projeto pra lá de tenebroso que seria a desestabilização proposital do estado do Rio, ambicionando é claro, se apoderar definitivamente da produção e dos lucros bilionários do petróleo e gás do Rio de Janeiro.
    Me assusta a mídia Fluminense não informar a população do nosso estado que somos os maiores produtores de petróleo e gás do Bostil e que somos saqueados e sabotados o ano todo.
    Eu particularmente sou a favor da independência do estado do Rio de Janeiro como um país independente.
    Se nós somos o “patinho feio” do país, e ao mesmo tempo somos saqueados e sabotados pelo mesmo Bostil, por que devemos continuar sendo parte desse país?

  2. Centro seguro coisa nenhuma, acho que esles estavam sonhando.
    Venha na Lapa agora e veja se tem policiamento.
    Passe pela rua Joaquim Silva, tem.dois na Escadaria Selaron, o resto da rua é dss drogas.
    No largo da Lapa quando tem, ficam na sombra das árvores próximo a Fundição Progresso.
    Em baixo dos Arcos um monte de desocupados usando drogas.
    Não vemos nem policiais e nem guarda municipal fazendo patrulhamento, estão sempre aglomerados em um mesmo lugar.

  3. Ele provavelmente teve um dia de sorte ao ver viatura de polícia na Lapa, ela está abandonada, cometimento entregue. Quando tem carro de polícia fica em baixo das árvores próximo a Fu ndicao Progresso.
    A rua Joaquim Silva, só tem dois policiais ao lado da Escadaria Selaron, o resto da rua pertence às drogas.
    Guardas Municipais não vemos, ou quando vemos estão todos juntos em um só lugar conversando e usando celular. Patrulhamento mesmo, difícil.
    Semana passada dois moradores de rua trocando pedradas no horário de almoço na Rua do Passeio, cheia de turistas e pessoas que saem para almocar, fui atingido na perna e não tinha sequer um guarda para poder pedir ajuda.
    Centro seguro….

  4. O centro está às moscas, abandonado, vazio, milhares de lojas e escritórios fechados, não é que o centro seja inseguro, é por falta de gente mesmo, qual ladrão vai roubar se não tem ninguém? Fruto de intervenções desastrosas da prefeitura que acabaram com o centro da cidade, proibiram e exterminaram os pontos finais dos ônibus, transformaram as ruas principais em canteiros de obras eternos, muitas lojas faliram, tudo para o o trenzinho passar vazio …o prefeito boêmio e malandro quis transformar o centro num grande boteco, mas esqueceu que centro da cidade é lugar de trabalho, não de malandragem, enfim, não deu certo, quem vai ao centro de ônibus para saltar a quilômetros do local de interesse? quem vai fazer compras e voltar de metrô cheio de sacolas? não tem lugar para estacionar, não tem banheiros públicos, não tem bebedouros, não tem nem lugar para sentar, as ruas ficaram estreitas e as praças não são convidativas, o centro morreu.

    • É curioso, mas as regiões mais centrais de Lisboa, Paris, Londres, Berlim, Amsterdã, etc, têm restrições duríssimas à circulação e mais ainda à estacionamento de carros; ainda assim, a classe média brasileira adora ir lá e não reclama dessa “dificuldade para quem anda de carro”. Que coisa, né? Porque será que lá é “maneiro” e aqui é um “absurdo”?

      • O viralatismo brasileiro é coisa de ridículos!
        Por isso eu hoje apoio totalmente s separação do Rio de Janeiro do resto do Brasil.
        A população fluminense está sendo ludibriada por uma propaganda anti Rio de Janeiro que já vem pelo menos há uns 50 anos.
        E por que esse tempo?
        Há uns 50 anos o Rio de Janeiro virou o maior produtor de petróleo do Bostil. De lá pra cá esse mesmo Brasil vem tirando os bilhões dos lucros do petróleo do Rio. A maioria desse dinheiro vai para Brasília, deixando aqui no Rio uma mixaria.
        Com o tempo o Rio também virou o maior produtor de gás do Brasil, e adivinha, seguiu o mesmo projeto dos lucros do petróleo. Tiram também bilhões dos lucros do gás nos deixando com uma mixaria.
        Adivinhem para onde vão a maioria dos lucros do petróleo e gás Fluminense quando chega em Brasília?
        A bancada política Paulista leva para São Paulo a maioria desses bilhões, e as bancadas politicas sulistas (os Estados do Sul) e a bancada política mineira arrecadam uma boa parte considerável desses bilhões.
        Na questão da violência, já foi confirmado que mais de 90% das armas e drogas que alimentam as organizações criminosas, e consequentemente a violência no estado do Rio, vem das fronteiras com os Estados de São Paulo e Minas Gerais. Não vejo NENHUM empenho ou vontade desses estados fronteiriços em interceptar essas armas e drogas, deixando-me a entender que esses estados são incompetentes em agir contra a criminalidade em seus territórios, ou pior, esses estados fronteiriços estão cooperando com a entrada de armas e drogas no Rio com a intenção de um projeto pra lá de tenebroso que seria a desestabilização proposital do estado do Rio, ambicionando é claro, se apoderar definitivamente da produção e dos lucros bilionários do petróleo e gás do Rio de Janeiro.
        Me assusta a mídia Fluminense não informar a população do nosso estado que somos os maiores produtores de petróleo e gás do Brasil e que somos saqueados e sabotados o ano todo.

        Se nós somos o “patinho feio” do país, e ao mesmo tempo somos saqueados e sabotados pelo mesmo Brasil, por que devemos continuar sendo parte desse país?

        • Não vejo o RJ sair do Brasil – agora – resolvendo nosso problema de violência, precariedade.

          Também não sei qual a solução, mas na minha humilde e leiga visão de um morador da cidade que se sente inseguro e vê impunidade diante das atrocidades do dia a dia (que pra nós é normal, mas quando saímos ou quando recebemos comentários de foras, vemos como é ridícula a situação), acho que nossos representantes deveriam combater a criminalidade com rigor. Que as leis também fossem mais rígidas e cumpridas adequadamente, que “as pontas finais” desse mundo de tráfico fossem focadas e enforcadas com ações policiais e de justiça para inibir os planos dos traficantes.

          Ai sim a gente vai ter tempo e recursos pra pensar em próximos passos, sejam lá quais for.

  5. Um pouco contraditório para dizer o mínimo titular o material do influencer como “positivo” para análises de segurança do Centro do Rio enquanto nos detalhamentos da matéria surgem expressões como “não é ultra seguro” ou “desmistificar o que está em nosso imaginário, o perigo enorme do Centro”.

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