Penha, Penha Circular e Vila da Penha: não são ‘tudo a mesma coisa’, ok?!

Embora todos tenham a mesma palavra em seus respectivos nomes e estejam geograficamente muito próximos um do outro, são três bairros diferentes, e o DIÁRIO DO RIO explica cada um deles

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Penha Circular com o bairro da Penha ao fundo
Vista aérea da Avenida Braz de Pina no trecho que divide a Penha Circular e a Penha - Foto: Rafa Pereira/Diário do Rio

No dicionário, a palavra ”Penha” tem como significado ”rochedo grande, saliente e de localização isolada, normalmente numa encosta ou serra”. Pois bem, na cidade do Rio de Janeiro, o mesmo termo está representado no nome de três bairros vizinhos da Zona Norte, mas que são distintos e, por vezes, acabam gerando confusão em quem não conhece tão bem a região. Pensando nisso, o DIÁRIO DO RIO explicará um pouco sobre cada um deles.

A começar pelo de nome único e exclusivo, que faz limite com Olaria e tem uma famosíssima igreja conhecida em todo o Brasil que dispensa apresentações, a Penha tem pouco mais de 585 hectares de extensão.

Por lá, há, entre outras comunidades, a Vila Cruzeiro, uma das principais favelas do Rio e de onde surgiu, por exemplo, o jogador Adriano Imperador, um dos maiores ídolos recentes do Flamengo e com passagens pela Seleção.

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Igreja da Penha – Foto: Rafa Pereira/Diário do Rio

Outro ponto importante a se destacar do referido bairro é o icônico Parque Shanghai, que está situado ”aos pés” da rua que sobe para o Santuário. Ele foi fundado em julho de 1919 como um espaço itinerante na cidade, passando a ocupar, desde 1966, o local em que está até hoje. Não é possível que você more na região e não tenha ido sequer uma vez, né?!

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Entrada do Parque Shanghai
Entrada do Parque Shanghai – Foto: Rafa Pereira/Diário do Rio

Em frente a ele, não há como deixar de citar, está a famosa Rua dos Romeiros, um dos principais pontos comerciais do bairro. Com lojas de variados segmentos, é uma espécie de ”Saara” da Penha e por onde circulam, diariamente, muitas pessoas.

Famosa Rua dos Romeiros, na Penha
Rua dos Romeiros, na Penha – Foto: Rafa Pereira/Diário do Rio

Já a Penha Circular, possivelmente o menos conhecido entre os três bairros protagonistas da matéria, justamente por ficar ”escondido” entre os outros dois, faz divisa também com Brás de Pina – favor não confundir com Avenida Braz de Pina, que, apesar do mesmo nome, não integra o local. São aproximadamente 462 hectares de área total.

No referido bairro estão localizados, por exemplo, o Mercado São Sebastião, tradicional complexo atacadista inaugurado em 1962 e situado às margens da Avenida Brasil, e o Hospital Mário Kroeff, uma das referências no tratamento de câncer no Rio.

Um dos points da região é o Mello Tênis Clube, espaço que abrange atividades como natação, futsal, futevôlei, vôlei de praia, entre outros esportes, e acaba reunindo moradores tanto da própria Penha Circular quanto de todos os outros bairros vizinhos.

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Futevôlei se tornou sucesso no Mello Tênis Clube – Foto: Divulgação/Arena No Alvo Performance

E, a menos de 200 metros do Mello, funcionou por anos um local que não há como falar de Penha Circular sem citá-lo. Trata-se do hoje extinto Olimpo, casa de shows que fez muito sucesso especialmente na primeira década dos anos 2000.

Por lá já passaram inúmeros nomes consagrados da música brasileira, incluindo o rei Roberto Carlos, que fez o show de inauguração da casa, em outubro de 1999. Atualmente, o espaço está desativado, tendo apenas algumas lojas ao seu redor.

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Antiga casa de shows Olimpo – Foto: Reprodução/Internet

E, seguindo adiante, chegamos na Vila da Penha, considerada por muitos como a ”menina dos olhos” de toda a região. O charmoso bairro, que tem uma matéria exclusiva do DIÁRIO DO RIO falando sobre algumas de suas particularidades e faz divisa também com Irajá, Vista Alegre, Vila Kosmos e Vicente de Carvalho e é carinhosamente chamado de ”VP”, é menor que a Penha e a Penha Circular, tendo apenas 144 hectares de extensão.

Certamente, um dos principais carros-chefe do bairro é a popular Avenida Oliveira Belo, onde os moradores praticam corrida e caminhada se misturando à boemia característica que marca o local. Muitos dizem que trata-se da ”orla” da VP. O DIÁRIO DO RIO, inclusive, já falou especificamente sobre a via, em novembro de 2019.

Trecho da Oliveira Belo, na Vila da Penha
Trecho da Oliveira Belo, na Vila da Penha – Foto: Rafa Pereira/Diário do Rio

E, pensar em Vila da Penha, é remeter também ao Carioca Shopping. Como não mencionar o único empreendimento desse porte do bairro e que, diversas vezes, é útil tanto para uma compra repentina quanto para um passeio em família?! E, apesar de não ser um shopping tão grande assim, tem diversos estabelecimentos de grande porte, como Outback, Cinemark, Renner, Riachuelo, Casas Bahia, entre outros.

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Trecho da Avenida Meriti com o Carioca Shopping ao fundo – Foto: Reprodução/Google Maps

Para finalizar sobre a VP, é importante mencionar o Largo do Bicão, uma espécie de ”Centro” do bairro. Com vasto comércio e uma pista de skate chamativa, dá acesso aos bairros vizinhos e, apesar da movimentação diária por lá, não deixa de ter viés residencial, com muitas ruas boas para se morar.

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Largo do Bicão – Foto: Reprodução/Google Maps

A gente sabe que, para quem não conhece bem a região, ficar confuso em relação aos nomes faz parte, pois todos têm a palavra ”Penha” inseridos. No entanto, convenhamos que ninguém confunde Tijuca com Barra da Tijuca, por exemplo, né?! 😉

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9 COMENTÁRIOS

  1. Que legal essa matéria! Concordo muito com o amigo acima que disse que, não fosse o preconceito das outras regiões do RJ, a Penha seria muito mais valorizada pela sua importância cultural. Moro na Penha Circular há quase vinte anos (a se completarem em janeiro próximo), próximo a uma das avenidas mais famosas daqui, a Av. Lobo Júnior. Minha família é toda do Sul da Itália, de Palermo, e, por causa das altíssimas taxas exigidas pelo governo local e ainda as taxas “pagas por fora para manter o negócio aberto” (poder paralelo existe em todos os lugares, se é que você me entende…), meus pais decidiram se mudar para cá quando eu completei 4 anos. Meu avô paterno tinha uma propriedade grande aqui que estava desativada, então viemos e aqui estamos desde então. Meu pai é engenheiro mecânico e tem uma oficina mecânica até bastante conhecida no bairro. Nunca estivemos tão felizes de estarmos aqui. Fomos tão bem recebidos aqui que eu, inclusive, me graduei como professora de Português, Inglês, Italiano e Literatura, tendo feito Letras na UFRJ, na Ilha do Governador, de tanto que amo esse lugar. O Brasil é riquíssimo e o Rio de Janeiro nunca deveria ter deixado de ser a capital do país. Sonhar nunca é demais, mas seria tão lindo ver o Brasileiro valorizar a cultura local. Viva a Penha, que nos acolheu tão bem!

  2. Esqueceram do antigo parque Ary barroso .parque de área verde . Que tinha brinquedo para as crianças . Duas quadras. Uma extensa área onde se fazia piquenique .brinquei muito ali quando criança . Mas aí veio o governo Cabral e destruí tudo . Construiu dentro do parque .uma upa . E um upp. Destruiu os brinquedos . A área verde . As quadras . . E hoje tem se uma área verde perdida . Ficava em frente o viaduto da lobo júnior

  3. Gostaria de fazer um comentario sobre a Penha Circular. Soube e não seu se estou errado, que havia ou há ainda uma linha de ônibus antiga que não tinha ponto final embaixo do viaduto, ela na verdade passava por lá e por este motivo, ela circulava embaixo do viaduto e voltava ao seu único ponto final que ficava em outro bairro. Ainda por motivo do nome, havia uma fábrica de móveis que se chamava CIRCULAR que ficava próximo ao viaduto citado acima. Então foi adotado como nome da região como Penha Circular. Uma pelo ônibus que circulava em baixo do viaduto e não tinha ponto final ali e pela fábrica de móveis CIRCULAR. Estes fatos se confirmam?

  4. Morei na Penha por 4 anos . Saí do bairro em 2018. Gostei bastante de morar lá. E vila da Penha eu trabalhava como dogwalker 3 vezes por semana. É um bairro muito parecido com o bairro que moro que é o Grajaú, no qual sou nascida e criada. Ruas tranquilas e bonitas.

  5. ‘Grande Penha’. O bom da Zona da Leopoldina é que apesar de esquecidos somos a região mais unida de toda às áreas suburbanas da cidade do Rio de Janeiro. No parque Xangai fui diversas vezes, quando criança, pois embora tenha nascido nas Laranjeiras cresci em Ramos. A ‘Grande Penha’ é muito maior e tem uma importância e pujança cultural muito maior do que os contornos geográficos desta matéria. Se a cidade do Rio de Janeiro não fosse tão partida, tão preconceituosa, essa região seria uma das referências de suas maravilhas escondidas e desprezadas pelo ‘Balneário’.

  6. Irei ser chato pela precisão dos croquis do Instituto Pereira Passos… mas o Carioca Shopping fica no último terreno da divisa de Vicente de Carvalho com a Vila da Penha. Quando falam das coisas boas, é Vila da Penha – quando das ruins… é Vicente de Carvalho. Ali é quase uma tríplice fronteira Vila da Penha, Vicente de Carvalho e Vila Kosmos.

    • Pesquisei aqui e vc está errado. O Carioca Shopping está localizado no seguinte endereço: Avenida Vicente de Carvalho, nº 909. O CEP é 21210-623. Esse endereço corresponde a VILA DA PENHA. É isso o que informa o site dos Correios, a fonte oficial dos endereços no país

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