Foto Cleomir Tavares / Diario do Rio

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Rio21, encomendada pelo DIÁRIO DO RIO, Sérgio Castro Imóveis e o Capitu Bar, mostrou os principais desafios enfrentados por gestores e donos de estabelecimentos comerciais na região que integra o Polo da Praça XV, no Centro do Rio de Janeiro, durante a pandemia do Coronavírus. O estudo também analisou como os comerciantes que atuam na área avaliam questões como investimentos, políticas públicas, mudança de perfil dos empreendimentos e problemas de infraestrutura na região, entre outros aspectos.

Os proprietários tiveram a oportunidade de expor seus pontos de vista sobre o impacto da crise sanitária nos seus negócios e opinar sobre a série de investimentos previstos para a região central da cidade, com iniciativas como o programa “Reviver Centro“, da Prefeitura do Rio.

A análise do Instituto Rio21 se debruçou acerca das dificuldades enfrentadas diariamente pelos trabalhadores que atuam no polo Histórico e Cultural da Praça XV, que abriga inúmeros prédios importantes da Cidade Maravilhosa, como o da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ) e o Paço Imperial, meios de transportes, como o VLT, barcas e ônibus que ligam todas as regiões e os monumentos históricos como Chafariz do Mestre Valentim; a Estátua Equestre de Dom João VI; a Estátua Equestre do General Osório; e a Estátua do Almirante Negro.

Movimentação de bares e restaurantes na Rua do Mercado antes da pandemia do Coronavírus (Foto: Reprodução Internet)

A avaliação também revelou todo potencial econômico, social e artístico da região, mostrando que é possível reativar esse trecho da cidade, mesmo diante dos obstáculos, que se agravaram com a pandemia do Coronavírus.

Os números do levantamento passeiam por diversas demandas do comércio, se aprofundando e entendendo os anseios dos setor, que foi profundamente afetado pelos efeitos da pandemia. O Centro do Rio como um todo também ganha destaque com uma série de dados, não só sobre a atividade comercial propriamente dita, mas com transporte, segurança, ordem pública, conservação do patrimônio público, ausência de investimentos públicos, etc.

O vereador Pedro Duarte (NOVO) ressaltou a importância de se ter informações atualizadas para poder direcionar os investimentos na região.

“Esse trabalho do Polo Praça XV para realizar um mapeamento da situação atual do setor frente à crise do COVID é essencial. Isso permitirá melhores políticas públicas por parte do Executivo e do Legislativo. A união entre sociedade e Poder Público é fundamental para o Centro voltar a dar certo”.

Diretor da Sérgio Castro Imóveis, Cláudio Castro, destacou alguns pontos da pesquisa, sobretudo no que se refere à volta das atividades presenciais como forma de alavancar a retomada do Centro da Cidade.

A pesquisa demonstra claramente o impacto direto da pandemia na rentabilidade do comércio, e consequentemente dos investidores em imóveis no Centro do Rio. As coisas só vão voltar a melhorar com o retorno, principalmente, do setor público e das empresas de economia mista, ao trabalho presencial. E essa história de “novo normal” é bonitinha pra teorias, mas só o trabalho presencial, comprovadamente, com a interação presencial dos seres humanos, promove os valores de uma empresa, sua cultura, e a troca de ideias que fazem o engrandecimento das organizações e das próprias pessoas.”

Diretor de Pesquisa do Instituto Rio21, Philippe Guedon explicou o objetivo do estudo e salientou a importância de se traçar um panorama da região, a fim de definir quais áreas carecem de um olhar mais atento do Poder Público.

O Instituto Rio21 foi contratado para realizar um recenseamento do Polo da Praça XV e organizar um surveycom os estabelecimentos para saber de que maneira eles foram afetados pela pandemia de Covid-19. Foi um privilégio fazer parte desse esforço de entender o Centro do Rio de Janeiro e oferecer um panorama sobre a atual situação do comércio e da vida local. A partir do nosso esforço metodológico, será possível uma intervenção informada do poder público, auxiliando na dinamização do comércio e dos serviços e a melhoria dos serviços públicos na região. Além disso, foi importante para que os próprios comerciantes e proprietários locais tomassem conhecimento do Polo, das suas atividades e, principalmente, da sua potencialidade. Esperamos que seja uma oportunidade de contribuir para o diálogo entre poder público e a iniciativa privada, caminhando juntos em prol do desenvolvimento da região“.

Os dados da pesquisa foram coletados entre os dias 23 de fevereiro e 25 de março. O levantamento contou com o parecer de 64 gestores e proprietários de estabelecimentos que exercem atividades gastronômicas, históricas ou culturais na região.

A pesquisa completa pode ser acessada através do link: CLIQUE AQUI.

Pesquisa foi apresentada para políticos e empresários do setor nesta quinta-feira (15/04).

O estudo elaborado pelo Instituto Rio21 foi apresentado na tarde desta quinta-feira (15/04), em um evento que reuniu o autoridades políticas, como o subprefeito do Centro, Leonardo Pavão e proprietários de bares e restaurantes da região da Praça XV.

Durante evento, foram debatidos inúmeros temas, entre eles, como as vocações da área central da cidade podem ser potencializadas, e de como a união dos comerciantes pode reverter o quadro adverso vivido neste momento.

Subprefeito do Centro, Leandro Pavão, falou no evento de apresentação da pesquisa feita pelo Instituto Rio21 sobre o Polo da Praça XV (Foto: Cleomir Tavares)

O subprefeito do Centro, Leandro Pavão elogiou a inciativa:

Esse movimento que o Polo da Praça XV está fazendo é muito importante. O polo é organizado, esta com uma galera nova, jovem que deseja que as coisas deem certo no centro da cidade. A subprefeitura do Centro está de portas abertas para o diálogo, com muito respeito e vamos mergulhar para que o centro da cidade volte a dar certo“.



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