Quintino – O salário de “Dilma Bolada” e a falta de oposição a Eduardo Paes

Nenhum dos candidatos a prefeito conseguiu mostrar porque seriam melhores que Paes. Nos momentos em que seria possível causar algum desgaste, não o fazem

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Discurso do Prefeito Eduardo Paes na Missa de Reabertura da Igreja da Nossa Senhora da Lapa dos Mercadores- Foto Daniel Martins/DIÁRIO DO RIO

Esta quarta-feira, 6/12, o assunto que domina as conversas de bares, academias e corredores é a situação de violência em Copacabana e a resposta que alguns cidadãos desejam dar, mesmo que essa resposta seja questionável em termos legais. Não por acaso, é um dos tópicos quentes no DIÁRIO DO RIO de hoje, abrangendo também o meu último artigo Até quando vamos reclamar da Polícia se o crime é cometido por quem foi preso e solto?.

Mas outro assunto está sendo discutido em grupos de WhatsApp e rodas de política, o salário que o criador do perfil Dilma Bolada, Jeferson Monteiro, recebe da Prefeitura do Rio. Ele tem salário bruto de R$ 32,8 mil, comparável ao de secretários e outros cargos de primeiro escalão, mais alto até do que o de Subprefeito. A função? Ele é publicitário, e não participa das reuniões de secretariado da Prefeitura, por exemplo. Mas o DDR já fez matéria sobre o assunto nesta manhã e não é sobre isso que quero tratar.

Os candidatos e pré-candidatos à Prefeitura do Rio de Janeiro em 2024, que são contra Eduardo Paes, deixaram o assunto passar em branco, tratando em suas redes de temas genéricos. Um potencial escândalo foi negligenciado e pouco explorado pelos adversários do atual prefeito, mesmo que fosse para criar desgaste em sua imagem de administrador. Os mais à direita, por exemplo, poderiam conectar Jeferson à Lula e Dilma, argumentando que Eduardo Paes tem um perfil de esquerda. No entanto, nada disso foi feito, exceto por Pedro Duarte, candidato a prefeito pelo Novo, que ainda assim se limitou a um Story e um Tweet.

A Falta de Estratégia

Jair Bolsonaro e Alexandre Ramagem Quintino - O salário de "Dilma Bolada" e a falta de oposição a Eduardo Paes
Foto: Carolina Antunes/PR

A eleição de 2024 parece cada vez mais fácil para Eduardo Paes, que poderá colocar Pedro Paulo facilmente como seu vice. A oposição a ele simplesmente não tem uma estratégia coerente eleitoralmente. Esta semana ouvi dizer que o PL iria focar na Segurança Pública do Rio, o que seria válido, mas o governador Claudio Castro é do PL, e o próprio ex-presidente Jair Bolsonaro não foi exatamente um sucesso nesse tema. Não consigo acreditar que, mesmo sendo ex-delegado da Polícia Federal, o deputado Alexandre Ramagem (PL) conseguirá ser apresentado como um avatar para solucionar os problemas da violência na cidade. Isso não aconteceria nem com uma suspensão da realidade; o governador vai culpar o prefeito? Claro que não! Nem poderá culpar o Governo Federal de Lula, embora ambos tenham sua parcela de culpa.

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Falta menos de um ano para as eleições municipais, e até o momento, nenhum dos candidatos apresentados conseguiu mostrar porque seriam melhores que o atual prefeito. Nos momentos em que seria possível causar algum desgaste, eles não o fazem. Assim, o jogo parece favorecer Eduardo Paes, que poderá continuar curtindo suas rodas de samba sem se preocupar com o cenário eleitoral.

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7 COMENTÁRIOS

  1. Sem oposição a DUDU PAES PASPALHO não tem solução ,vamos passar mais 4 anos de sofrimento em todos os setores do municipio do Rio a começar pelo transporte urbano. Que vem cheio de ideias mais nenhuma funciona porque os empresarios não querem investir e a prefeitura por sua vez faz vista grossa ;

  2. A realidade é: Ruim com Paes, pior sem ele. já tivemos a experiência desastrosa do Cripetta e sua sanha universal.
    Agora temos o Pedro Duarte do Novo (O partido é Novo, mas a política é mais velha que a ARENA), que só abre a boca para falar merda e nada de útil faz. Conseguiu atrair o ódio de todos os servidores da PCRJ com suas ações.
    Fora o Alexandre Ramagem, representante do Bostonarismo, que só serve para mostrar com a direita do Rio é da mais baixa qualidade

  3. O jornalismo está cada dia mais medíocre. Editoriais atuais, nos contextos, pouquíssimos se prestam ao tema que seus editorialistas propõem escrever. Escrever sobre a gestão da vez, do Eduardo Paes, não seria difícil se tivéssemos quem soubesse escrever sobre gestão pública, sem tomar partido. Programa de governo municipal está ou não sendo cumprido? Que projetos implementados estão dando certo? O que falhou e quais as dificuldades do Paes aceitar e corrigir seus erros? No principal, numa redação que se prestasse a ajudar as análises e as escolhas, dos cidadãos cariocas eleitores, o editorialista deixaria a sua opinião objetiva e imparcial, concluindo o editorial. Aquí até o título é primário e induz o leitor, que lerá sobre um perfil de rede social e um alcaide supostamente imbatível. Ninguém se desenvolve jornalista se não souber escrever. Editoriais são as opiniões publicadas dos jornais e/ou de seletos jornalistas. Será que segue assim hoje em dia?

    • É o Quintino, cara…Calma. Não conhece?

      E esse é o Diário do Rio, ou como alguns chamam “Diário do Cláudio Castro”.

      É evidente que esse jornal tem negócios com a extrema direita e seus editores tem suas preferências cristalinas. Bate até palmas para os sincericídios do Quintino, Jackson e cia. Poucos são tão diretos e livres de constrangimento.

      O fato é que a preocupação do Quintino é real para ele e sua turma. Eduardo Paes não tem adversário. Talvez a urna mágica que inexplicavelmente elegeu o paulista Witzel e outras anomalias eleitorais Brasil a fora.

      Eduardo Paes faz um governo infinitamente melhor que a aventura Bispo. Um extremista como os que o Quintino tem simpatia como o Ramagem, Pazuello e o resto do ocrim. Já vimos no que um governo nas mãos desses aloprados dá né?

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