No centro da cidade do Rio de Janeiro, no Arco do Teles, o sobrado localizado em frente à futura redação do Diário do Rio foi invadido recentemente. Desde então, o local serve para guardar material de trabalho de ambulantes que atuam na região. A história fica ainda mais complexa quando se chega ao proprietário. Olympio José Alves morreu em 2005, em São Paulo, mas esse enredo está longe de um final.

Como Olympio não tem herdeiros e nem fez testamento, muitas pessoas estão de olho na fortuna deixada – avaliada em R$ 100 milhões, entre dinheiro e imóveis. Supostos credores, parentes em Portugal, mulheres que alegam ter sido suas companheiras. Além disso, homens chegaram a se passar por “português”, como o milionário era conhecido.

Olympio José morreu de Pneumonia, em São Paulo

A fortuna de R$ 100 milhões é dividida em: R$ 60 milhões em imóveis e R$ 40 milhões em aplicações financeiras. Entre os imóveis está o casarão no Arco do Teles e casas e prédios comerciais em áreas valorizadas da capital paulista.

Outro fato, no mínimo, curioso da história é a dúvida quando o assunto é a origem do dinheiro de Olympio José Alves. O próprio disse para pessoas próximas que era professor. Todavia, em um documento de abertura de conta bancária, Olympio declarou que era economista.



O advogado que cuidou do inventário de Olympio por dois anos também desconhece a origem da fortuna. “Não existe prova nenhuma documentada sobre isso. Absolutamente. É curioso”, afirmou Jair Alberto Carmona em entrevista ao Fantástico, da Globo.

Alguns dos casos envolvendo a história de Olympio José Alves terminaram na Justiça e já foram solucionados. Outros, seguem em aberto. Um deles ficou bastante conhecido, gerando uma repercussão nacional.

“O advogado analisou os dados sobre o processo na página do Tribunal de Justiça. Segundo ele, no dia primeiro de dezembro de 2009 a empresa Rio Pardo Agroflorestal entrou com ação de cobrança da dívida no Fórum de Várzea Grande. No dia 11 de janeiro deste ano a ação chegou às mãos do juiz. Um dia depois, o magistrado determinou o bloqueio do dinheiro. Em 26 de janeiro, aconteceu a audiência na qual foi atestada a presença de Olympio José Alves – que já estava morto. Foi nessa audiência que o milionário ‘reconheceu’ a dívida de R$ 8 milhões com a Rio Pardo Agroflorestal. E no dia 11 de fevereiro, o dinheiro foi liberado para a empresa”, destaca uma matéria do blog Repórter News.

documento que atesta a morte de Olympio

Em 2014, o juiz Marcos José Martins de Siqueira, que julgou este caso, foi aposentado compulsoriamente pelo pleno do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Ao que tudo indica, essa história repleta de mistérios e problemas mal resolvidos ainda está longe de um desfecho.

2 COMENTÁRIOS

  1. […] No último sábado (09/05), você leu aqui no DIÁRIO DO RIO, com exclusividade, que a antiga casa de Carmen Miranda, no Centro da cidade, havia sido invadida por uma quadrilha de invasores profissionais especializados em depenar imóveis históricos e vender pedaços dos mesmos. Tudo isto no momento em que cresce a onda de invasões que têm acontecido na região central do Rio de Janeiro. Também está invadido o sobrado número 5, de propriedade do Espólio de Olympio Alves, alvo de uma das maiores fraudes sucessórias da história. […]

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