Projeto dos vereadores Reimont, Chico Alencar, Paulo Pinheiro, Marcos Paulo, William Siri e Mônica Benício institucionaliza e facilita a permanência de moradores de rua em locais públicos.

Foi aprovado na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro um projeto de lei do vereador Chico Alencar (PSol) que – se sancionado pelo Prefeito Eduardo Paes – impedirá o que alguns chamam de “arquitetura hostil“, que seria o uso de pedregulhos, pedras, cacos de vidro e outras construções feitas com a finalidade de impedir que um determinado local público seja usado por moradores de rua para dormir, ou habitar de forma mais permanente. Inclusive, a crescente glamurização dos que habitam as ruas já foi motivo de editorial aqui no DIÁRIO DO RIO, que teve resposta de Alencar. A tal lei, se aprovada, dá, virtualmente, ao Rio o título – nada desejado pelo mundo, mas aparentemente aqui considerando uma maravilha – de CAPITAL MUNDIAL DA MENDICÂNCIA.

É claro que ao vereador psolista não faltam boas intenções. Mas a verdade é que lugar de ser humano não é na rua. Em vez de querer promover que a cidade se transforme na primeira capital “homeless friendly” do mundo, e dispute algum tipo de prêmio no estilo “cidade amiga do morador de rua“, o ideal é que se lute por melhores acomodações para os sem-teto e adictos em geral que perambulam, como zumbis, por algumas de nossas praças e espaços púbicos – e, óbvio, que trabalhemos juntos pela existência de cada vez menos pessoas nessas degradantes condições.

A atual secretária de assistência social Laura Carneiro tem trabalhado por isso, buscando que a municipalidade mantenha abrigos que respeitem a dignidade de quem realmente precisa, e que não sejam meros depósitos de gente. Mas ela está meio que de mãos atadas. Se não realiza os “acolhimentos” que a sociedade deseja com a rapidez que todos queremos é porque, infelizmente, há 9 anos, a prefeitura assinou com o Ministério Público um Termo de Ajustamento de Conduta no qual aceitou a tese de que o ingresso dos moradores de rua adultos na rede socioassistencial da Prefeitura pressupõe a sua livre adesão. Ou seja, basicamente essas pessoas teriam o direito de morar nas ruas, escolher um ponto que acham mais bacaninha, se estabelecer nele, e lá permanecer. Na época, o secretário que foi o principal responsável pela assinatura deste documento que acabou por transformar a cidade numa versão piorada do filme Mad Max misturada com os piores capítulos de The Walking Dead, foi Rodrigo Bethlem, então responsável pela pasta da Assistência Social. Pressionado pelo MP na época, amarelou.

Pois é. Chega de falácia da esquerda e também de falácia da direita. A tomada de assalto de nossa cidade pelos mendigos, moradores de rua, cracudos e pedintes de todo o gênero não foi crise econômica nenhuma. Não foi o petê. Não foi o Bolsonaro. Foi a assinatura deste TAC, que teve efetivamente um efeito de SENTENÇA DE MORTE para a ordem, a limpeza, a ambiência e a organização da cidade. O Rio desde então passou a sofrer mais das mesmas mazelas de sempre, só que multiplicadas exponencialmente, graças a uma decisão referendada por Bethlem – então uma espécie de Xerife da cidade, que se tornaria no futuro o estrategista de campanha do pior prefeito da história do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella.

O Rio vem passando por um sério, grave e crescente problema com os que moram nas ruas, e este problema precisa ser resolvido, e não (ainda mais) acentuado. Se parte deste problema é resultado da completa ausência de Poder Público, especialmente na desastrada gestão Crivella, que esteja bem claro que o agravamento desta nossa ferida crônica é resultado direto da assinatura do maldito TAC e da pressão do MP. É claro que há que se reconhecer que parte do problema é decorrente do nível de desemprego que abate nossa sociedade, da desigualdade social, e tudo o mais que já sabemos e estamos cansados de saber – isso já havia antes; qualquer cidade do mundo tem moradores de rua. Seu crescimento exponencial aqui, todavia, é consequência do TAC. Mas as dificuldades destas pessoas não serão eliminadas permitindo que durmam ao relento onde bem entendem, façam suas necessidades à frente de todos ou sujem nossos espaços públicos.

Faz-se necessário também que Prefeitura e Governo do Estado se unam para recriar os Restaurantes Populares, criados durante as gestões Garotinho, que na época também criaram o Hotel Popular, uma outra iniciativa excelente e que mantinha as pessoas longe das ruas. Um lugar pra sentar e comer além de ser limpo, higiênico e contribuir para a ordem pública, dá dignidade às pessoas. Doar quentinhas, cujas embalagens são jogadas pelas ruas e calcadas e entopem bueiros e sujam toda a cidade, enquanto os moradores de rua se alimentam no chão, como porcos, pode parecer uma caridade bacana, mas na realidade desumaniza essas pessoas. Nada é mais edificante do que sentar para comer.

Caos e sujeira em Copacabana
“Mendigos e cracudos tomaram o bairro”, dizem moradores indignados com o consumo e venda de drogas, a sujeira e a presença ostensiva dos moradores de rua em Copacabana e no Centro.

Deixar a cidade ficar mais suja, permitir que a sensação de insegurança aumente, fechar os olhos para os furtos de cabos e metais em geral que são vendidos a peso para receptadores em plena luz do dia, passar pano para pequenos e grandes crimes por eles cometidos, são coisas que não irão melhorar em nada sua situação. E de quebra, destruir a economia do Rio, e contribui para deixar mais e mais pessoas cada dia mais pobres; fechar cada dia mais comércios; desvalorizar cada dia mais imóveis e pontos comerciais; eliminar a chance que muitas pessoas que ainda não são moradores de rua têm de terminar assim! Quanto menos empregos, quanto mais prejuízo, quanto mais desordem, quanto mais sensação de insegurança, mais gente vai morar nas ruas. Essa equação não tem Fim. Quanto pior uma cidade aparenta ser, pior ela efetivamente será.

O que é necessário, e sobre isso é preciso que o carioca abra os olhos, é tratar o problema crescente dos usuários de drogas e adictos de todo o gênero, que são parte relevante dos que moram nas ruas. Em Copacabana, por exemplo – que não tem mais importância que nenhum outro lugar, mas é nosso principal bairro turístico, e turismo gera riqueza e emprego para todos – drogados usam seu crack livremente pelas ruas, urinam e defecam junto aos prédios, quiosques e lojas, e até cometem ato sexual na frente de todos. Recebemos inúmeros relatos. A cidade, desde a assinatura do maldito TAC, parece querer privilegiar pessoas que cometem crimes, usam drogas, sujam as ruas, emporcalham as praças, em detrimento do cidadão médio, que paga impostos e ainda tem um emprego e um teto para chamar de seu. Ainda.

O centro informal de reciclagem de lixo da Dias da Rocha (COPACABANA) impressionava. Ocupava toda a rua, de um lado a outro, e a quantidade de caminhões que vinham apanhar o lixo todas as madrugadas chocava os moradores. Após nossa matéria, a Prefeitura foi ao local e realizou uma grande operação. Até o momento, não retornaram.

Outro dia um verdadeiro Centro de Reciclagem de Lixo, em escala industrial, funcionava em plena rua Dias da Rocha no coração do bairro, com direito a caminhões e mais caminhões recolhendo e pagando a peso pelo que catam e – por favor, português claro! FURTAM essas pessoas. Muita gente está claramente ENRIQUECENDO à base da exploração dos que vivem à margem da sociedade; por exemplo, os ferros velhos que funcionam nas barbas das autoridades que fecham os olhos para isso, muitas vezes em imóveis INVADIDOS, como ocorre no Centro, na rua Senador Pompeu, ou na rua da Gamboa. Sem falar os itinerantes (caminhões e kombis), que circulam livremente pela cidade só recolhendo o objeto destes crimes, e pagando no ato, em espécie, pelo que receptam.

Enquanto isso nossos vereadores – em que mundo essa gente vive? – aprovam mais uma iniciativa que quer transformar o Rio de Janeiro na Capital Mundial da Mendicância. A criação de anteparos e obstáculos à ocupação e ao emporcalhamento do que restou em ordem na cidade é a única forma de evitar que os moradores de rua se tornem os únicos donos do Rio de Janeiro. A chamada “arquitetura hostil” na verdade é a única barreira entre o que restou da ordem, da organização e da beleza arquitetônica da Cidade Maravilhosa e a sua completa e absoluta degradação. Talvez sem volta. Hostil é viver numa cidade que precisa deste tipo de arquitetura.

Todos reconhecemos a situação de fragilidade destas pessoas. Todos concordamos que merecem dignidade, tratamento, reabilitação. Acho também que todos sabemos que estas três coisas não vão vir se permitirmos que mais e mais gente se sinta no direito de habitar a porta da sua casa, do seu comércio, do seu trabalho. Há caso de colchões de casal colocados na porta de lojas e edifícios de moradia! Todos reconhecemos que a sociedade deve acolher os necessitados, criar abrigos que não sejam apenas nas periferias – sim, você morador da Zona Sul tem que aceitar que haja uma estrutura para acolher essas pessoas na sua região também – e trabalhar para que o Poder Público atue para tirá-los das ruas e não para mantê-los nelas!

Aprovado por “votação simbólica” – que significa que os vereadores nem sequer se dignaram a registrar seus votos individualmente, à exceção dos votos contrários de RogérioAmorim, Dr. João Ricardo e da abstenção de Pedro Duarte – agora o projeto vai à sanção do prefeito Eduardo Paes (PSD), que precisa vetar o projeto! Caso nada faça, ele será sancionado tacitamente, e isso não pode acontecer. Este projeto coloca os últimos pregos no caixão da ordem urbana, preparado há anos com a rendição em forma de TAC assinada com o MP pelo ex-secretário Rodrigo Bethlem e outros. Se o prefeito de fato quer preparar o Rio de Janeiro para o futuro, trazer de volta e fazer renascer o orgulho de ser carioca, e restabelecer a ordem no município, ele não pode permitir que apenas devido às boas intenções de alguns vereadores, se sacrifique a absoluta maioria dos cidadãos em nome de uma prioridade completamente invertida, sem contar a flagrante inconstitucionalidade do projeto. Que se tire as pessoas das ruas, em vez de facilitar que mais e mais indivíduos percam sua dignidade nelas.

16 COMENTÁRIOS

  1. A lei é reflexo do que a esquerda costuma fazer, isto é, criar regras aparentemente bem intencionadas, mas que nunca resolvem os problemas. O sujeito fica bem na foto e garante seus votos. Seria muito melhor investir esforços no sentido de melhorar a capacidade e qualidade de atendimento nos abrigos e, a partir daí, rever o acordo com o MP que proíbe o recolhimento compulsório. Paralelamente, oferecer condições para que essas pessoas sejam recolocadas no mercado de trabalho, sempre que possível. Qualquer coisa fora disso é pura demagogia barata.

    • De cara o comentário é típico do momento infeliz que vivemos. “A lei é reflexo do que a esquerda costuma fazer,…”
      Não dá para continuar. Perda de tempo.

  2. Que esse manifesto chegue ao prefeito, as ruas não são lugar digno de moradias de seres humanos, chega de descaso e do caos urbano na cidade.

  3. O que o Rio quer para si? Ser colonizado pelo esquerdismo destrutivo e decadente americano do “solve et coagula”? Ou assumir com orgulho nossa propria identidade e historia e recuperar a dignidade do centro? Atrair investimentos, seguranca e pagadores de imposto? Ou virar uma copia tropical das “tent cities” da esquerda americana? Daqui a pouco o Paul Joseph Watson vai ter que fazer um daqueles videos no youtube talvez intitulado : Rio de janeiro is a shithole. Rio de Nojeira? Aqui nos EUA, comecou assim, votaram essas leis de asno, e com o passar dos anos destruiu as Inner cities daqui. Pagador de imposto debandou. Quem quer viver cercado de fezes, urina, lixo , barracas, drogas e noiados? Quem esta em duvida basta pesquisar no youtube sobre: tent city Los Angeles, homeless San Francisco, Skid Row California, etc. . Quem ta mandando ai no Rio’e o consulado americano? Porque monumento pro crackhead e bandido gringo George Floyd ja tem, destruicao de nossas estatuas historicas ja comecou, o que falta agora? Liberar geral as tent cities? Botar fogo nas Igrejas Historicas como no Canada? Isto me desanima muito, sou carioca, amo o centro do Rio, historia, arte e patrimonio historico, e estava contemplando vender tudo aqui e voltar pro Brasil, investindo em moradia no centro do Rio que amo! Pelo jeito, hora de eu mudar meus planos…Europa talvez, onde as pessoas respeitam patrimonio historico …Acorda Eduardo Paes! Nao deixa destruir o Rio mais nao, pelo amor de Deus!

    • Penso, pelo seu pensamento desprovido de qualquer solidariedade, que deverias morar em Wall Street. Dormir em cima do dinheiro. As mazelas humanas, que citas, não são ‘esquerdistas’, não há esquerdismo consistente nos EUA, na meca do Capitalismo, mas geradas pelo próprio Sistema, que no caso estadunidense são consequências do neoliberalismo, do rentismo extremo, dos gastos excessivos com armamentos e guerras, e pela meritocracia, dentre outros, nas disputas entre Democratas e Republicanos. Quer que me aprofunde em cada uma dessas causas, e suas consequências, que estão desgastando o Capitalismo Global e a matriz estadunidense? O Comunismo nunca existiu, só nas fantasias soviéticas e nos antagonismos da burguesia internacional (a guerra fria acabou, querida), ou nas cabeças de gente de classe média como você, e o Socialismo vem se deteriorando pela convivência de mercado globalizado e pela insana necessidade humana de cada vez querer mais e mais. A Califórnia/US é caríssima e até podemos fazer uma modesta analogia dessa com o caríssimo Rio de Janeiro/BR, e bem provável ambas as cidades estejam atoladas entre más gestões, uma elite atrasada e conservadora, e a maioria da população sobrevivendo entre escombros economicossociais, culturais e políticos. Se fores para a Europa não verás um cenário e conjunturas muito diferentes, dessas duas grandes cidades que referenciamos. O Velho Mundo está, também, numa grande encruzilhada civilizacional que a humanidade (ou, melhor, a desumanidade) gerou. Paz e bem, minha cara Ana!

      • Caro Marco, paz e bem para si tb!
        Acho que vc fez um precipitado prejulgamento quanto a minha pessoa, hein? Até me “xingou” de classe média! Que horror! sqn
        Mas vamos lá… Bem, aqui nos EUA sou apenas uma imigrante vivendo uma vida simples em área rural. Viver em área rural aqui é bem barato e nao falta emprego. Mas os sem teto americanos preferem morar nas Tent Cities de Los Angeles do que encarar o trabalho que nao falta. Já se questionou por quê? Você conhece as leis que incentivam viver como sem teto aqui? Moro por aqui, estou bem obrigada, mas gostaria de regressar ao meu amado Rio um dia, quando me aposentar. Morar em WallStreet como vc sugeriu, nunca na vida, nem se pudesse. Odeio tudo o que Wall Street representa. Quanto as questoes de pobreza que você citou e me acusou de nao ter solidariedade: Veja bem, eu tenho o tal de “lugar de fala” Meus pais cresceram em barracos de taipa no sertao nordestino, sem agua encanada ou eletricidade. Conheceram miseria e fome, com famílias de mais de 10 irmãos, alguns que literalmente morreram na primeira infância de fome e doencas infantis. Migraram nos anos 60 para ganhar a vida no Rio onde moramos em família nuclear de 4 pessoas em um conjugado de 30m2 no centro do Rio. Conheço bem a área, sou de lá, por isto me importo! Meus pais sempre foram simples, nem por isto aceitariam viver na rua. Voltariam para o campo. Seria mais digno. Muitos dos sem teto nas ruas do Rio poderiam estar em seus locais de origem, vivendo com mais dignidade, vc nao acha?. Ou você acha que resolver a situacao de rua das pessoas seria dar uma barraca de camping para elas morarem nas pracas do Rio? Tudo pelo voto, nao ‘e? Eu acho que estas pessoas sem teto e o Rio de Janeiro merecem mais do que isso, vc nao acha? Habitacao social, talvez para aqueles que queiram trabalhar? Ajuda para superar o vício nas drogas para os que aceitam? Só o que nao aceito, são estas pessoas acharem que são donas do espaço público das cidades. E a materia do Diario do Rio era sobre isto: moradores de rua em excesso. A cidade é de todos. Calçadas e pracas foram feitas para servirem de acesso aos prédios e nao para servirem de habitacao. A sujeira, o fedor e a sensacao de inseguranca no centro do Rio são flagrantes. Como mulher sinto-me insegura quando ando no centro. Quem vai querer arriscar morar no “reviverCentro” ou no “DigitalNomadRio” nestas condições?.O meu “background” de pobre, nao me impediu de tentar me aprimorar como pessoa e tambem financeiramente e no meu caso hoje falo inglês e alemao, passei minha vida na Europa e EUA, mas adoraria estar no Rio na minha aposentadoria, posso? Sim,me esforcei, cheguei em algum lugar e nossa, que horror, hoje sou da famigerada “classe media” . Mas ‘e classe média baixa viu, nao ‘e “zelite”, nao, pode ficar tranquilo. Quanto preconceito, meu Deus! Talvez minha família tenha conseguido sair da miseria por que gracas a Deus na epoca nao tinha esta indústria política do vitimismo que tem hoje no Brasil e principalmente aqui nos EUA, arrebanhando pessoas vulneraveis nao para ajudá-las, mas somente para faturar politicamente em cima delas. Monopolio da virtude. Coisa de soyboy. Aqui nos EUA, pra vc ter uma ideia chamam a populacao negra aqui de “Democratic Party Plantation” que significa algo como “Senzala do partido democrata” Por aí vc ve. . A décadas, na epoca de eleicoes fazem promessas para eles, só para pegar voto. Nada nunca muda para os negros nos guetos. Mas os negros aqui ja estao acordando e nao querem mais ser massa de manobra de nenhum partido ,nao. Chega de se fazer de vítima e divisao. As pessoas precisam de oportunidades, e nao de promessas e vitimismo. E as cidades nao precisam de leis que as destruam ainda mais. Quanto a esta questao que vc fala de comunismo, que eu nem citei no meu post: mesmo tendo origens humildes, acredite, deu pra eu estudar o suficiente pra aprender que no esquerdismo, tem várias vertentes, viu?. Nao existiu apenas comunismo clássico, sovietico. Tem a vertente Escola de Frankfurt/Teoria Critica, Socialismo Fabiano e muitas outras. Que são as mais ativas hoje em dia. Sou casada com uma pessoa que fugiu de um país comunista. Te garanto que conheço bastante profundamente o assunto em teoria e vivência própria. Poderia falar horas sobre isto. Mais uma vez, tenho “lugar de fala” no assunto, viu. Uma baboseira essa ideia de que nao existe esquerdismo nos EUA. Parece piada. Os EUA é hoje a origem do esquerdismo mundial. Os pensadores da Escola de Frankfurt todos se refugiaram aqui depois da segunda guerra e comecaram a longa marcha nas instituicoes, comecando nas universidades hoje totalmente tomadas. Por estratégia abandonaram a classe trabalhadora e adotaram o “Lumpenproletariat” como gado. A classe trabalhadora nunca tivemos interesse em revolução, nós só queremos virar classe média mesmo, viu?. Ter casa própria, ar condicionado, viajar, estas coisas da “zelite”, mesmo, viu?. Eu consegui, e acho que estas pessoas que estao nas ruas no Rio merecem pelo menos a oportunidade de mudarem de vida. Dizer pra elas, que elas podem ficar onde estao, nao vai tirá-las da sarjeta. Na verdade,este vitimismo é uma forma de crueldade e preconceito contra elas. Eu conheco o pobre, querido, pois sempre vivi no meio deles. Nem todo mundo é santo só por ser pobre, viu?
        No mais, você parece desconhecer que sempre foram os banqueiros e as grandes corporacoes e fundacoes multibillionarias de Wall Street a custear a esquerda e a direita. Direita ( neocons indústria armamentista e farmaceutica, etc) e esquerda(hoje as tais minorias e lumpenproletariat). Divide and conquer! Esquerda e direita são apenas faces da mesma moeda revolucionária. Inclusive até as revoluções francesa e russa foram bancadas por Wall Street. Revolução custa dinheiro, viu? Tem que organizar, infiltrar, formar ativistas, fazer filme em Hollywood, moldar a juventude com ideias, comprar a mídia, políticos… As tais esquerda e a direita sempre foram e sempre serao os “useful idiots/idiotas uteis” das grandes corporacoes. Enquanto isto elas controlam tudo, até seu corpo, sua saúde… You will own nothing, and you will be happy! . A sociedade fica cega e dividida, as pessoas se xingando mutuamente de esquerda e direita, ao inves de trabalhar para solucionar problemas reais a nossa volta. Problemas reais como os moradores de rua no Rio. Problemas que necessitam ser encarados de frente por gente com culhoes e nao soyboys. Problemas que precisam de solucoes realistas, baseadas na razão e nao no coitadismo.

  4. Não entendo o porquê de se apoiar uma situação de descaso humano, quando a solução poderia ser pegarem os imóveis inabitados que pertençam à união e alocarem essa população que vive ao relento.
    Ao mesmo tempo, esses que os habitassem passariam por uma triagem na qual seriam encaminhados a cursos de capacitação até possivelmente serem indicados à vagas de empregos.
    Conseguindo ocupação, com salário, passaria o lugar para outro que estivesse desempregado.
    Na verdade, falta a boa vontade desses políticos que pecam ao buscar soluções imediatas sem se importarem com as consequências de seus atos.

    • Sim, seria uma solução imediata, mas aí os imóveis nunca poderiam ser alienados, lembre-se de que o poder público NÃO É IMOBILIÁRIA. Além disso, esse imóveis chegaram à União para pagamento de dívidas , então são “nossos” também, devem ser devolvidos ao povo, não em imóveis, mas em dinheiro para que se use em outras coisas úteis á sociedade. Novamente lembrando, o governo NÃO É IMOBILIÁRIA.

  5. Apontar SOLUÇÕES deveria ser o foco principal do tema. Como voluntário por anos seguidos, tentando colaborar com poderes publico, não conseguimos interlocução, pois a secretaria de assistência social ” das prefeituras” não importando quem esteja eleito, são SOMENTE ocupadas por TOMALÁ DACÁ do sistema político sujo ,corrupto e DESINTERESSADO no que tange aos menos favorecidos.

  6. Não vou me estender neste tema, pois já o fiz aqui em muitas outras matérias semelhantes. Não há moradores de ruas, mas ‘cidadãos sobrevivendo em condições de ruas’, que vão desde mendigos à trabalhadores informais, e até formais, de baixíssimos salários, que ou não têm residências fixas para morar, por não terem como pagar os alugueis, ou não voltam todos os dias para suas casas, por não conseguirem sustentar diariamente o alto custo dos transportes de passageiros no Rio de Janeiro. Nesse contexto há, também, cidadãos com doenças mentais, alcoólicos, drogadictos, etc.., todos necessitando de atenção especial do Estado. Enfim, sem entrar no mérito desse projeto de lei, que este editorial instiga o prefeito do Rio à vetar, o fato é que a questão é complexa, humanitária, e cabe ao Estado ser o porta-voz e executor dos direitos sociais e direito à vida, de todos nós, não importando as condições socioeconômicas em que nos encontramos inseridos na Sociedade. Que os poderes constituídos, da Cidade do Rio de Janeiro, examinem, pactuem e resolvam à luz da justiça social, e da paz, essa gravíssima questão de termos seres humanos nessas condições desumanas.

    • Repare, Marco Paulo, que tudo o que você falou – correto, inclusive – em nada será atingido caso se DEIXE as pessoas pelas sarjetas ou não, porque o tal projeto ele é cosmeticamente pensado apenas para o autor do projeto aparecer como quem pensa nos pobres – mas na verdade, os despreza. Quer parecer bonzinho ao permitir amontoar as pessoas pelas calçadas ao invés de sim, como você reclama, resolver a questão de fato. O problema é que isso dá trabalho – e o vereador Chico Alencar quer publicidade, não quer ter trabalho.

  7. Esse lugar não tem mais solução. O Rio virou uma pocilga – se vcs se indignam por Copacabana estar assim, imaginem os lugares abandonados, não nobres. Qual prefeito ou carioca sabe que Pavuna também é Rio?

    • Concordo plenamente… como a água bateu no popô do pessoal da Zona Sul, agora o buraco é mais embaixo. O importante é que não percamos de vista que uma vez deixada a desordem urbana é necessária uma energia imensa para reconquistar o espaço perdido. Sem ordem não há progresso, pois a população precisa de paz para empreender.

      Quem defende mendicância no fundo se sente o bom-samaritano, o bom-moço, o cheio de virtudes. Tá na moda hoje em dia se posar disso. Mas no fundo, nada faz para diminuir a situação de mendicância dessa gente, só faz com que se amontoem mais e mais.

      O próprio Sr. Chico Alencar depois de vomitar toda essa piedade falsa, quando sai da câmara dos vereadores, nem deve pegar metrô pra ir pra casa: deve ir de carro limpinho pra sua casa na zona sul e o resto do povo que se lasque. É um grande jogo de perde-perde.

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