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Pode o município tombar e desapropriar bens fora de seu território?

Conforme veiculado em primeira mão pelo Diário do Rio na semana passada, o Prefeito do Rio de Janeiropublicou, em edição extra do Diário Oficial do Município de 03 de junho de 2024, dois decretos determinando, respectivamente, o tombamento provisório e a utilidade pública para fins de desapropriação de três bens móveis extraídos da Igreja de São Pedro dos Clérigos, demolida em 1944 para a expansão da Avenida Presidente Vargas. Trata-se de uma escultura de madeira talhada e policromada representando o Divino Pai Eterno, atribuída ao Mestre Valentim, um altar de madeira entalhada do século XVIII e um par de anjos em madeira entalhada do século XVIII

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A iniciativa foi tomada pelo Prefeito, sob o argumento de que essas obras de arte são um patrimônio cultural do município do Rio de Janeiro, para impedir que elas fossem leiloadas naquela mesma noite num leilão no município de São Paulo, com vistas a sua posterior doação ao Museu de Arte do Rio (MAR).

Apesar de insólita, a medida jurídica é perfeitamente legal.

O tombamento é um instrumento de acautelamento e preservação do patrimônio cultural material — móvel e imóvel — previsto no Brasil desde 1937. De acordo com a legislação brasileira, as coisas tombadas não podem, em hipótese alguma, ser destruídas, demolidas ou mutiladas nem, sem prévia autorização do órgão de patrimônio responsável por seu tombamento, ser reparadas, pintadas ou restauradas. Os bens móveis tombados, além dessas restrições, não podem sair do país, senão por curto prazo, sem transferência de domínio e para fim de intercâmbio cultural, a juízo do órgão de patrimônio responsável por seu tombamento.

Segundo a Constituição, a proteção do patrimônio cultural brasileiro é competência comum da União, dos Estados e dos Municípios, de modo que o tombamento cabe a qualquer um desses três entes políticos. O tombamento incide tanto sobre bens privados quanto sobre bens públicos, podendo, inclusive, um ente tombar bem dooutro. O próprio STJ considera lícito, por exemplo, o tombamento de bem estadual por Município e o STF, por sua vez, já declarou constitucional o tombamento de bem federal por Estado.

A desapropriação é um instrumento constitucional de aquisição de propriedade pelo Poder Público por necessidade ou utilidade pública, ou por interesse social, mediante justa e prévia indenização em dinheiro ao proprietário. Todos os bens podem ser desapropriados pela União, pelos Estados e pelos Municípios, todavia, ao contrário do tombamento, a lei não permite a desapropriação de bem estadual ou federal por Município nem a desapropriação de bem federal por Estado.

Considerando que os bens em questão pertencem, até onde se sabe, legitimamente ao acervo de colecionadores privados, o caso não suscitaria qualquer controvérsia não se encontrassem eles em São Paulo.

Em matéria do Brazil Journal do dia 09 de junho, a Dra. Denise Puertas manifestou a opinião de que o procedimento adotado pela municipalidade carioca seria ilegal, pois o tombamento deveria restringir-se ao território do ente político responsável por sua promoção. E que o correto seria o Município do Rio de Janeiro exercer o direito de preferência no momento da realização do leilão por meio de algum de seus museus, com base no Estatuto dos Museus (Lei nº 11.904/2009).

Com a devida vênia, essa argumentação não procede.

Antes de mais, a legislação de tombamento não estabelece restrições territoriais para os entes políticos, pois o fundamental não é a localização do bem, mas se o bem integra o patrimônio cultural da população representada por aquele ente. É bem verdade que, na esmagadora maioria dos tombamentos de imóveis, a regra é a localização do imóvel corresponder à do território do ente responsável pelo tombamento. Nada obstante, a regra comporta, ao menos, duas exceções: (I) o tombamento municipal ou estadual de imóvel situado em mais de um município ou estado, respectivamente; e (II) otombamento municipal ou estadual de imóvel que deixou de pertencer a seu território por cisão de Município ou deEstado, respectivamente. Para o tombamento de bens móveis é ainda mais evidente a inaplicabilidade dessa restrição territorial, uma vez que eles não estão vinculados ao solo.

Depois, o direito de preferência para a aquisição de bens culturais conferido aos museus — inclusive os privados — integrados ao Sistema Brasileiro de Museus pelo Estatuto dos Museus se soma à prerrogativa de os entes políticos executarem tombamentos, não a anula.

Por último, em relação à desapropriação com efeitos extraterritoriais, o STF entende que um Município não pode desapropriar bem de outro Município nem um Estado pode desapropriar bem de outro Estado, contudo não existe óbice algum a que um Município ou um Estado desaproprie bens privados fora de seu território.

Sendo assim, por mais que o Prefeito, em tese, pudesse utilizar o MAR para adquirir as obras de arte no leilão, com base no direito de preferência, não incorreu em ilegalidade ao optar pelo tombamento seguido de desapropriação, por se tratar de bens pertencentes a particulares.

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A Guerra do Lixo: região da Praça XV não consegue se livrar de detritos e Arco do Teles vira lixão à noite

Todas as noites, o padrão é o mesmo. De um casarão no Arco do Teles, no Centro, que na verdade funciona como entrada de serviço de um classudo prédio de escritórios na rua do Mercado 11, saem funcionários do condomínio carregando uma quantidade grande de sacos pretos, caminham pela Travessa do Comércio e depositam todo o lixo de um dia inteiro de um espigão de mais de 15 andares bem na frente do Arco. Ali, no chão mesmo. Todos os dias isso se repete. Mas o que antes incomodava aos poucos vizinhos que tinham negócios na região outrora deserta, agora, com o advento do programa Reviver Cultural e a abertura de diversos novos comércios na região, vem se tornando um problema crescente. A quantidade de lixo é tanta que chega às vezes a impedir a visão do bem histórico tombado pelo Iphan em 1937, e que é famoso em toda cidade, como uma de suas ruas históricas mais íntegras. O cheiro é triste. E é pior ainda depois que os moradores de rua rasgam os sacos e espalham o lixo pelo conjunto tombado inteiro.

A questão vem gerando polêmica junto aos comerciantes locais. Bem ao lado do Arco funcionam um restaurante e uma famosa Tabacaria; na própria Travessa do Comércio bombam os eventos do Queerioca, espaço cultural LGBT, cujos frequentadores no final de semana acabam tendo que passar entre toda a lixarada do prédio da rua do Mercado. “Os próprios pequenos comerciantes, que por vezes acabam sendo perseguidos por depositarem um único saco de lixo na calçada ao final do expediente, não entendem como o condomínio de escritórios consegue transformar o Arco do Teles num lixão sem nenhuma consequência”, diz Adriano Nascimento, da Sergio Castro Imóveis, que administra mais de 15 sobrados na região. O Arco do Teles estava totalmente desocupado até a pouco. Mas os números 2, 4, 6, 14, 18, 23, 22 e 24 da Travessa que corta o mini-túnel já estão abrindo as portas, e trazendo movimento à região.

Os comerciantes desta cada vez mais badalada áreas do Centro do Rio também tem enfrentado um problema que parece inacreditável nos dias de hoje. Os lojistas da região do Paço Imperial e das ruazinhas históricas anexas à Praça XV não tem como descartar o lixo de seus bares, restaurantes, galerias, cafés e ateliês. A Comlurb não recolhe, segundo integrantes do Polo Gastronômico e Cultural, o lixo. E é impossível contratar recolhimento de lixo privado, como manda a lei: as empresas que fazem coleta de lixo exigem que os sacos sejam empilhados e etiquetados na porta dos comércios, para serem recolhidos, mas os moradores de rua escarafuncham o lixo todos os dias, jogando tudo no chão, e recolhendo o que lhes interessa. Consequência: as empresas se recusam a levar o lixo, o que cria um caos – verdadeiro lixão – na região à noite, amanhecendo as ruas onde funcionam restaurantes e bares com um cheiro de chorume insuportável.

Sergio Castro Imóveis lança filme sobre história do mercado imobiliário do Rio

O Documentário que conta a história da verticalização da cidade através da trajetória da empresa Sérgio Castro Imóveis, lançado no YouTube no último dia 20/05, além de mostrar o caminhar da empresa familiar, fundada em 1911, faz um paralelo com a história do Rio de Janeiro. A empresa, que esteve envolvida no lançamento do bairro do Recreio dos Bandeirantes, e na construção do Grajaú, completa 75 anos em 2024.

A história da Sérgio Castro é contada através de imagens da cidade do Rio de Janeiro e legendas que descrevem o passado e o presente da empresa. É um filme mudo, como os dos anos 20. Acontecimentos marcantes, como os feitos do aviador Jean Mermoz, entre muitos outros, são destacados. Mermoz pilotava para a Aeropostale, que tem sua história intimamente conectada à da imobiliária famosa por sua atuação na revitalização da região central e pelo belo Palacete de Laranjeiras.

banner 1200x800 2 Sergio Castro Imóveis lança filme sobre história do mercado imobiliário do Rio

Com mais de meio século de tradição no mercado imobiliário do Rio de Janeiro, a Sergio Castro Imóveis – a empresa que resolve contribui para a valorização da cultura carioca

“Agradeço a todos que colaboraram. O trabalho ficou excelente. Meu pai iria adorar”, conta Claudio André de Castro, diretor da empresa e um dos fundadores da Aliança Centro Rio, também Presidente do Conselho de Renovação do Centro da Associação Comercial do Rio.

O filme se chama “Uma família no mercado imobiliário desde 1911” e tem pouco mais de 18 minutos de duração; produzido pela historiadora Núbia Nelhem e pelo Instituto Art Déco Brasil, traz muita informação sobre os primórdios da atividade imobiliária no Rio.

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Antigo ’bridge club’ de Copacabana recebe retrofit para se tornar residencial

O tradicional Bridge Clube, localizado na Rua Raul Pompéia, número 12, em Copacabana, está prestes a passar por uma transformação significativa. A velha agremiação dedicada ao jogo de carteado tão querido na Inglaterra funcionou no predinho de 5 andares durante décadas. O edifício, construído em uma das áreas mais valorizadas do bairro, próximo ao Arpoador – no Posto 6, será convertido em um moderno residencial com 22 unidades. O Valor Geral de Vendas (VGV) do novo empreendimento está estimado em cerca de R$ 30 milhões.

A construtora CTV adquiriu o prédio há dois anos e, em parceria com a Progress Incorporadora, planeja realizar um retrofit na construção. A prática, cada vez mais comum na Zona Sul do Rio, consiste na renovação de edifícios antigos, trazendo modernidade e novas funcionalidades, sem comprometer a arquitetura original.

Fundado em 1955, o Bridge Clube do Rio de Janeiro foi durante décadas o principal centro para a prática do bridge na cidade. O bridge, um jogo de cartas jogado por dois pares de jogadores com um baralho de 52 cartas, sempre teve um lugar especial no clube, que se tornou um ponto de encontro para os entusiastas do esporte.

O novo projeto residencial contará exclusivamente com studios e apartamentos de um quarto, seguindo a tendência de plantas compactas que atendem à crescente demanda por locações de curta temporada. “A locação de apartamentos pequenos através de aplicativos como o airBnb tem gerado enormes lucros para os proprietários e os investidores têm procurado demais este tipo de imóvel. E depois que o STJ deu aos condomínios liberdade de proibir este tipo de aluguel, cada vez mais se busca edifícios onde esta prática seja expressamente permitida”, explica André Cyranka, Diretor da Filial da Sergio Castro Imóveis, em Copacabana. A configuração reflete uma mudança nos hábitos de moradia e turismo, priorizando espaços menores e mais funcionais que possam inclusive gerar renda diária a seus proprietários, quando investidores.

A CTV, que já tem o projeto de um retrofit em um prédio na Pedra do Sal, no bairro da Saúde, que será o mais novo residencial da região, expande agora suas atividades para a Zona Sul, após 42 anos de existência. O prédio de esquina foi sede do velho diário O Jornal, dos Diários Associados, e tem bela fachada em estilo Art Déco. A construtora planeja lançar o projeto em agosto e prevê a conclusão e entrega das unidades em 18 meses.

Além do empreendimento em Copacabana, a CTV também tem planos para dois novos projetos na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio.

Prédio da Faculdade Mackenzie, no Saara, será convertido a residencial com mais de 100 unidades

A vida residencial do Centro do Rio está prestes a receber mais um investimento de peso com o anúncio do mais recente empreendimento das construtoras Calçada e Montserrat. Localizado na esquina das Ruas Regente Feijó e Buenos Aires, no Saara, o maior polo de comércio de rua da cidade, o antigo prédio da Faculdade Mackenzie está prestes a passar por um processo de retrofit, uma prática que visa modernizar a estrutura da construção sem afetar seu estilo arquitetônico original. O projeto Reviver Centro ganha mais um alicerce.

O projeto prevê a criação de 112 unidades compactas, oferecendo opções de studios e double studios para atender às demandas de diferentes perfis de moradores. Além disso, o condomínio, intitulado de Bueno, promete oferecer um lazer completo, incluindo um rooftop com piscina, churrasqueira, sauna, sala gourmet, entre outros atrativos. O projeto ainda reserva espaço para lojas que serão instaladas na parte térrea, agregando ainda mais conveniência para a região. A vista privilegiada é outro ponto de destaque do Bueno. Com visão quase que total para o Centro do Rio, Central do Brasil e Cristo Redentor, cercado de comércio e muita história, o prédio é visto com otimismo por especialistas. “O Centro é definitivamente a bola da vez. Cultura, história, todos os modais de transporte, comércio vivo e infraestrutura são vantagens que poucos bairros têm. Por isso tudo que tem sido lançado aqui tem vendido rapidamente”, diz Lucy Dobbin, Superintendente de Vendas da tradicional Sergio Castro Imóveis, com três filiais só na região, além de 4 na zona sul.

WhatsApp Image 2024 06 06 at 14.36.52 2 Prédio da Faculdade Mackenzie, no Saara, será convertido a residencial com mais de 100 unidades
Foto: Reprodução/Google Maps

A localização estratégica do prédio é um dos grandes destaques do empreendimento. Situado na movimentada região do Saara, os moradores poderão desfrutar de uma vida agitada, com todos os serviços de comércio e transporte a poucos passos de distância. Além disso, a proximidade com o centro financeiro da Avenida Rio Branco e Avenida Chile proporciona ainda mais praticidade para quem trabalha na região.

Recentemente a Cury Construtora, que já lançou mais de 5000 unidades no grande Centro, teve sucesso no lançamento de um novo prédio residencial na Avenida Presidente Vargas, com estação do metrô na porta, e linda vista para o Campo de Santana.

A Faculdade Mackenzie deixou o prédio em 2023, quando inaugurou sua nova unidade no bairro de Botafogo, tornando-se a única filial da instituição no Rio. A região é muito comercial, com muitas lojas no entorno.

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‘PEC das Praias’ não privatiza as praias brasileiras

*Por Vinícius Monte Custodio

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 39/2011, originária da Câmara dos Deputados e que agora tramita no Senado Federal sob o nº 3/2022, apelidada de PEC das Praias, não trata de praias, muito menos permitirá sua privatização.

Para uma correta compreensão do tema, inicialmente é necessário esclarecer quatro conceitos: terrenos de marinha, acrescidos de marinha, faixa de segurança e enfiteuse (ou aforamento).

Os terrenos de marinha foram estabelecidos pela Coroa portuguesa, no século XVI, visando à defesa do território nacional contra forças estrangeiras. Nos tempos do Império, mais precisamente em 1832, esses imóveis foram delimitados numa faixa de trinta e três metros metros de extensão — o alcance de uma bala de canhão da época — medida para dentro do continente a partir da linha da preamar (maré cheia) média de 1831.

Atualmente, eles são definidos como as áreas situadas na costa marítima, as que contornam as ilhas, as margens dos rios e das lagoas, em faixa de trinta e três metros medida a partir linha da preamar média de 1831, desde que nas águas adjacentes se faça sentir a influência de marés com oscilação mínima de cinco centímetros.

Logo, não têm rigorosamente nada a ver com a Marinha, instituição das Forças Armadas do Brasil.

Os acrescidos de marinha são os terrenos formados, natural ou artificialmente, para o lado do mar ou dos rios e lagoas, em seguimento aos terrenos de marinha.

A faixa de segurança é uma faixa de trinta metros de extensão com finalidade, sobretudo, de preservação ambiental, medida do final da praia, e não da linha da preamar média. Ela pode ou não se sobrepor, total ou parcialmente, aos terrenos de marinha e seus acrescidos.

Ilustracao da PEC das praias 'PEC das Praias' não privatiza as praias brasileiras

Fonte: Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos

A enfiteuse era um direito limitado sobre imóvel, existente no Brasil até à entrada em vigor do Código Civil de 2002, que funcionava de modo similar a uma locação imobiliária, porém em caráter perpétuo e gravado na matrícula do bem. Hodiernamente esses contratos não podem mais ser celebrados, contudo os que já existem, como os dos imóveis da Família Real no município de Petrópolis – RJ, permanecem em vigor.

Na enfiteuse, o proprietário (senhorio) do imóvel celebrava um contrato com o enfiteuta (ou foreiro), transmitindo a este o domínio útil do imóvel e mantendo consigo o domínio direto da coisa. O domínio útil confere ao enfiteuta todos os poderes inerentes ao domínio pleno da propriedade, ao passo que o domínio direto só confere ao senhorio o direito de receber do enfiteuta um foro (ou pensão) anual, semelhante a um aluguel, e o laudêmio, preço pago em caso de alienação do imóvel.

Enquanto o foro anual e o laudêmio eram livremente fixados pelas partes contratantes nos imóveis particulares, a lei estabelece que, nos imóveis da União, o foro anual é de 0,6% do valor do domínio pleno, anualmente atualizado, e o laudêmio de 5% do valor atualizado do domínio pleno do terreno, excluídas as benfeitorias.

Apesar do fim da enfiteuse em geral, a Constituição da República de 1988 (CR) determinou sua continuidade nos terrenos de marinha e seus acrescidos situados na faixa de segurança. A enfiteuse nos terrenos de marinha e seus acrescidos situados fora da faixa de segurança, atendidas certas condições, hoje já pode ser extinta, pagando o enfiteuta à União 17% do valor do domínio pleno do terreno, excluídas as benfeitorias.

É aí que a PEC das “Praias” entra na história.

Segundo o art. 20 da CR, são bens da União, entre outros, as praias fluviais (inciso III), as praias marítimas (inciso IV) e os terrenos de marinha e seus acrescidos (inciso VII). Em resumo, a PEC propõe revogar o inciso VII do art. 20 e acabar com a enfiteuse nos terrenos de marinha e seus acrescidos situados dentro da faixa de segurança. Ela transfere gratuitamente para os Estados e Municípios os terrenos de marinha e seus acrescidos afetos a serviço público estadual ou municipal, respectivamente. Os terrenos de marinha e seus acrescidos afetos a serviço público federal, onde existam unidades de conservação federais e os que estiverem desocupados permanecem sob o domínio da União. As praias fluviais e marítimas sequer são mencionadas pela PEC, de modo que também continuam como bens da União.

A crítica de muitos opositores da PEC é que o fim do domínio direto da União favoreceria a instalação de grandes empreendimentos imobiliários que restringiriam o livre acesso da população às praias e intensificariam a pressão do mercado sobre áreas de preservação permanente. Essa afirmação não procede, pois a única diferença do enfiteuta para o proprietário é que este último não é obrigado a pagar o foro anual nem o laudêmio. Para fins de licenciamento, é absolutamente irrelevante, do ponto de vista jurídico, se o requerente da licença é titular do domínio pleno ou apenas do domínio útil do imóvel.

Outro argumento invocado contra a PEC é o de que, com a enfiteuse, a União pode subordinar o domínio útil a condições especiais, que visariam salvaguardar o interesse público. Apesar de essas condições especiais desaparecerem com a alienação do domínio direto, a União permanece legitimada para exercer a tutela ambiental. Se determinado empreendimento privatizar praias, o Ministério Público Federal não só pode como deve atuar para desobstruir seu acesso à população.

Ademais, como bem apontado no parecer da Comissão Especial da Câmara dos Deputados, sob a relatoria do Deputado Alceu Moreira (MDB-RS), pela aprovação da PEC:

“Atualmente já não se consideram válidos os fundamentos originais da instituição dos terrenos de marinha, em particular os que dizem respeito à questão da segurança nacional, tanto em face do avanço da tecnologia na área militar quanto da existência de instrumentos legais que asseguram ao Poder Público o acesso àquelas áreas e até mesmo a sua retomada quando necessária, por meio de desapropriação”.

A discussão que efetivamente deveria estar sendo travada sobre a PEC é o custo-benefício da arrecadação de receita patrimonial não recorrente com a alienação do domínio direto aos enfiteutas em comparação com a perda de receita patrimonial recorrente com o foro anual e os laudêmios pagos pelos enfiteutas. De acordo com reportagem do Jornal Nacional de 03 de junho de 2024, a União arrecadou R$ 1,1 bilhão com seus 564 mil imóveis registrados em terreno de marinha em 2023, o que perfaz menos de R$ 2 mil por imóvel. Portanto, o país tem de debater a melhor forma de lidar com esse enorme estoque imobiliário. A arrecadação atual é suficiente para arcar com a gestão desses imóveis? A União tem feito anualmente, conforme determina a lei, a atualização monetária do foro anual? É possível tornar essa arrecadação mais eficiente? Qual é a taxa de inadimplência dos enfiteutas?

Outro aspecto que haveria de ser escrutinado é o dispositivo da PEC que proíbe a cobrança de foro anual, taxa de ocupação e laudêmio a partir de sua publicação (art. 2º) e o que impõe a dedução dos valores pagos a título de foros ou de taxas de ocupação nos últimos cinco anos, corrigidos pela Selic, para a aquisição onerosa do domínio pleno dos terrenos de marinha e seus acrescidos (art. 3º, parágrafo único). Trata-se de renúncia de receita patrimonial sem qualquer justificativa que deveria ser extirpada da PEC.

Por fim, seria conveniente que a PEC esclarecesse se a aquisição onerosa do domínio direto será compulsória, porque sua redação está obscura, gerando grande insegurança jurídica para os enfiteutas.

*Vinícius Monte Custodio é advogado, doutor em Direito Econômico e Economia Política pela Universidade de São Paulo e mestre em Direito Urbanístico e Direito Ambiental pela Universidade de Coimbra.

A Cesar o que é de Cesar Maia

Bruno Kazuhiro, Vinicius Oberg e Quintino Gomes Freire

Nos dias de hoje, muitos se apressam para, em busca de cliques e likes, condenar fatos que não passam de simples descuido. Mas falemos de coisas que talvez não sejam tão atuais e alguns não saibam sobre a política do Rio de Janeiro: Que tal imaginar os centros dos bairros cariocas sem o Rio Cidade? Ou pensar como seriam as comunidades sem o Favela Bairro? Quantos jovens não teriam se tornado atletas sem as Vilas Olímpicas ou não teriam acesso à cultura sem as Lonas Culturais? Como seria o acesso da Barra ao Centro sem a Linha Amarela? Quais seriam os grandes eventos recebidos posteriormente pelo Rio se não fosse o sucesso dos Jogos Pan-Americanos de 2007?

Todos esses projetos e políticas públicas foram realizados por Cesar Maia como Prefeito do Rio. Assim como a proteção do patrimônio histórico da Cidade, a valorização dos bons servidores municipais e a promoção da gestão pública com conteúdo e qualidade técnica. Mas talvez lembrar disso não viralize nas redes sociais.

No mesmo dia em que alguns o criticavam, ocorria um grande evento de inovação na Cidade das Artes, antiga Cidade da Música, idealizada e construída por Cesar, antes dita como inútil e hoje frequentemente elogiada e visitada por muitos para eventos e espetáculos, oferecendo um equipamento cultural de alto nível mais próximo aos bairros da Zona Oeste do Rio. Enquanto isso, a Zona Norte, os botafoguenses e muitos fãs de grandes shows usufruem do Engenhão, também construído por Maia.

E o que se pode falar do ser humano Cesar Maia? Quem pode negar sua generosidade na transmissão de conhecimento? Quem pode refutar sua inteligência? Quem pode esconder que estamos diante do maior formador de quadros políticos da história recente do Brasil, tendo usufruído de seus ensinamentos em sua formação nomes como o atual Prefeito Eduardo Paes, o atual Presidente da Câmara Municipal Carlo Caiado, o atual Presidente do Tribunal de Contas do Município Luiz Antônio Guaraná, o ex-Deputado Índio da Costa. Todos passaram pela Juventude Cesar Maia, assim como os próprios filhos de Cesar, o ex-Presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia e a atual Secretária Municipal de Turismo Daniela Maia.

Também passaram pelos bancos escolares do professor Cesar Maia os próprios autores deste texto: O atual Deputado Federal Marcelo Queiroz, o ex-Secretário de Infraestrutura estadual e de Turismo municipal Bruno Kazuhiro, o editor-chefe deste Diário do Rio Quintino Gomes Freire e o atual Secretário de Governo de Teresópolis Vinícius Oberg, além de tantos outros jovens líderes como o atual Vereador Pedro Duarte e o Coordenador de Relações Internacionais do Rio, Antônio Mariano.

Independente de qualquer fato, é preciso reconhecer o legado do gestor, professor e economista. Que seja dado a Cesar o que é de Cesar Maia, começando, no mínimo, com o devido respeito.

Com maior alta mensal desde 2013, preços dos alugueis comerciais indicam abalo ao ‘home office’

Desde novembro de 2013, quando o valor dos aluguéis comerciais registrou uma alta relevante, o indicador das locações de escritórios não apresentava avanços significativos. Mas em abril deste ano, o aluguel comercial atingiu a maior alta mensal desde então, com um acréscimo de 1,11%, com o preço do metro quadrado (m²) deste tipo de imóvel no Rio batendo R$ 43,57.

A alta de mais de 1% em abril representou uma grande aceleração do ritmo, uma vez que, em março, o avanço foi de apenas 0,63%. As informações são resultado de uma sondagem realizada pelo Índice FipeZap, que avalia todos os meses a oscilação dos preços em salas e conjuntos comerciais de até 200 m², inicialmente em 10 cidades selecionadas.

O FipeZap também identificou uma alta de 7,69% no aluguel de imóveis comerciais nos últimos 12 meses – tempo mínimo de um contrato de locação comercial. O aumento, que tem sido registrado desde agosto de 2021, seria resultado da retomada econômica no período pós-pandemia, segundo o Índice. Empregadores, desde então, têm reavaliado as alternativas do trabalho híbrido e do presencial. Mas, no atual cenário, ainda não é possível avaliar uma tendência de suspensão total do home office, por exemplo.

“É cedo para dizer que o trabalho híbrido e o home office estão perdendo espaço [para o presencial]. Ainda assim, o retorno de muitos colaboradores para o escritório – mesmo que apenas em alguns dias na semana – tem impacto no aquecimento do mercado comercial”, disse Paula Reis, economista do DataZAP ao site da Exame.

A Sergio Castro Imóveis, uma das maiores empresas do ramo na cidade, registrou alta de 27% no chamado índice de velocidade de locações de salas comerciais. Responsável pelo segmento na empresa, o Diretor Lúcio Pinheiro explica que “nos edifícios que têm aparência boa, elevadores novos e andares até 300m2, tem ocorrido uma boa alta nas locações, quando o valor do condomínio não é impeditivo“. Pinheiro cita o caso do tradicional edifício Ministro Afrânio, na Avenida Rio Branco, número 177, esquina com a Rua da Ajuda, em frente ao Teatro Glauce Rocha. “Temos feito inúmeras locações no prédio, que, além de ser em frente ao metrô da Carioca e uma vista muito bonita, tem o condomínio abaixo dos R$ 15,00 por metro quadrado, um achado no Centro”, explica, dizendo que tanto o Afrânio como o Sloper Corporate (na Uruguaiana, recém limpa dos camelôs clandestinos) tem os condomínios mais em conta da cidade, e são prédios com aparência de novos. Lucio também comemora locações de andares em Copacabana e no Leblon, onde, afirma, os valores de locação ultrapassam R$ 300,00 por cada metro quadrado locado.

A retomada econômica, de acordo com a pesquisa, também impactou positivamente as vendas de imóveis comerciais, que valorizaram 0,24% em abril, acima da elevação de 0,02% no mês de março, configurando a maior elevação nos preços de venda em seis anos. Segundo o FipeZap, em janeiro de 2018, o indicador apontou um avanço de 0,55%.

A capital fluminense e Niterói, município da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, teriam sido as cidades a registrarem o maior avanço nos preços médios dos aluguéis em nível nacional, com 2,68% e 1,56%, respectivamente.

“Com o aumento do dinamismo no mercado de trabalho no Rio de Janeiro, há também maior demanda por aluguéis comerciais e, devido à demora na adaptação da oferta e às restrições de espaço para a construção de novos empreendimentos, o que resulta em um forte aumento de preços”, observou ainda a economista do DataZAP, acrescentando que a recuperação do setor de turismo, desde a pandemia, acima da taxa brasileira também impactou as relações comerciais fluminenses. Pinheiro explica que muitas empresas tem avaliado deixar cada vez mais de lado o home office, quando encontram um bom custo benefício para os escritórios.

No que diz respeito aos maiores aluguéis por metro quadrado, a média nacional ficou em R$ 43,57/m², conforme o levantamento do FipeZap:

São Paulo: R$ 51,91/m²

Florianópolis: R$ 45,19/m²

Rio de Janeiro: R$ R$ 43,16/m²

Quanto às cidades com a maior alta no preço das vendas de imóveis comerciais, Salvador e Rio de Janeiro lideram o ranking, com +0,76% e +0,75%, seguidas por Curitiba, que registrou um avanço de 0,74%. A média de preços ficou em R$ 8,4 mil/m².

Já as cidades que registraram os maiores preços de venda por metro quadrado em abril foram:

São Paulo: R$ 10,04 mil/m²

Rio de Janeiro: R$ R$ 8,83 mil/m²

Florianópolis: R$ 8,22 mil/m².

Metodologia do Índice FipeZAP

O FipeZAP, índice que acompanha os preços de imóveis residenciais e comerciais. é calculado a partir de informações coletadas em anúncios de imóveis para venda e locação veiculados nos portais ZAP (VivaReal e Zap Imóveis).

No segmento residencial, a avaliação toma como base anúncios de apartamentos prontos em até 50 cidades selecionadas. Já no comercial, os anúncios usados se referem a salas e conjuntos comerciais de até 200 m², localiados em 10 cidades selecionadas.

Pela metodologia, os preços dizem respeito a anúncios para novos contratos de aluguéis. O Índice, no entento, não considera em seu cálculo a correção dos aluguéis vigentes, uma vez que os valores sofrem reajustes contratuais períodicos.

Banquete matinal no Centro Histórico terá caminhada histórica, música erudita e Missa em Latim neste final de semana

Recentemente, estive no já conhecido Café da Manhã do Sobrado da Cidade, uma experiência inesquecível que combina cultura, música e gastronomia, e que tem se tornado parte do calendário de eventos turísticos do Rio. O evento acontece em sábados e domingos selecionados, às 9h30 da manhã, no restaurante da Rua do Rosário, oferecendo um cardápio do século XIX adaptado aos dias de hoje. O faustoso banquete de café da manhã seguido por uma caminhada histórica pela região do Paço Imperial se repete neste final de semana, sábado e domingo, dias 8 e 9 de junho.

Esta experiência quase que “imperial” se tornou mesmo um marco no calendário turístico do Rio de Janeiro, similar à famosa viagem de barco ao Castelinho da Ilha Fiscal, onde ocorreu o último baile do Brasil Império. Após a refeição – onde são servidas iguarias que não se come todos os dias, há uma caminhada guiada pela Praça XV, na área conhecida como Pequena Lisboa, terminando – após 1 hora de caminhada, até para que exista o jejum eucarístico – na quase tricentenária Igreja de Nossa Senhora da Lapa dos Mercadores, construída em 1750 e totalmente restaurada por uma iniciativa de empresários locais.

A experiência é enriquecida pela celebração de uma Missa Solene em Latim, acompanhada por música erudita e paramentos, pratarias e objetos históricos, tornando-se um programa imperdível de domingo. O incenso dos turíbulos de prata do século XVIII não sai da minha mente, assim como a deliciosa rabanada com calda de vinho do porto, que tem a textura absolutamente inesquecível. O custo do passeio, da aula de história, do invulgar banquete matinal e dos lugares marcados numa das mais lindas igrejinhas do país – sem contar o show à parte da música sacra entoada pelo coral e orquestra da cantora Juliana Sucupira (a famosa cantora da janela, da época da pandemia) é de 300 reais por pessoas e o restaurante agora oferece um desconto especial para os cariocas, facilitando o acesso a essa verdadeira viagem no tempo. Também há descontos para grupos, mas o número de pessoas é limitado a 40.

O passeio pela região histórica, incluindo a Travessa dos Mercadores, o famoso Arco do Teles e o entorno da Rua do Ouvidor, é conduzido por uma historiadora e um guia, proporcionando uma imersão na história do Rio de Janeiro, do Brasil e de Portugal, nas imediações do lindo Chafariz do Mestre Valentim.

Na Igreja de Nossa Senhora da Lapa dos Mercadores, o Coral Astorga proporciona momentos memoráveis com músicas sacras e liturgia rica, transportando os visitantes ao passado. O templo é também um pequeno museu de Arte Sacra, e tem uma exposição museológica que conta a história da Irmandade de Comerciantes que o ergueu, e da própria igreja, assim como é possível visitar a famosa Bala de Canhão e a imagem de Nossa Senhora que, por ela atingida em 1893, caiu de 25 metros de altura e quebrou apenas 2 dedinhos. Você verá uma cruz quebrada na mão dela, mas esta daí foi um faxineiro que quebrou.

O Sobrado da Cidade oferece este final de semana uma experiência única, com um menu inspirado no século XIX, servido por garçons vestidos à moda vitoriana, em um ambiente histórico. O café da manhã é serviço em porcelana histórica e traz uma perspectiva nova sobre a gastronomia daquela época.

O evento não apenas alimenta o corpo, mas também a mente e a alma, combinando gastronomia, cultura e fé. Com a nova política de descontos para residentes do Rio, a experiência se torna ainda mais acessível, destacando-se como uma atração turística imperdível na cidade.

Serviço:

  • Horários do Evento:
    09h30 – Café Imperial século XIX
    11h – Visita Guiada Histórica e, ao final, às 12h, chegada à Igreja dos Mercadores, onde estará sendo celebrada uma Missa Solene, com coral e grande orquestra.
  • Endereço: Sobrado da Cidade – Rua do Rosário 34 – Centro – Rio de Janeiro
  • Valor por pessoa: R$ 250,00 (para moradores do Rio com comprovante de residência) ou R$ 300,00 para turistas
    *No pix ou cartão de crédito.
  • Reserva e pagamento antecipado.
  • No máximo 40 participantes
  • Informações e reservas pelo WhatsApp: 21 97978 4353

[Além dos meios de transporte públicos – o restaurante fica próximo às barcas, ao Metrô Carioca e na cara do VLT-Praca XV, é possível estacionar próximo, no Terminal Garagem Menezes Côrtes, e a caminhada é de 5 minutos]

Abaixo, algumas fotos da Igreja, que é bem tombado nacional, e é protegida pelo IPHAN.

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lapa dos mercadores 2024 Banquete matinal no Centro Histórico terá caminhada histórica, música erudita e Missa em Latim neste final de semana

Tragédia em Câmera Lenta: a destruição da cidade de Atafona é versão lenta e gradual do caos no RS

Atafona é uma cidade balneário, com uma vila de pescadores e um pequeno porto e que hoje leva uma vida apocalíptica. Distrito do município de São João da Barra, que fica ao norte do Rio de Janeiro – quase divisa com o Espírito Santo, tem sido gradualmente engolida pelo mar há cerca de 40 anos. A cidade chegou a ser também um concorrido balneário para as famílias endinheiradas de Campos dos Goytacazes na primeira metade do século XX. As fotos impressionam (link abaixo), ainda mais em um momento em que o mundo discute as mudanças climáticas e o Brasil chora a desgraça do Rio Grande do Sul.

A Avenida Beira Mar, como era chamada a principal via da cidade, já foi engolida pelas águas e, junto com ela mais de 200 casa e lojas – cerca de 14 quarteirões – também sumiram durante as últimas décadas. No local, usineiros campistas e outras personalidades proeminentes tinham belas casas de veraneio, que acabaram absorvidas pelo mar.

O engenheiro Raoul Michel de Thuin, proeminente figura da sociedade campista, tinha uma casa de praia na cidade. Seu filho, o cirurgião Rawlson de Thuin, contou ao Diário: “Meu pai comprou a casa, linda, de uns usineiros. Chegamos a construir um dique, mas a casa acabou sendo levada pelas águas de qualquer forma”.

Todo ano famílias diferentes enfrentam o mesmo problema: uma espécie de desapropriação do seu imóvel; e nesse caso, é pela própria mãe natureza. Apesar disso, muitos moradores insistem em não abandonar seus imóveis e continuam convivendo com a incerteza.

Há moradores que dizem que é o fim do mundo se aproximando, mas a ciência pode explicar. Especialistas apontam como causas deste fenômeno uma soma de fatores, que incluem ações humanas e efeitos das mudanças climáticas numa região que, desde o início, teve uma ocupação habitacional desordenada. Um dos principais fatores apontados pelos que não creditam o problema às mudanças no clima é a diminuição do fluxo de água do Rio Paraíba do Sul e uma possível mudança de seu curso, causados pela construção de barragens. Processos geológicos naturais também são apontados como um dos fatores, mas há um consenso entre pesquisadores de que o processo tem sido intensificado por ações humanas.

Os primeiros registros de erosão costeira em Atafona são de 1954, na Ilha da Convivência, que hoje já foi praticamente toda engolida. Na praia de Atafona, o evento veio a ocorrer cerca de cinco anos depois, mas a destruição se intensificou na década de 1970 e não parou até os dias de hoje. 

A Prefeitura de São João da Barra calcula que o avanço do mar já destruiu 500 residências e comércios, porém moradores locais e pesquisadores estimam que este número pode ser ainda maior. O mar avança cerca de 3 metros por ano sobre Atafona. Se você visitar o local a cada 6 meses, sempre verá uma paisagem diferente.

Imagem histórica do Pai Eterno que iria a leilão em SP é desapropriada pela Prefeitura do Rio e deve voltar pra cidade

A imagem do Divino Pai Eterno de autoria do Mestre Valentim – artífice de fama internacional – e que ornamentava o altar e retábulo da maior jóia barroca do Rio de Janeiro, a destruída Igreja de São Pedro dos Clérigos, acaba de ser tombada e desapropriada por 2 decretos do Prefeito Eduardo Paes (PSD), publicados agora há pouco numa edição extra do Diário Oficial do Município. A imagem de Deus Pai – na tradição católica uma das figuras da Santíssima Trindade – olhou pelos cariocas de 1733, quando foi instalada na bela igreja em formato elíptico demolida para dar lugar à Avenida Presidente Vargas, até 1944, quando foi vendida a um colecionador particular. Trata-se de um dos maiores ícones do barroco brasileiro, que seria arrematada na noite de hoje. O DIÁRIO DO RIO havia revelado aqui, com exclusividade, que a peça seria vendida esta noite.

A igreja foi um dos primeiros templos tombados do país, mas acabou destombada pra ser demolida (junto com outras 2) por Getúlio Vargas, e por um lapso da legislação e do sistema de Patrimônio Histórico do país – à época quase que recém criado – acabou sendo autorizada a dispersão de muitas de suas peças móveis, apesar da construção da nova Igreja de São Pedro, no Rio Comprido. Colecionadores de todo o país acabaram comprando suas lindas talhas e intrincadas imagens; dentre elas, a espetacular estátua do Divino Pai Eterno, com o orbe (o mundo) e sua barba branca. A imagem iria a leilão esta noite, em São Paulo, pelo martelo do leiloeiro Luiz Fernando Dutra, da Dutra Leilões, uma das mais reputadas casas de leilões do país, especializada em antiguidades. O lance inicial é polpudo: 900 mil reais; a obra pertencia ao acervo dos mega colecionadores Cárbia Sabatel de Bourrol e José Celestino Monteiro de Barros Burroul. José Celestino era membro da Academia Paulista de História e a coleção do casal era uma das mais abrangentes do país.

O decreto de Paes, que é inovador por ser a primeira vez que alguma esfera de governo no país interfere na revenda das peças arrancadas da Igreja de São Pedro. Há anos as lindas talhas e imagens que foram criadas pelos maiores artistas barrocos do país são vendidas pra lá e pra cá, sem nenhuma ação do Patrimônio Histórico, seja do Estado, da Cidade ou do País. Segundo especialistas, várias partes da igreja já estão fora do país, e se tornaram verdadeiras lendas. Por sorte, o Arquivo Noronha Santos tem imagens internas detalhadas do templo, onde é possível reconhecer os tesouros que lá havia antes da destruição feita com desmazelo pelo patrimônio cultural dos cariocas. Segundo informações, o leiloeiro já retirou as peças desapropriadas do leilão.

A prefeitura inova agora na proteção do Patrimônio Histórico, e decidiu também devolver mais duas peças de grande valor à apreciação do público. Um detalhado e rebuscado retábulo barroco e um enorme par de anjos adoradores, que seriam também vendidos pela Dutra Leilões no grande leilão de arte que durará 6 dias e tem peças de grande importância histórica, com prataria de primeira linha e algumas reminiscências do período imperial. “Maravilhosa iniciativa do Prefeito Eduardo Paes, que, sem demora, fez um decreto para preservar os bens móveis de nossa arte sacra do Século XVIII, da Igreja de São Pedro dos Clérigos, demolida em 1944″, disse o Padre Silmar Fernandes, Curador da Comissão de Patrimônio da Arquidiocese do Rio de Janeiro, que também enviara carta ao Leiloeiro, pedindo a suspensão do leilão para averiguação sobre a forma de aquisição da peça.

IMG 8689 Imagem histórica do Pai Eterno que iria a leilão em SP é desapropriada pela Prefeitura do Rio e deve voltar pra cidade

A Igreja de São Pedro dos Clérigos era considerada uma das maiores joias barrocas da cidade do Rio de Janeiro. Sua arquitetura majestosa, decorada com o rico trabalho de talha do Mestre Valentim, encantava quem a visitava. No entanto, apesar dos esforços para preservá-la, a prefeitura optou por sua demolição em 1944, levando ao desaparecimento físico da igreja e dispersando seus fragmentos em museus e outros templos pelo país.

Valentim da Fonseca e Silva, mais conhecido como Mestre Valentim (Serro, Minas Gerais, 13 de fevereiro de 1745 — Rio de Janeiro, 1 de março de 1813), foi um dos principais artistas do Brasil colonial, tendo atuado como escultor, entalhador e urbanista no Rio de Janeiro.

Além disso, a venda de objetos supostamente ligados à Igreja de São Pedro dos Clérigos não tem sido incomum, e muitas vezes esses itens são até falsamente atribuídos ao famoso templo (declarados como sendo da Igreja sem sê-lo) para aumentar seu valor no mercado antiquário e religioso. Não é o caso do item, que é genuíno e consta claramente nas fotos do Arquivo Noronha Santos. A descrição do lote que agora integrará o patrimônio dos cariocas, no leilão, ressalta a importância histórica da figura que coroava o antigo retábulo, com 125 cm de largura e 114 cm de altura total, “com o belíssimo resplendor de prata, ornado com pedras coloridas.”

A história da Igreja de São Pedro dos Clérigos permanece viva na memória daqueles que reconhecem sua importância para a identidade cultural da cidade, principalmente do Centro do Rio de Janeiro, que com as diversas iniciativas privadas e públicas que buscam sua revitalização, vem renascendo. A cada dia mais cariocas e turistas visitam o grande circuito das igrejas históricas do Centro, que incluem maravilhas como a Igreja de Nossa Senhora da Lapa dos Mercadores, a Candelária, a Sao Francisco de Paula, e a antiga Sé. E em breve, poderão visitar, em algum museu, a mais importante imagem do Divino Pai Eterno do barroco brasileiro, que voltará a proteger – e de pertinho – o povo do Rio de Janeiro.

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lapa dos mercadores 2024 Imagem histórica do Pai Eterno que iria a leilão em SP é desapropriada pela Prefeitura do Rio e deve voltar pra cidade

Sepetiba, Guaratiba e Reserva podem ficar debaixo de água em 2030

A Climate Central, uma ONG formada por cientistas e jornalistas que tem por objetivo pesquisar e noticiar os fatos sobre as mudanças climáticas criou um mapa interativo, um tanto pessimista, que prevê um cenário verdadeiramente apocalíptico para as cidades costeiras. O trágico e recente evento que ocorreu no Rio Grande do Sul traz novamente à discussão à tona, em que pese haja evidências de que a infraestrutura dos gaúchos para conter estas tragédias não se encontrava em perfeitas condições.

Os dados, documentados na Nature, principal revista científica do mundo, e revisadas por outros cientistas mostra que a ameaça do aumento do nível do mar ameaças pessoas no mundo, e podem ter profundas consequências econômicas e políticas ainda durante a vida da atual geração. O problema, de gravidades imensas no Leste Asiático, deve atingir, até 2100, áreas que hoje vivem cerca de 200 milhões de pessoas.

Diferente de outras pesquisas, os dados do Climate Central leva em conta que novas informações revelam que a altura de regiões costeiras são significantemente menores do que se pensava anteriormente. Daí então dados muito mais alarmantes.

O nível do mar deve subir entre 60 cm e mais de 2 metros durante o século XXI. E alguns problemas já serão sentidos na próxima década de 2030. Isso se levar em conta o cenário mais pessimista, acreditando que nada será feito nos próximos anos.

Veja o mapa que mostra Sepetiba até Guaratiba em 2030, o vermelho é a parte que pode ficar submersa:

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Já em 2060 pode sobrar muito pouco da parte do Rio banhado pela Baía de Sepetiba:

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E no fim do século poderá se trocar o trem por barcas:

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Guaratiba e a praia da reserva também deixariam de existir, com a Lagoa de Marapendi se ligando definitivamente ao mar em certos trechos. Veja como seria em 2030:

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Em 2060

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E finalmente 2100, quando praticamente não haverá mais terra no litoral carioca:

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O ambientalista Sérgio Ricardo já chamou atenção aqui no DIÁRIO DO RIO para o desafio das mudanças climáticas e a elevação do nível do mar. “No Rio de Janeiro, partes da orla marítima do Recreio dos Bandeirantes, nas ilhas do Governador e Paquetá e em cidades da Região dos Lagos e da Costa Verde Verde fluminense, já vem sofrendo os impactos das inundações e da destruição da faixa litorânea e de infraestruturas urbanas (como calçadas e ruas, píers atracadouros e até mesmo moradias, pousadas e do comércio de praia) que são refeitas e/ou reconstruídas periodicamente pelas prefeituras, de forma paliativa e cada vez mais frequente, como se fosse uma “operação enxuga gelo” (no sol!), cujos custos financeiros são cada vez maiores para os cofres públicos.”

Segundo especialistas – em que pese haja cientistas e publicações especializadas que negam a gravidade e mesmo a existência das mudanças climáticas – os cenários aqui são os mais pessimistas, mas nada vem sendo feito para que haja otimismo com o problema pelo qual, segundo a mídia e os cientistas do mainstream, o mundo vem passando.

Nem Ipanema, Leblon ou Jd. Botânico: conheça a residência de Eduardo Paes na Zona Norte do Rio

Nesta manhã de sábado (01/06), o prefeito do Rio, Eduardo Paes, compartilhou um vídeo nas redes sociais, destacando as estradas sinuosas da Floresta da Tijuca. Ele brincou: “Qual prefeito do mundo sai de casa e passa pela maior floresta urbana do mundo? Só o do Rio!” Ao fundo, o céu azul contrastando com a Pedra da Gávea, no caminho para São Conrado, capturou a atenção de todos. Embora muitos pensem que o prefeito reside em um dos endereços mais luxuosos da cidade, como Ipanema, Leblon ou nos mega condomínios luxuosos do Jardim Botânico, a verdade é que sua residência oficial está na Zona Norte do Rio e é tão charmosa quanto os outros endereços cobiçados. Construída em um dos bairros mais frescos e pitorescos do município, o Alto da Boa Vista, o imóvel é conhecido como Gávea Pequena e é a residência oficial dos prefeitos da cidade do Rio.

A história dessa propriedade remonta ao início do século XIX, quando o francês Louis François Lecesne adquiriu terras na região e iniciou o cultivo de café. Ao longo dos anos, passou por diferentes proprietários até que, em 1916, parte das terras foi vendida à Prefeitura do Distrito Federal. A intenção era transformar o local numa colônia de férias esportiva, que posteriormente se tornou um ponto de encontro para figuras políticas, como Washington Luís, que frequentava a casa.

Nos anos seguintes, a Gávea Pequena testemunhou diversos episódios marcantes, desde a luta contra pragas de saúvas até se tornar o refúgio de fim de semana do poder na década de 1950. Figuras como Getúlio Vargas e Harry Stone, o “embaixador” de Hollywood no Brasil, frequentaram o local, tornando-o um cenário histórico de encontros políticos e sociais.

A residência em estilo chalé romântico, além de sua aura histórica, oferece uma decoração austera, com destaque para um quadro de Di Cavalcanti e um piano de cauda francês na sala de jantar. Com oito quartos, sala de cinema, sala de estar com lareira, sala de jogos e sauna, a casa também conta com uma extensa área externa, incluindo jardins projetados por Roberto Burle Marx, piscina, quadra de tênis, campo de futebol, casa na árvore para crianças, cachoeira, capela e uma vasta criação de animais.

Após o fim do regime militar em 1985, a Gávea Pequena tornou-se a residência oficial da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, sendo habitada por todos os prefeitos, exceto Luiz Paulo Conde e, recentemente, por Marcelo Crivella, que optou por permanecer em seu apartamento na Península, na Barra da Tijuca.

Em 2019, a casa foi oficialmente reconhecida como patrimônio histórico do Rio de Janeiro, um testemunho de sua importância cultural e arquitetônica para a cidade. Em 2020, o prefeito Eduardo Paes retornou à residência, onde viveu durante seus dois mandatos anteriores, dando continuidade a uma tradição da política carioca.

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Prédio de clube esportivo na Lapa vai a leilão por dívidas trabalhistas

Em junho, um famoso prédio localizado na Lapa irá a leilão. Trata-se da sede da ACM (Associação Cristã de Moços do Rio), localizada na Rua da Lapa, 86. Trata-se do braço carioca da entidade esportiva mundialmente conhecida como YMCA, aquela da famosa música e da coreografia do grupo Village People. A informação foi divulgada pelo jornalista Ancelmo Gois.

O prédio cujo leilão pode ocorrer no mês que vem, conta com 13 andares, piscina semiolímpica, quadras, academia e é um dos maiores da região. A ação foi movida por dívidas trabalhistas e o leilão deve ter como lance inicial R$ 72 milhões. A ACM ocupa apenas os andares mais baixos, e utilizava os andares superiores para conseguir renda para suas atividades, alugando-os. Porém, estão vazios há anos, após a saída de uma universidade que ocupava grande parte deles. A entidade enfrenta uma crise, apesar de ter uma infraestrutura esportiva de fazer inveja às melhores academias da cidade; segundo funcionários, as academias com aparelhos modernos tiraram muitos usuários da ACM, que também tinha outros “inconvenientes”, como a obrigatoriedade de usar uniforme para usar os seus serviços e academias.

Há cerca de 3 anos, o prédio, que tem cerca de 18.000m2, estava sendo anunciado para venda por 60 milhões de reais. Segundo corretores consultados pelo DIÁRIO, o prédio, em valores de hoje, não valeria mais que 30 milhões. “A Lapa não é um local valorizado para escritórios. Eles raras vezes são vendidos a mais de R$ 1.000,00 por cada metro quadrado; uma sala de 30m2 é vendida por 40 mil reais. Tem prédios modernos com vacância superior a 75% na região. A lógica seria fazer sua transformação de uso para residencial, o que agregaria mais valor ao edifício, mas, mesmo assim, os custos da obra de conversão são enormes – superiores a R$ 5.000 por metro quadrado – e o valor final de venda fica em torno de R$ 10.000,00”, explica Wilton Alves, diretor da Sergio Castro Imóveis.

Novo residencial de 900 unidades na Baixada segue tendência de condomínio completo

A Baixada Fluminense tem se destacado como uma das regiões de maior crescimento urbano no estado do Rio, depois da capital. Com seus municípios em constante expansão, é em Nova Iguaçu que esse cenário se torna ainda mais evidente. Historicamente, a cidade lidera os números de lançamentos habitacionais na região, se consolidando como uma das mais valorizadas da Baixada. O município conta atualmente com dois grandes shoppings, um amplo centro comercial e uma diversidade de serviços que atendem às necessidades dos seus moradores. A crescente oferta de infraestrutura e serviços tem despertado o interesse e a atenção dos investidores do ramo imobiliário, que veem na cidade um potencial de crescimento e valorização para seus empreendimentos.

Um exemplo que chama atenção o novo lançamento no município, com quase 900 unidades previstas. O Residencial Conceito Califórnia, localizado no bairro Califórnia, promete trazer uma nova perspectiva para a vida urbana na região. A incorporadora Jerônimo da Veiga traz um projeto de seis torres, cada uma com 15 pavimentos, oferecendo uma variedade de opções de moradia para atender às diversas necessidades dos futuros moradores, contando com apartamentos de 2 quartos, com varanda integrada na cozinha, e gardens.

O condomínio ainda contará com localização privilegiada na Via Dutra, proporcionando fácil acesso às cidades do Grande Rio e a uma grande variedade de serviços, como supermercados, faculdades e estações de trem. O empreendimento se destaca com uma série de facilidades e comodidades para os moradores, incluindo playgrounds, quadras de Beach Tennis, salões de festas, complexo aquático, academia, churrasqueira, quadra poliesportiva, espaço pet, minimercado, redário e muito mais.

Tendência

JV CC PISCINA 01 REV04 H A 1 Novo residencial de 900 unidades na Baixada segue tendência de condomínio completo

O setor imobiliário de Nova Iguaçu está passando por uma transformação significativa, acompanhando uma tendência que já se consolidou em áreas nobres da capital, como na Barra da Tijuca. O surgimento de grandes condomínios residenciais na cidade está redefinindo o conceito de moradia, oferecendo um modelo que preza pela comodidade e qualidade de vida dos moradores. Ao contrário do que se via no passado, onde condomínios localizados fora do perímetro urbano eram associados a áreas degradadas, os novos empreendimentos do município surgem dotados de uma excelente infraestrutura desde sua concepção. Com extensas áreas verdes e uma gama completa de opções de lazer, esses condomínios proporcionam aos moradores a possibilidade de resolverem suas questões cotidianas sem precisar sair de casa.

Documentário conta a história da Sérgio Castro Imóveis

O Documentário da historiadora Nubia Melhem que conta a trajetória da empresa Sérgio Castro Imóveis, lançado no YouTube recentemente, além de mostrar o caminhar da empresa familiar, parte de um grupo fundado em 1911 e que já vendeu mais de 150 mil imóveis nesta trajetória, traça um interessante paralelo com a história do Rio de Janeiro, sobretudo na questão imobiliária. O filme mostra a evolução do mercado imobiliário desde o início do século XX, e pode ser assistido gratuitamente.

A história da tradicional firma imobiliária é contada no filme, através de imagens da cidade do Rio de Janeiro, infográficos e legendas que descrevem o passado e o presente do ramo de imóveis, mostrando o desenvolvimento imobiliário da cidade, década a década. Acontecimentos marcantes, como as mudanças na cidade, por exemplo quando as casas passaram a virar prédios – a chamada verticalização, são destacados. Outra coisa muito interessante, inclusive pra quem gosta de marketing, é ver a evolução dos anúncios (propagandas) da empresa, no decorrer das décadas.

A imobiliária, que nasceu da Companhia Brasileira de Immoveis e Construções – COBIC, foi responsável pela urbanização do Grajaú, na década de 20, e pelo lançamento do Recreio dos Bandeirantes, no final da década de 50. O engenheiro Antônio Eugênio Richard – o conhecido ‘engenheiro Richard’, do Grajaú – era bisavô do empresário Sergio Castro, e, poucos sabem, participou também da companhia aérea Aeropostale. Tudo isso é demonstrado no filme, que conta a história do setor no Rio através de páginas de revistas, fotografias, e matérias de jornal.

A COBIC foi a primeira grande companhia imobiliária do Brasil, fundada 1 ano antes da Companhia City, por muitos considerada pioneira no país. A City tinha capital inglês, enquanto a COBIC foi fundada com recursos de investidores franceses, capitaneados por Richard.

Outros fatos históricos da cidade, da empresa e do mercado imobiliário no Rio de Janeiro são mostrados no filme, que é realmente muito interessante e trata de um assunto pouco explorado e está disponível, no Youtube. O documentário se chama “Uma família no mercado imobiliário desde 1911” e tem pouco mais de 18 minutos de duração. Passatempo bacana para quem gosta de saber um tanto mais de história, nestes tempos de pandemia.

A pesquisa e a seleção de imagens foi da historiadora Núbia Nelhem Santos, que, entre outros trabalhos, escreveu o badalado livro sobre a história do Theatro Municipal do Rio. A direção foi de Daniela Kallmann, junto com Núbia. As duas, ainda, fizeram o trabalho de edição, ao lado de Patrícia Tebet.

A supervisão geral ficou por conta de Márcio Roiter, do Instituto Art Déco Brasil. As fotografias são de Marc Ferraz, Augusto Malta, Marcel Gautherot e José Olímpio.

“O trabalho ficou excelente e mostra como surge o mercado imobiliário do Rio de Janeiro, e marca o pioneirismo de nossa empresa”, comemora Lucy Dobbin, superintendente da Sergio Castro, que mantém um Centro Cultural de excelência na Rua das Laranjeiras, 490, em palacete histórico da década de 20 onde funciona também uma sede administrativa da empresa. No local, uma exposição permanente conta a história da tradicional imobiliária e do mercado imobiliário do Rio de Janeiro. Um livro está sendo editado contando a história.

SERGIO CASTRO - A EMPRESA QUE RESOLVE, desde 1949
Com mais de meio século de tradição no mercado imobiliário do Rio de Janeiro, a Sergio Castro Imóveis – a empresa que resolve contribui para a valorização da cultura carioca
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lapa dos mercadores 2024 Documentário conta a história da Sérgio Castro Imóveis

Romário xinga mãe atípica após ser criticado por omissão

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Mãe de um garoto, de 7 anos, com autismo, deficiência intelectual e TDAH, a estudante de psicologia Dayane Valencio foi agredida verbalmente pelo senador Romário (PL-RJ) depois de postar em sua conta no Instagram, nesta quinta-feira (14), uma publicidade de ônibus com ex-jogador beijando uma bola. Na legenda, a mãe atípica escreveu: “O único lugar que ele participa das manifestações dos PCDs até o momento! (Impresso no ônibus)”.

Segundo o site Tempo Real, irritado com a manifestação de Dayane Valencio, Romário retrucou a estudante com uma mensagem ofensiva por direct: “Você é bem escrota e ingrata. Sabia, babaca?”. Dayane luta há dois meses para que a Amil ofereça o tratamento que o seu filho necessita.

A mulher, que foi bloqueada pelo senador do PL, explicou que ela e outras mães atípicas estariam tentando contato com Romário desde novembro do ano passado, sem sucesso.

“Pedimos ajuda desde novembro do ano passado, mas ele não respondeu. Quando eu falei que ele só participa efetivamente das nossas manifestações em cartazes impressos em ônibus, ele se sentiu ferido e, aí sim, me respondeu. E com ofensas!”, lamentou a estudante, segundo o Tempo Real.

Depois de ser agredida verbalmente, Dayane Valencio publicou uma carta aberta direcionada ao senador, que tem na defesa dos direitos das pessoas com deficiência uma das suas bandeiras. Romário é pai de Ivy Faria, de 19 anos, que nasceu com síndrome de Down.

“Uma mãe que vem a meses sofrendo na luta pelos direitos à saúde, de várias pessoas portadores de deficiência e ainda tem que ler coisas ruins de quem deveria estender as mãos”, desabafou a estudante de psicologia, acrescentando que se sentiu traída pelo ex-jogador: “Sua falta de ação diante das nossas reivindicações é uma traição à confiança que depositamos em seu mandato”, disse Valencio, como repercutiu O Globo.

Sobre as agressões verbais, Dayane Valencio fez outro desabafo: “Escrota de segunda a sexta há 6 anos levando o meu filho para os tratamentos, sou escrota chorando e seguindo em frente, sem que ele perceba para que ele não sofra, sou escrota quando me coloco de lado, me esqueço, para poder cuidar e dar atenção somente a ele. Sou escrota quando as pessoas não entendem a minha luta e me invalidam como o senhor!”.

Os xingamentos, no entanto, não foram direcionados apenas à Dayane. Ao ser criticado por outras mães atípicas, que defenderam a estudante, Romário também foi agressivo por direct: “Não vou me calar nunca! Antes de criticar, procura se informar sobre meu mandato relacionado à defesa dessa causa. Ela e outras precisam me respeitar para não serem chamadas de escrotas. Combinado?”

Em mensagem endereçada a outra mãe atípica, o senador lembrou que há 14 anos luta, em Brasília, pela causa dos PCDs. Diante disso, questioná-lo seria ingratidão.

“Uma mãe atípica não pode vir dizer que eu não defendo essa causa sendo que praticamente todos esses quase 14 anos de mandatos eu sou, com certeza, um dos que mais luta em Brasília nessa área. Você também é ingrata?”, questionou o ex-jogador.

O Tempo Real tentou falar com Romário através da sua assessoria, mas ele não quis comentar o assunto.

Com informações do site Tempo Real e jornal O Globo.

Santo Antônio levou mais de 40 mil fiéis ao Largo da Carioca, nesta sexta-feira

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Mais de 40 mil devotos subiram os 100 degraus rumo ao Convento Santo Antônio, no Largo da Carioca, no Centro do Rio, nesta quinta-feira (13), dia do santo, que é um dos mais queridos do Brasil. A movimentação de fiéis começou antes mesmo do início da primeira missa, que foi celebrada às 6h. Ao longo do dia, as nove missas em honra do “Santo Casamenteiro” lotaram a bela igreja, onde 30 frades da Fraternidade do Convento e de fraternidades vizinhas se empenharam no atendimento para bênçãos individuais, escuta de fiéis que desejavam partilhar uma graça ou um pedido, distribuição dos pãezinhos e aspersão de água benta. A festa em honra de Santo Antônio também contou com a participação de mais de 100 voluntários, além dos funcionários do Convento, que trabalharam incansavelmente na logística das homenagens ao padroeiro dos pobres.

O ápice da celebração aconteceu às 15h, quando o arcebispo do Rio de Janeiro, o cardeal Orani João Tempesta deu início à missa especial, que contou com a participação de um coral integrado por músicos do Theatro Municipal. Durante a missa, o cardeal fez alusão ao tema da Trezena, “Santo Antônio, nosso amigo, nosso irmão”, para incentivar os devotos de Antônio a assumirem as suas responsabilidades para que a cidade do Rio seja um lugar mais ordeiro, pacífico e fraterno. A colaboração dos frades franciscanos na condução da missão evangelizadora do Convento também foi destacada pelo arcebispo como um ponto importante para a disseminação e fortalecimento da fé católica. Dom Orani também agradeceu à organização da peregrinação da imagem de Santo Antônio, que percorreu vários locais da cidade na mais perfeita ordem.

Dom Orani na missa de Santo Antonio Vatican News Santo Antônio levou mais de 40 mil fiéis ao Largo da Carioca, nesta sexta-feira
Vatican News

Para facilitar a veneração dos fiéis, além da histórica imagem do altar-mor, outras imagens de Santo Antônio foram instaladas em lugares estratégicos do Convento. Em uma delas, colocada junto ao mastro na frente da igreja, os devotos, seguindo a tradição, amarram fitinhas e depositaram pedidos por escrito aos pés do Santo. Junta à imagem peregrina também foram depositados centenas de bilhetes, com pedidos e agradecimentos ao Santo, que também é padroeiro dos padeiros e das mulheres inferteis.

Para estreitar as relações de amizade entre os santuários do Convento Santo Antônio e do Cristo Redentor, às 11h, o frei Gustavo Medella celebrou uma missa no Corcovado. A cerimônia, oficiada com a presença da imagem do “Santo Casamenteiro”, teve bênção e a distribuição dos pãezinhos. Em sua homilia, frei Medella, lembrou a relação de profunda intimidade de Santo Antônio com Jesus Cristo:

“A visita de hoje é um gesto que revela o quanto a intimidade que Antônio cultivou com Cristo foi sinal de bênção para a vida dele e continua sendo para nosso vida hoje. O Cristo de braços abertos, conforme o vemos aqui neste Santuário, abraçou a Antônio e segue nos abraçando”, afirmou o religioso.

O Declínio do clã Reis – Bastidores do Rio

Erro
A Polícia Federal erra ao acabar com o grupo especial de investigação do assassinato de Marielle Franco.

Erro II
No processo contra os Irmãos Brazão, baseado na delação de Ronnie Lessa, há fortes inconsistências que podem levar a julgar a inocência dos hoje acusados.

Erro III
O ideal seria procurar provas mais sólidas se os hoje acusados são realmente culpados ou apenas bodes expiatórios. Porque se forem, o problema é muito mais fundo.

Declínio
Os últimos movimentos políticos mostra que a família Reis continua com seu poder em declínio.

Declínio II
Uma, hoje provável, derrota na Prefeitura de Caxias pode ser o fim do clã, que já não é muito querido por seus pares.

Empreendedores do G20
No próximo domingo, Fabio Zibenberg e Pedro Jasmim, sócios do Grupo Berlinn, realizam uma palestra sobre empreendedorismo jovem no G20 Yea Summit, na Casa de Cultura Lauro Alvim.

Minas e Dom Orani
Em bonita solenidade no belo Palácio São Joaquim, na Glória, o Arcebispo do Rio de Janeiro recebeu por Decreto do Governador Romeu Zema, a maior condecoração do governo mineiro, a Medalha da Inconfidência.

Toni Garrido
Toni Garrido dará palestra motivacional sobre jornada e coletividade no Expo Síndico Cipa, encontro gratuito que acontecerá no dia 27 de junho (quinta-feira), a partir das 8h30, no Village Mall, Barra da Tijuca. A Cipa acaba de completar 70 anos.

Toni Garrido II
O cantor e um time de especialistas prometem entreter os síndicos com muito conteúdo sobre Entregas de Delivery: subir ou não subir ao apartamento?, Animais em Condomínios, e Gestão de Pessoas e Conflitos, entre outros temas. Inscrições no link.

Envenenamento de cães na Barra: manifestação reúne tutores e autoridades contra o uso de produtos químicos nas ruas da cidade

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Moradores do Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca, o deputado federal Marcelo Queiroz e os vereadores Marcos Paulo (PT) e Luiz Carlos Ramos (PSD) realizaram uma manifestação para conscientizar sobre o risco do uso de produtos químicos nas ruas da cidade, que provocaram o envenenamento de mais de 40 cães na região. Pelo menos sete animais morreram.

No ato, que aconteceu na tarde desta sexta-feira (14/06), foram apresentados aos tutores os projetos de lei municipal e federal que regulamentam a utilização deste tipo de substância. Um dos PLs, apresentado esta semana pelo deputado Marcelo Queiroz, em Brasília, prevê a coibição do uso da Aldicarbe (carbamato Aldicarb), conhecido popularmente como “chumbinho” como método de controle de pragas.

  • Os casos de envenenamento servem de alerta sobre o uso indiscriminado de substâncias tóxicas. A minha proposta é incluir também as responsabilidades dos poderes públicos em relação à fiscalização e ao desenvolvimento de políticas públicas – explicou Marcelo Queiroz.

O caso está sendo investigado pela Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA).

Praça Nelson Mandela, em Botafogo, recebe ação de ordenamento; 3 barracas são removidas

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Nesta sexta-feira (24/06), a Prefeitura do Rio de Janeiro realizou uma operação de ordenamento urbano na Praça Nelson Mandela, em Botafogo. Durante a ação, comandada pela Subprefeitura da Zona Sul em parceria com as secretarias municipais de Ordem Pública e de Assistência Social, os agentes verificaram os respectivos alvarás de funcionamento de expositores que ocupam o local, como vendedores de roupas e food trucks.

Três barracas instaladas em local não autorizado, prejudicando a circulação de pedestres e sem a presença do titular ou auxiliar – conforme prevê a lei 1876/92 do comércio ambulante -, foram removidas pela Prefeitura, e o passeio público liberado.

Paralelamente, um food truck foi encontrado em situação de furto de energia. O responsável pelo veículo alegou para os agentes que fez a solicitação de instalação de ponto de luz para a concessionária de energia, mas, como não foi atendido, acabou fazendo a ligação clandestina. Em consequência disso, foi encaminhado para a 10ª DP (Botafogo) e, posteriormente, levado à 12ª DP (Copacabana), onde foi preso em flagrante.

Yuri Antigo – Cristo Redentor recebe nova iluminação neste sábado (15/6). Entenda o motivo!

O Instituto Velho Amigo, ONG que há 25 anos trabalha pela inclusão de idosos em vulnerabilidade social, vai iluminar o Cristo Redentor, neste sábado (15/6), com a cor violeta. O motivo é nobre: nesta data é celebrado o Dia Mundial da Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa.

A ação faz parte do “Junho Violeta”, campanha mundial instituída em 2006 pela Organização das Nações Unidas (ONU) que alerta para os riscos e sinais de agressões — físicas e psicológicas — contra a população idosa. “Anunciar esta ação é muito simbólica para o Instituto Velho Amigo que está completando 25 anos. Ver a nossa causa ampliada é o melhor presente que o Instituto poderia ganhar neste aniversário”, comenta Regina Moraes, fundadora e presidente da ONG.

Boni decide se aposentar!

Boni Yuri Antigo - Cristo Redentor recebe nova iluminação neste sábado (15/6). Entenda o motivo!

José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, que foi um dos principais nomes da TV Globo, anunciou sua aposentadoria após 70 anos de trabalho em televisão. Sócio da TV Vanguarda desde 2003, afiliada da Globo no Vale do Paraíba (SP), ele avisou aos funcionários da emissora que está deixando o dia a dia da empresa e permanecerá apenas como sócio-proprietário. Os filhos, Bruno Boni e Reynaldo Buzzoni, passam a cuidar dos negócios. Boni está com 88 anos.

Show de Bruno Mars em prol das vítimas das enchentes do RS

Bruno Mars Yuri Antigo - Cristo Redentor recebe nova iluminação neste sábado (15/6). Entenda o motivo!

Bruno Mars fará um show beneficente e exclusivo no Brasil, sem venda de ingressos, idealizado pela Budweiser e a ONG Ação da Cidadania, cujo objetivo é ajudar as vítimas das enchentes do Rio Grande do Sul. A apresentação será no dia 1º de outubro, em São Paulo. Para concorrer a um par de ingressos, é preciso fazer uma doação no valor de R$ 50. A cada doação desta quantia, um número da sorte é enviado para o e-mail cadastrado. O sorteio será no dia 12 de julho. Todo o valor arrecadado será revertido em cestas básicas para a população gaúcha afetada na recente tragédia.

Binah Móveis inaugura loja no Centro do Rio

Daniela Seade e Antonio Paulo Veiga festejaram na terça-feira (11/6) a inauguração da nova loja Binah Móveis, localizada no Centro do Rio. Com proposta sofisticada e estilosa, o local oferece uma vasta gama de móveis de escritório de alta qualidade. O evento teve vip list de Nina Kauffmann e foi embalado ao som de Felipe Schmidt. Confira as fotos de Miguel Sá:

Par de Havaianas custando R$ 350? Entenda…

Havaianas em parceria com Dolce Gabbana Yuri Antigo - Cristo Redentor recebe nova iluminação neste sábado (15/6). Entenda o motivo!

Os clássicos chinelos Havaianas acabam de ganhar uma nova roupagem, numa parceria inédita da Alpargatas com a Dolce & Gabbana. A coleção de edição limitada tem quatro modelos estampados, com cores e formas clássicas da grife italiana. Os padrões são de leopardo, zebra, desenhos clássicos de cerâmicas italianas e carreto siciliano. Todos os modelos têm acabamento de veludo nas tiras, logotipo metálico da Havaianas e pin perolado com o clássico “DG”. Cada par custa R$ 349,90.

Nara Roesler apresenta exposição “Alberto Pitta – Outros Carnavais”

Alberto Pitta Yuri Antigo - Cristo Redentor recebe nova iluminação neste sábado (15/6). Entenda o motivo!

A Galeria Nara Roesler, em Ipanema, abre no próximo dia 20 a exposição “Alberto Pitta – Outros Carnavais”, com trabalhos do artista soteropolitano que com suas serigrafias revolucionou as fantasias do Carnaval da Bahia, onde é figura central. Com curadoria de Vik Muniz, seu amigo há 24 anos, a mostra faz um apanhado histórico de sua produção ao longo de mais de quarenta anos, junto a vários blocos (como o Olodum, do qual foi diretor artístico de 1984 a 1997), com tecidos, matrizes antigas e esboços, além de uma parte documental, com cadernos e livros. O segundo andar da galeria será dedicado aos seus trabalhos recentes e inéditos, como pinturas em serigrafia e tinta sobre tela, com predominância de tons de branco. No dia da abertura, às 19h, haverá uma conversa com Alberto Pitta e Vik Muniz.

Em São Conrado, o “sim” de Cinthia Monnerat e Wilson Barcellos…

Wanda Grandi Cinthia Monnerat e Wilson Barcellos Yuri Antigo - Cristo Redentor recebe nova iluminação neste sábado (15/6). Entenda o motivo!

O casamento da jornalista Cinthia Monnerat e o empresário Wilson Barcellos agitou São Conrado no último fim de semana. Em formato intimista, a celebração e a festa foram feitas na cobertura do casal, com cerimonial de Paula Figueiredo e buffet by Tassi Lage. Cinthia usou vestido exclusivo assinado por Morena Andrade. Com apenas 14 anos, Pedro Rzezineki, filho da noiva, mostrou todo seu talento como DJ da noite. Wanda GrandiLuiza Valdetaro e Ricardo Gontijo estavam entre os convidados.

Luiza Valdetaro e Ricardo Gontijo Yuri Antigo - Cristo Redentor recebe nova iluminação neste sábado (15/6). Entenda o motivo!

Fotos: Nova iluminação do Cristo Redentor – Reprodução / Boni – Reprodução / Bruno Mars – Reprodução / Inauguração da Binah Móveis – Miguel Sá / Havaianas DG – Divulgação / Alberto Pitta – Reprodução / Casamento de Cinthia Monnerat e Wilson Barcellos – Vera Donato

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lapa dos mercadores 2024 Yuri Antigo - Cristo Redentor recebe nova iluminação neste sábado (15/6). Entenda o motivo!

Manifestantes realizam protesto na Cinelândia contra projeto de lei que equipara aborto a homicídio

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Centenas de manifestantes estiveram na praça da Cinelândia, no Centro do Rio, em protesto ao Projeto de Lei (PL) 1904/24, na noite dessa quinta-feira (13). A mobilização esteve concentrada em frente à Câmara Municipal, na rua Marielle Franco.

A urgência para votação do projeto foi aprovada ainda na quarta-feira (12). O PL debatido no Congresso Nacional prevê que o aborto realizado após 22 semanas de gestação, sob qualquer hipótese, passe a ser considerado homicídio, mesmo nos casos em que a gravidez seja resultante de estupro. Embora o aborto seja ilegal no país, ele é autorizado em casos em que a gestação decorre de estupro, quando coloca em risco a vida da mãe, e quando os bebês apresentam anencefalia. O PL considera pena de seis a 20 anos de prisão para a mulher que fizer o procedimento.

A manifestação na capital fluminense foi acompanhada por protestos em São Paulo e Brasília. Entre cartazes com dizeres pedindo a saída de Arthur Lira (PP-AL) do Congresso, havia também aqueles que mostravam dados de violência sexual no Brasil. Conforme o Relatório Anual Socioeconômico da Mulher (Raseam), publicado em abril pelo Ministério das Mulheres, foram 67.626 ocorrências de estupros contra mulheres no país em 2022. Isso equivale aproximadamente a um estupro a cada oito minutos, conforme era apresentado por cartazes dos manifestantes.

Os dados mostram que o estado do Rio de Janeiro registrou 89 casos de estupro e violência sexual em 2023. As informações foram divulgadas pelo Relatório “Elas vivem: Liberdade de ser e viver”, realizado pela Rede de Observatórios da Segurança. Essa é uma iniciativa do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC) que acompanha os números sobre crimes de violência contra as mulheres desde 2020. O levantamento monitora os índices de nove estados brasileiros. Entre as unidades federativas, encontram-se: Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí e São Paulo, a região fluminense foi a segunda com o maior índice de qualificadores de violências contra as mulheres (675).

No Dia Internacional da Mulher, o governo do estado do Rio de Janeiro anunciou a criação de um painel de monitoramento de crimes cometidos contra a população feminina. O intitulado “Monitor da Violência Contra a Mulher” é utilizado pela Secretaria de Estado da Mulher (SEM) como ferramenta de acompanhamento de violências cometidas contra esse grupo. Nesse mesmo dia, o Instituto de Segurança Pública do estado do Rio de Janeiro (ISP) divulgou a plataforma do ISP Mulher, que disponibiliza dados dos principais crimes contra vítimas do gênero feminino.

O estado do Rio possui 14 delegacias e outros seis Núcleos de Atendimento à Mulher. Para registrar ocorrência ou denunciar casos de violência, ligue 197, para entrar em contato com as Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (Deam). Também é possível prestar queixa através do 180 – número da Central de Atendimento à Mulher.

Nos limites do município do Rio, a Prefeitura disponibiliza a central 1746, por onde recebe notificações de casos de assédio e agressões.“Eu acho que o Rio de Janeiro é o berço de onde muitas políticas antigênero estão sendo construídas. Eu acho que a mobilização das mulheres do Rio tem esse papel de ser referência também de forma articulada com o Brasil, e aqui no Rio eu acho que a gente tem uma responsabilidade de resistir. Existe uma necessidade de mobilização social. É preciso denunciar a aberração que é esse projeto de lei”, diz Luciana Boiteux, advogada, professora de Direito Penal e Criminologia da UFRJ, e vereadora pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL-RJ)

Dasa e Amil assinam fusão e criam 2ª maior rede de hospitais do Brasil

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A Dasa, rede carioca de saúde integrada, anunciou nesta sexta-feira que assinou acordo de fusão com a Amil para a criação de uma das maiores redes de hospitais do país (a segunda na prática) que terá controle dividido em partes iguais por ambas as companhias.

Chamada de Ímpar, a rede de hospitais das duas empresas terá 25 hospitais no Brasil e 4,4 mil leitos, a maioria na região Sudeste, com uma receita líquida de cerca de 10 bilhões de reais, segundo dados de 2023.

A transação vem para dar fôlego financeiro à dívida líquida da Dasa, com a companhia podendo segregar sua participação de 50% na ímpar em uma eventual listagem da empresa no segmento Novo Mercado da B3, afirmou a empresa.

O acordo prevê que a Ímpar tenha, no fechamento da transação, 3,85 bilhões de reais de dívida líquida, incluindo dívida líquida financeira, saldo de operações com derivativos, contas a pagar de aquisições e impostos parcelados. Não haverá aporte de dívida líquida pela Amil, que está contribuindo para o negócio com 11 hospitais e 1,6 mil leitos.

O conselho de administração da Ímpar terá três representantes de cada sócio e três membros independentes, e decisões serão tomadas majoritariamente por maioria simples. Dulce Pugliese de Godoy Bueno, da Amil, será nomeada presidente do conselho de administração da Ímpar e Lício Tavares Angelo Cintra, da Dasa, será nomeado presidente-executivo da companhia.

A Dasa ainda recebeu propostas de fusão com a Alliança Saúde, do empresário Nelson Tanure, mas as tratativas não foram adiante.

Em comemoração aos 74 anos do estádio, tour pelo Maracanã terá programação

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Neste domingo (16/06), o Maracanã vai comemorar 74 anos com uma programação especial no tour que acontece no estádio. As visitas terão direito a uma “apresentação” especial, com a realização de um quiz sobre a história do Maracanã. Haverá a entrega de brindes para os visitantes que acertarem as respostas (fotos lembrança, chute a gol e brindes do estádio).

Também será feita uma “clínica de embaixadinhas (gratuita)”, com um mateiro oferecendo mate na área da grama sintética e nas cadeiras do setor Maracanã Mais. Por fim, uma roda de samba irá animar o domingo dos visitantes.

Famílias terão descontos: na compra de dois ingressos, haverá cortesia para o terceiro ou para o estacionamento (compras bilheteria).

Amaury Lorenzo leva espetáculo ‘A Luta’ a Duque de Caxias e fala sobre próximos trabalhos

Neste domingo (16/06), às 19h, o ator Amaury Lorenzo, que fez grande sucesso no elenco da novela Terra e Paixão, da TV Globo, como o personagem Ramiro, apresenta o espetáculo “A Luta” no Teatro Firjan SESI de Duque de Caxias. O espetáculo é baseado na terceira parte do livro Os Sertões, de Euclides da Cunha e está com os ingressos esgotados. 

Com direção de Rose Abdallah e dramaturgia de Ivan Jaf, a obra é um monólogo teatral que transforma o ator em um poeta que conta, em uma longa prosa épica, as batalhas ocorridas em Canudos, em 1896, entre os homens e mulheres chefiados por Antônio Conselheiro e as forças militares da República, recém-proclamada no Brasil (1889).

Em entrevista ao DIÁRIO DO RIO, o ator falou sobre o espetáculo, um monólogo que narra um fato importante para a história do Brasil: “é uma peça que trata sobre identidade brasileira, com a guerra de Canudos né? […] A gente está contando uma história, um fato muito importante para construção de quem nós somos. Então por isso que eu acho muito importante esse espetáculo. Ele tem uma relevância muito grande porque ele trata da nossa história. Eu sempre digo que nós conhecemos muito sobre Shakespeare, nós conhecemos sobre histórias de autores que não são brasileiros e está tudo bem. Mas eu acho muito importante quando a gente aprende sobre a nossa história. A gente entende de onde a gente vem, né? Porque quando a gente entende de onde a gente vem, do nosso passado, a gente melhora quem a gente é agora e melhora o futuro também. Então é um espetáculo que trata sobre a guerra de Canudos, sobre a história do nosso país e acho fundamental que todos nós brasileiros saibamos da nossa história”, disse.

image 4 Amaury Lorenzo leva espetáculo ‘A Luta’ a Duque de Caxias e fala sobre próximos trabalhos
Foto: Divulgação

O ator também falou sobre seus próximos trabalhos no cinema, na TV e no teatro. “Eu estou protagonizando ao lado da Jéssica Ellen e ao lado de um elenco maravilhoso um filme chamado Vítimas do Dia. É um filme pelo Globoplay, da Rede Globo, que quando fui convidado, fiquei muito feliz. É a história do Elder, que é um Uber, isso é interessante porque dialoga muito com a minha vida, o meu irmão é Uber, o meu pai é caminhoneiro… Então em Vítimas do Dia eu faço o Elder, um homem de trinta e poucos anos, que conhece a personagem da Jéssica Ellen, que é a Daiane e ele se apaixonam e vivem uma história muito bonita e muito trágica, uma história de amor que é interrompida por uma violência, algo muito grave, quando ele leva um tiro… e a partir daí todo todas as relações, os dramas, as emoções do filme são desenvolvidas. É um filme muito bonito com final surpreendente, que foi feito com muito amor, muito carinho, com direção do maravilhoso Bruno Safra. O filme vai estrear ainda esse ano e espero que vocês curtam”, contou, antes de falar sobre seu próximo projeto na TV.

Também vou estar com o protagonista da próxima novela das sete, Volta por Cima, também ao lado da amada Jéssica Ellen, profissional incrível. Eu estou muito feliz, estou muito agradecido. […] É um elenco majoritariamente preto, a gente vai estar falando sobre coisas muito pertinentes, muito atuais, muito bonitas, uma novela muito divertida, muito alto astral e eu espero que as pessoas apreciem mais uma faceta do meu trabalho enquanto ator depois do Ramiro”, afirmou.

E não parou por aí. O ator, que atualmente integra o elenco do Dança dos Famosos, revelou que também tem projetos para o teatro: “eu sou um artista pesquisador que não paro… Eu vivo pesquisando, vivo lendo, leio muito, vou a muitos espetáculos, eu tenho muitos projetos ao longo de 18 anos enquanto professor de teatro, eu tenho textos teatrais autorais, que eu mesmo escrevi e tenho muitos projetos que eu eu parei para fazer a novela. Projetos teatrais, de textos meus, direção minha também, então são muitos projetos que eu quero retomar, além de A luta, né? […] mas outros projetos eu tenho, porque sou dramaturgo também, escrevo textos e dirijo também teatro há 18 anos. Então, eu tenho dois projetos que quero retomar para o ano que vem de teatro e espero que o público curta também”.

Amaury Lorenzo no palco
Amaury Lorenzo no teatro lotado (foto: Alvaro Tallarico)

Arte e educação

Amaury também é professor de teatro há 18 anos. O DIÁRIO perguntou se ele acredita no teatro como uma ferramenta educacional. O ator afirmou que acredita “que a arte tem um papel fundamental na transformação do nosso país e a educação também”. 

“[…] A Luta, inspirada em Os Sertões, de Euclides da Cunha, é um trabalho também de formação de plateia. O público vai ver o trabalho do ator, para ver a história sendo contada, mas acaba que sai do teatro com uma aula de história no corpo, nas suas memórias. É para além da emoção, é também para intelectualidade, para adquirir conhecimento. Arte e educação caminham juntas pra transformação do nosso país e eu acho que essa é uma força que precisa ser amparada pelo poder público, a gente precisa de políticas públicas que contemplem a educação no nosso país, pras crianças, pros jovens, para melhor idade, a gente precisa de políticas públicas que contemplem a arte enquanto ferramenta de transformação. Eu fui transformado, enquanto jovem da periferia, filho de pai caminhoneiro e de mãe dona de casa, foi apenas pela educação que eu pude ter passado pela universidade, ter 26 anos de carreira enquanto ator no Rio de Janeiro, no Brasil inteiro por ter feito esse personagem brilhante, esse presente que foi o Ramiro na televisão, na novela, no horário das nove, o público me conhecendo meu trabalho. Tudo isso só foi possível pela educação. Então, enquanto ator, enquanto professor, enquanto ser humano, eu tenho plena consciência de que educação e arte são chaves de transformação para o nosso país”, afirmou.

Amaury reforçou que acredita no poder transformador da arte: “eu sempre digo isso ao final do meu espetáculo, que a arte salva e a educação salva. Eu escolhi trabalhar como professor de arte e preferi públicos de alunos e alunas de vulnerabilidade. Trabalhei em comunidades aqui no Rio de Janeiro durante muito tempo para usar da arte enquanto ferramenta de transformação, para que se adquira cidadania. Então eu acredito que a arte tem esse poder transformador, porque não só vi isso nos meus alunos, mas também sou fruto da arte enquanto transformação”.

O ator finalizou a entrevista reforçando o que sempre diz ao terminar sua apresentação com “A Luta”: “eu faço questão de dizer ao final do espetáculo que arte transforma. Eu sempre digo aos meus alunos: a arte faz a gente acordar pra vida, faz a gente se amar. E eu sempre espero que o público, depois de assistir A Luta, saia transformado, saia amando, saia mais inteligente, saia mais apaixonado por essa ferramenta tão poderosa. […] Tem gente que vai assistir meu espetáculo e nunca tinha entrado num teatro. E depois, quando eu vou dar um beijo em cada um ao final, a pessoa diz emocionada: ‘seu espetáculo fez eu vir pela primeira vez ao teatro e eu nunca mais quero sair daqui de dentro’”. E completou: “arte salva e transforma”.

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lapa dos mercadores 2024 Amaury Lorenzo leva espetáculo ‘A Luta’ a Duque de Caxias e fala sobre próximos trabalhos

Considerada a ‘melhor banda do mundo’, Dream Theater fará show no RJ em 2024

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Considerada por muitos como a ”melhor banda do mundo”, devido à qualidade técnica dos seus integrantes, o Dream Theater se apresentará no Rio de Janeiro em 2024. O show, que integra a turnê mundial ”The Distance Over Time Tour – Celebrating 20 Years of Scenes From a Memory”, acontecerá no Vivo Rio, na Glória, região central da capital fluminense, no dia 13/12. A casa abre às 19h (de Brasília).

Formado em meados da década de 80 em Nova Iorque, nos Estados Unidos, o Dream Theater integra o subgênero do rock conhecido como metal progressivo.

O grupo é composto atualmente por James LaBrie (voz), John Petrucci (guitarra), John Myung (baixo), Jordan Rudess (teclado) e Mike Portnoy (bateria), todos considerados excelentíssimos músicos.

Os bilhetes para o show no Rio, à venda pelo site ”Clube do Ingresso”, custam entre R$ 350 (pista, meia) e R$ 1.300 (pista premium, inteira).

SERVIÇO

Dream Theater no Rio de Janeiro

  • Data: 13 de dezembro de 2024 (sexta)
  • Horários: Abertura da casa – 19h | Show – 21h
  • Local: Vivo Rio
  • Endereço: Avenida Infante Dom Henrique, 85 – Glória – Rio de JaneiroRJ
  • Classificação: 18 anos (menores de idade somente acompanhados pelo responsável legal)
  • Setores e Preços (2º lote): Pista – R$ 700 (inteira), R$ 400 (solidário) e R$ 350 (meia) | Pista Premium – R$ 1.300 (inteira), R$ 700 (solidário) e R$ 650 (meia)
  • Ingressos
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lapa dos mercadores 2024 Considerada a 'melhor banda do mundo', Dream Theater fará show no RJ em 2024

Giovanna Ewbank entra na batalha contra o Câncer de Colo do Útero em parceria com a MSD

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A MSD anunciou uma poderosa aliada na luta pela conscientização, cuidado e prevenção contra o câncer de colo do útero: a atriz e apresentadora Giovanna Ewbank. Como nova embaixadora da campanha, Giovanna liderará a iniciativa que começará em junho e se estenderá pelo segundo semestre de 2024, utilizando uma variedade de canais, incluindo TV, mídias digitais, mídias out of home, laboratórios e clínicas de vacinação.

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), diariamente, cerca de 19 mulheres perdem a vida no Brasil devido ao câncer de colo do útero. Em sua nova função, Giovanna destacará a prevenção de cânceres e infecções causados pelo HPV, a importância do autocuidado e a estratégia da Organização Mundial da Saúde (OMS) para prevenção, que enfatiza a vacinação como cuidado primário, juntamente com exames diagnósticos de rotina e tratamento de lesões pré-cancerígenas e câncer.

“Na MSD, estamos dedicando nossos esforços para um futuro onde as mulheres não sofram mais com o câncer de colo do útero, que pode e deve ser prevenido. Por isso, investimos continuamente em campanhas que tratem do tema e da importância da vacinação de mulheres e meninas contra o HPV, vírus responsável por cerca de 99% dos casos deste tumor. Ter a Giovanna, que admiramos e que possui uma forte voz e rede de seguidoras mulheres e mães, é um grande reforço para disseminarmos ainda mais esta mensagem”, afirma Fernando Cerino, Diretor de Vacinas Privado da MSD Brasil. “Nossa intenção é alertar todas as mulheres até os 45 anos sobre a importância da prevenção com a vacinação, da realização de exames de rotina e do tratamento”, completa.

Giovanna Ewbank é conhecida por abordar uma ampla gama de temas de forma descontraída e é uma forte defensora de pautas de diversidade e do universo da maternidade. “É muito importante para mim poder comunicar sobre um tema tão crucial como a saúde feminina e, especialmente, sobre uma doença que pode ser eliminada. Como mulher e mãe, tenho o compromisso de levar conteúdo relevante e estou muito feliz com o convite e suporte da MSD nesta jornada”, declara a nova embaixadora.

Fernando Cerino conclui destacando a importância da mensagem: “Nossa mensagem para as mulheres é que se atentem aos métodos de prevenção do câncer de colo do útero. Muito se fala sobre o desejo de uma vacina contra o câncer e, nesse caso, ela já existe. A vacinação é o principal pilar que pode evitar o segundo tipo de câncer que mais mata mulheres entre 20 a 49 anos no Brasil.”

Sesc Tijuca recebe Feira de Robótica neste sábado

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O Sesc Tijuca abre as portas para a “ACT – Feira, Exposição e Oficinas de Robótica”, que acontece neste sábado (15/6), das 10h às 17h. O evento vai apresentar os projetos desenvolvidos pelos alunos participantes dos cursos de robótica na unidade. A entrada é gratuita. A inscrição deve ser realizada diretamente no local (sujeito a lotação).

O público poderá participar de oficinas interativas, demonstrações de robôs e visitar exposições de projetos. O evento mostrará o que é produzido no âmbito da robótica educacional. Instituições públicas, privadas e ONGs do Rio de Janeiro estarão presentes na feira e vão apresentar seus projetos de robótica.

Programação
11h às 16h
Caneta 3D – Desperte sua criatividade desenhando em 3D;
Cordel Digital – Explore a cultura do cordel em formato digital!;
Arts Digital – Filtro de Realidade Aumentada: Crie filtros incríveis e experimente a magia da IA!;
Combate de Robôs – Programe e comande robôs em uma batalha emocionante!;
Desafio F1 – Teste suas habilidades em um desafio de corrida de robôs!
13h às 17h

Arena Nerd – Jogos de tabuleiro, RPG e cultura nerd
Serviço:
ACT – Feira, Exposição e Oficinas de Robótica
Local
: Sesc Tijuca (Rua Barão de Mesquita, 539)
Data: Sábado (15/06), das 10h às 17h
Inscrições: Diretamente na unidade (sujeito a lotação)

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Robô simpático para atendimento e indústria chega ao Rio de Janeiro

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A Human Robotics, uma startup especializada em soluções robóticas, está expandindo suas operações no Rio de Janeiro. Com o objetivo de fortalecer sua presença no estado e oferecer inovações tecnológicas, a empresa está abrindo uma nova unidade comercial em São João de Meriti, impulsionando a economia local e modernizando diversos setores.

Reconhecida por desenvolver robôs de autoatendimento para varejo, saúde e serviços, a Human Robotics também introduziu um robô voltado para o transporte de cargas na indústria. “Reconhecemos o papel crucial da robótica na melhoria da qualidade de vida e na logística industrial. Nosso objetivo é impulsionar setores e municípios, contribuindo com o desenvolvimento através de nossas inovações”, afirma Olivier Smadja, CEO da Human Robotics.

A startup, que registrou um faturamento de R$ 1,2 milhão no último ano, espera atingir R$ 4,8 milhões em 2024. Esse crescimento é impulsionado pelo sucesso do Robios GO, um robô projetado para interagir autonomamente com clientes em diversos atendimentos. Com inteligência artificial integrada, o Robios GO compreende mais de 100 idiomas e se comunica via áudio, texto, imagens e vídeos.

No setor de varejo do Rio de Janeiro, os robôs desempenham diversas funções, desde recepcionar clientes até fornecer informações detalhadas sobre produtos e guiar os clientes até os itens desejados. Além disso, eles podem detectar pessoas, verificar o uso de máscaras e identificar prateleiras vazias e divergências de preços. No setor de saúde, otimizam o tempo de atendimento, realizando triagens e auxiliando médicos na alta dos pacientes. Em eventos, atuam como anfitriões, recepcionando visitantes e fornecendo informações detalhadas sobre produtos.

“O robô fornece dados valiosos sobre os atendimentos e interesses do público, proporcionando insights estratégicos para um melhor posicionamento no mercado e a tomada de decisões pelas empresas”, destaca Smadja.

Outro destaque é o Robios Cargo, um robô autônomo de transporte de cargas leves, projetado para ambientes industriais, com capacidade para até 40 quilos. Equipado com tecnologia avançada como Lidar (Light Detection and Ranging) e câmeras de profundidade, o Robios Cargo mapeia o ambiente e navega autonomamente com alta precisão, oferecendo eficiência e segurança na movimentação de cargas.

“Os robôs são personalizáveis e adaptáveis a diversas aplicações e segmentos, sendo equipados com estações de recarga automática e permitindo monitoramento em tempo real de seu trajeto”, explica Smadja.

A utilização de robôs em setores industriais e de serviços está em expansão global, com o mercado projetado para atingir US$ 43,32 bilhões até 2027, segundo a Statista. Em 2023, os investimentos em soluções robóticas deverão alcançar US$ 34 bilhões, com Estados Unidos, China, Alemanha e Coreia do Sul liderando os investimentos.

Anel viário promete melhorar trânsito em Campo Grande; obras estão em andamento

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As obras do Anel Viário de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, estão em andamento. O projeto inclui a construção de um mergulhão sob a Avenida Cesário de Melo e de um túnel de 600 metros de extensão com duas galerias sob o morro Luiz Bom, além da implementação de rotatórias na Rua Artur Rios e na Estrada da Caroba.

As novas rotas permitirão o escoamento de tráfego de veículos na região central do bairro, diminuindo o tempo de deslocamento em até 30 minutos e facilitando a circulação. Além disso, permitirão o acesso a importantes vias, como a Avenida Brasil e o Arco Metropolitano. O projeto inclui ainda 2km de ciclovia.

Vale ressaltar que o plano de mobilidade de Campo Grande conta ainda com outras intervenções. Serão executadas obras como a ligação expressa da Estrada da Posse com a Avenida Brasil, passando por áreas ainda pouco adensadas.

O objetivo é reduzir o fluxo veicular de vias saturadas como as estradas do Mendanha e do Lameirão. Também está planejada a implantação de um túnel sob o Morro João Vicente, além de pontes e viadutos.

O Binário RJ-SP (interseções entre a Estrada Rio-São Paulo, a Rua Vitor Alves e a Estrada Rio do A); o Largo da Maçonaria (otimização e distribuição de interseções viárias na Estrada do Mendanha); e a duplicação da Estrada da Cachamorra concluem o grande plano de mobilidade de Campo Grande, que é o maior bairro do país.

Outra grande intervenção prevista para integrar o Anel Viário é a implantação da nova Floresta da Posse, área verde no coração de Campo Grande, com 950 mil m² – o equivalente a mais de 130 campos de futebol. O projeto prevê o plantio de 240 mil árvores e recuperação dos mananciais, além de proteção da fauna e da flora nativas.