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Novo presidente do Iphan promete inovação, diálogo e cautela no projeto de restauro do Museu Nacional

Na última terça-feira (31/01), o cientista social Leandro Grass assumiu a presidência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A cerimônia aconteceu no Palácio do Itamaraty, em Brasília.

Leandro, filiado ao Partido Verde (PV), é ex-deputado distrital e ficou em 2º lugar na eleição para governador do DF realizada em outubro, tendo 26,25% dos votos válidos, perdendo para Ibaneis Rocha (MDB).

Embora tenha formação em Gestão Cultural, a nomeação de Grass teria inicialmente sofrido resistência por parte de servidores do instituto, desejosas de um nome ”mais técnico” para o cargo.

No entanto, não falta força de vontade e diálogo ao novo gestor, que, em entrevista exclusiva ao DIÁRIO DO RIO, revelou as prioridades de sua gestão. ”Tem muita coisa para solucionarmos. Nesses últimos anos, tivemos queda no orçamento para atuação do Iphan, não só para obras e restauros do patrimônio material, mas também ações de salvaguarda. Nesse primeiro mês, estamos debatendo a restruturação e a composição do órgão, com novas lideranças, superintendência e coordenadorias que finalizaremos em pouco tempo”, disse.

Para auxiliá-lo nesse momento de ”retomada” do Iphan, Grass escolheu profissionais de sua confiança. ”Na ‘linha de frente’ já temos nomes como Andrey Schlee, diretor de Patrimônio Material; Deyvesson Gusmão, diretor de Patrimônio Imaterial; e Desirée Tozi, diretora de Cooperação e Fomento. As superintendências estarão sendo compostas nas próximas semanas. Quadros técnicos, mais ligados à área do patrimônio, e quadros gestores qualificados que possam lidar com as particularidades de cada região”, explicou, antes de complementar falando especificamente sobre o Rio.

”Aqui no Rio, a gente tem uma uma demanda imensa, seja de conservação, de restauro ou de obras em si. O próprio Palácio Capanema, o Cais do Valongo. São importâncias simbólicas. A gente está retomando as agendas estruturantes da educação patrimonial, da participação social em si. Essa cooperação também que a gente quer estabelecer – mais próxima – com estados e municípios, além da iniciativa privada”, destacou.

Grass frisou seu apoio às parcerias público-privadas, condenou a depredação e o vandalismo a monumentos, deixou escapar que quer diminuir a fama do Iphan de ser obstáculo à iniciativa privada, e, em tom conciliador, defendeu uma atuação multisetorial do órgão. Citou o grande corte de verbas que a instituição sofreu no governo passado e defendeu a modernização do órgão, com uso de geolocalização e investimento em tecnologia. Grass também citou entraves judiciais a uma mais perfeita atuação do órgão.

Grass também demonstrou que vai nomear um superintendente bastante técnico pro Rio, e falou sobre a necessidade do órgão comunicar-se melhor com a população. Prometeu olhar com cuidado especial a questão do Museu Nacional, que, apesar de ter sido restaurado por fora, corre o risco de ser transformado em uma ruína de tijolinhos aparentes e piso de ônibus, por dentro.

Leandro Grass, novo presidente nacional do Iphan

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Como foi para você receber do próprio presidente da República a indicação para comandar esse que é o órgão de preservação de patrimônio cultural mais importante do país?

”Muita responsabilidade, porque o Iphan tem uma tradição e uma missão muito importantes. Sou de Brasília, nasci lá, e Brasília é patrimônio mundial. Então, o tema do patrimônio sempre fez parte da minha vida, pois nós vivemos, nascemos numa cidade tombada, e isso demanda uma postura em si de quem mora na cidade, quem ‘tá naquele espaço de responsabilidade, de apreço, de valorização. Então, a minha formação vem também da área cultural. Eu, sociólogo, sou gestor cultural, estou há 10 anos trabalhando com pesquisa na área de cultura, fui parlamentar também, fui deputado e presidi a frente da cultura na minha cidade, no Distrito Federal; fui da comissão de cultura, fui vice-presidente. Nos últimos anos, me dediquei muito a essa agenda e fiquei feliz com o convite do presidente Lula e da ministra Margareth Menezes. Como eu disse, muita responsabilidade. Tratei logo de construir um grupo técnico, uma equipe que tenha base para fazermos essa gestão inovadora que a gente tanto quer. Essa é a grande responsabilidade num momento em que diversos bens foram depredados na Praça dos Três Poderes”.

Como você vê esse momento e qual é a sua leitura sobre essa situação?

”Existe uma frase que diz que ‘só há um meio eficaz de assegurar a defesa do patrimônio de arte e de história do país, que é a educação’. Perfeito, é exatamente isso. O que aconteceu é reflexo do distanciamento destas pessoas. Essa pequena parcela da sociedade atacou aquilo que é dela mesma; não se está ali destruindo o poder, mas sim algo nosso, que nós todos temos responsabilidade. Então, voltamos para o sistema da educação, porque a conexão ou reconexão só se faz num processo formativo, educativo, a partir de uma apresentação e de uma aproximação das pessoas daquilo que é delas. Até depois dos atos terroristas estivemos nos prédios. Eu visitei todas as instalações, a equipe do Iphan do DF está dando apoio técnico ao Senado, à Câmara, ao Palácio e ao STF. O que a gente defende, inclusive, é que essa educação se dê numa ocupação da praça, numa maior presença da população dentro desse espaço. Precisamos retomar as digitalizações, isso tem que se deslocar para o restante do Brasil, não é só em Brasília. Vamos implementar um programa de memória que foi solicitado pela ministra. A importância desses lugares. Esse é o desafio que se impõe depois de tudo que aconteceu. Reconectar a população”.

Uma grande quantidade de bens edificados no Rio estão em franco processo de degradação. Há no decreto lei 25/1937, uma cláusula que diz que na falta de providência do proprietário, o IPHAN deve realizar as ações com recursos da União. Porém, isso raramente ocorre. Por que é tão incomum a aplicação desse dispositivo legal?

“Muitas vezes a gente esbarra em questões cartoriais, instrumentos pouco avançados da gestão municipal de uso e ocupação do solo. Então, aí que está o trabalho também da coordenação intergovernamental. Isso vale, por exemplo, para a questão de conservação de bens e imóveis, mas também vale para a questão do licenciamento ambiental. A gente precisa melhorar relação de estados e municípios visando justamente a solução dessas travas jurídicas, para que o Iphan intervenha no patrimônio.Vou te falar, por exemplo, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo, tem também muitos problemas. Existe lá uma casa, um casarão, um prédio de grande valor histórico, mas ele está no imbróglio jurídico de herança, sabe? De inventário, etc… E o Iphan não pode intervir. Ele tem uma trava realmente jurídica. O que ele pode fazer no primeiro momento? É deixar a coisa não cair. Aí entra aquelas estruturas de ferro que geralmente a gente vê por aí para segurar o prédio de pé até que se solucione. Então, essa é outra parte que a nossa procuradoria vai trabalhar, que é o desatar dos nós jurídicos, cartoriais que existem em todo país”.

E sobre alguns processos que se arrastam por anos, como o caso que abordamos recentemente do último oratório de rua do século XVIII em nossa cidade que sofre com a negligência de uma irmandade religiosa ?

”São situações… Às vezes o município não localiza o proprietário, sabe? Aí tem que entrar com a desapropriação, isso leva tempo, tem todo um regramento específico. Então, não é tão simples assim. Mas a gente compreende que é fundamental ter essa solução. E ela passa por um acordo técnico entre estados e municípios e o Iphan”.

Escorado e semi-destruído, o lindo oratório de Nossa Senhora do Cabo da Boa Esperança sofre com o descaso da irmandade “católica” Ordem do Carmo, cujos bens culturais sofrem com abandono

Em publicações recentes do DIÁRIO DO RIO, observamos que existem ações judiciais promovidas contra proprietários que não tomam conta direito dos seus bens tombados que já ultrapassam duas décadas sem que o objetivo maior da preservação do patrimônio cultural tenha sido alcançado. Considerando a sua vertente política, que ação o senhor acha que pode ser empreendida pra destravar esses imbróglios jurídicos? O que de prático a gente pode esperar?

”É difícil porque, por exemplo, essa ação do Iphan, geralmente com multas, às vezes processos judiciais, é o trabalho da procuradoria que tem que ser feito, porque as normas determinam. Só que a gente depende da justiça também. A gente não tem competência institucional para entrar e resolver, né? Às vezes, o proprietário vai lá e posterga o processo, consegue recurso, e aí vai… e aí às vezes acontece essas coisas, que são tristes, né? O que a gente precisa fazer? Precisa fortalecer essa nossa atuação jurídica também. A gente trouxe uma procuradora muito qualificada chamada Mariana Caram, lá da AGU. Ela tem se envolvido profundamente nesses detalhes, está se apropriando de uma série de questões já. E é reforçar essa nossa atuação e tentar conseguir parcerias. O papel das superintendências é fundamental nisso – se tem um superintendente que não está envolvido, se ele não está ali diariamente participando dos assuntos pontuais da cidade, do lugar onde ele atua, não tem como… E foi o que aconteceu muito na gestão passada, tinha superintendente que não aparecia na superintendência. Pode ter certeza que o Rio de Janeiro vai contar com uma pessoa que tem envergadura, que tem disposição, que tem trânsito, que tem competência técnica, que tem competência política para fazer essas articulações. Claro que não vai resolver tudo, mas aqui é um lugar que merece alguém com espírito público, com responsabilidade, com vocação e missão de serviço. É o critério fundamental que a gente está adotando na escolha da pessoa que muito em breve vocês vão saber quem será – a gente ainda não definiu, vamos validar isso inclusive junto ao ministério”.

O que a nossa sociedade civil, o mercado imobiliário do Rio e os ativistas do patrimônio podem esperar dessa nova gestão?

”Diálogo. Acho que esse é o primeiro ponto. A gente não consegue inovar e não consegue avançar sem diálogo e escuta permanente. Sociedade civil é parte da política pública. Não existe política pública sem sociedade civil. Da mesma maneira, especialmente falando de patrimônio, falando de bem, sem iniciativa privada não tem fomento a contento. E aí a mesma coisa com os detentores dos ativos, as pessoas que são parte desse processo… é criar uma rotina de maior cooperação, de maior colaboração, de maior conversa e diálogo. Mas, para além disso, inovação. A gente precisa inovar, tirar esse estigma do Iphan como órgão que apenas trava, que apenas fiscaliza. Entrar numa agenda positiva que existe já hoje, só não é bem comunicada – muitas vezes ela só não é bem mostrada. A gente está aqui no Paço Imperial e tem um conjunto enorme de exposições, tem projetos de educação patrimonial e a sociedade carioca e brasileira tem que saber disso, tem que se apropriar disso. Então, é também essa mensagem que a gente tem que estar levando permanentemente. Por isso falar aqui com você é importante, por isso que estar divulgando sempre o que faz é importante. A gente tem agora essa missão de colocar o Iphan no século XXI, colocar o Iphan numa agenda mais intercentralizada… De forma geral, um órgão de suporte, um órgão mais orientativo, menos interventivo somente. Ele precisa de mais parceiros, ele precisa que os estados e municípios sejam vinculados, caminhando juntos, sabe? Que é o que eu acho que falta bastante, essa coordenação intergovernamental, intragovernamental também, a gente se articular com o Ministério do Turismo, Ministério do Meio Ambiente, Ministério da Educação, Ministério dos Direitos Humanos, todos que tiverem afinidades e alinhamentos com a nossa pauta patrimônio, não é só uma agenda da cultura, patrimônio é uma agenda da sociedade. Então, é um pouco isso que a gente quer entregar”.

O que resta da fachada lateral da bela Igreja de Nossa Senhora da Lapa dos Mercadores, na rua do Ouvidor, interditada pela defesa civil no ano passado – Foto: Daniel Martins/Diário do RIo

Uma última pergunta: a gente sabe que foi feita uma restauração linda pelo lado de fora do Museu Nacional, mas dentro tem muita polêmica, muita gente falando que ele não vai ficar como era originalmente… O Iphan vai deixar passar algo assim ou vai exigir a reconstrução? Já se sabe o que que vai acontecer?

”A gente tem agenda lá essa semana para analisar, para avaliar, foi agora também dada posse à nova presidente do Ibram, a Fernanda, nós já conversamos sobre o museu, já conversamos sobre outras coisas, então agora é o momento da gente se apropriar, de ter condições de entender melhor o que tá acontecendo. E aí sim, se for o caso de tomar providências, a gente vai buscar essas ferramentas e recursos pra fazer isso. Agora foi impressionante, né? O movimento em tempo recorde de recuperação do museu. Foi muito traumático tudo que aconteceu e acho que agora é hora da gente olhar, ter cautela, prudência, não tomar nenhuma medida que seja às vezes intuitiva ou imediata sem olhar as variáveis. Talvez o que tenha sido feito não foi feito nas condições ideais de recursos, de capacidade técnica, então tudo que exige revisão, tudo que exige algum tipo de conserto a gente vai trabalhar pra fazer”.

Casas Pedro transformam calçada histórica em vaga de descarga de mercadorias no Centro

A desordem no Centro do Rio de Janeiro vem sendo causadora de uma má reputação para o bairro, que se tornou um queridinho do carioca, por toda sua história, cultura e beleza arquitetônica. A prefeitura vem tentando combater o caos urbano, grandemente causado pela camelotagem ilegal e pela mendicância, assim como pela venda ilegal de quentinhas (que só Deus sabe que ingredientes levam). Porém, há momentos em que o comerciante formal é grande causador de problemas. Vale lembrar a destruição das calcadas da rua da Assembléia pela operadora Claro, na semana retrasada (a calçada continua troncha e destruída, com os desenhos e detalhes em desalinho).

Na rua da Quitanda 20, funcionou durante anos uma Agência Filatélica dos Correios, quase na esquina da rua da Assembléia. A loja, hoje fechada, fica ao lado de uma filial da afamada Casas Pedro, empório de frutas secas, grãos e temperos que foi fundado em 1932 e é uma das maiores redes do tipo na cidade. A calçada da rua da Quitanda, junto à rua da Assembléia, é uma das mais bonitas da cidade, pois conta com lindos desenhos de borboletas em preto, em fundo branco (foto abaixo). Larga neste trecho, é decorativa e confere uma certa nobreza a este trecho da rua, que vai ficando cada vez mais estreita em direção à Presidente Vargas.

Trecho da calçada decorada com lindas borboletas, que vem sendo destruída pelas Casas Pedro em suas cargas e descargas irregulares, sempre feitas nas barbas da Guarda Municipal

Só que ninguém mais pode passar por esta calçada. Além de a rua em si – forrada em paralelepípedos – ser totalmente ocupada, há anos, por um estacionamento de automóveis – que não faz o menor sentido, a passos do Terminal Garagem Menezes Côrtes – da procuradoria, agora a mobilidade naquele trecho acabou de vez. Diariamente, caminhões novinhos das Casas Pedro sobem na calçada – que já se encontra parcialmente destruída com todas as pedras soltas, como se vê na principal foto que ilustra a reportagem – para fazer entregas de materiais, em horários dos mais estapafúrdios, como por exemplo às 16h de uma quinta feira (hoje).

A situação ocorre nas barbas da Guarda Municipal, que parece ter aberto mão de seu papel fiscalizador no trânsito da região. “Hoje, durante a carga e descarga, dois guardas municipais passaram pelo local e não fizeram nada“, disse Marcos Henrique, que trabalha no número 30 da rua da Quitanda. “Isso acontece todo dia. Eu achava que este espaço era uma vaga das Casas Pedro“, sentenciou José Carlos Pereira, ascensorista de um prédio na rua da Assembléia.

O DIÁRIO tem visitado o trecho diariamente e a todo momento os novíssimos caminhões da mega rede de secos e molhados sobem na calçada, e por vezes ficam mais de duas horas parados no local, no meio do horário comercial. É sabido que há horário para carga e descarga, e mais ainda, que é proibido subir ou estacionar na calcada, destruindo-a completamente como a empresa tem feito diversas vezes por dia. Na foto principal que ilustra a matéria, é possível ver que a calçada embaixo do caminhão está destruída, o que comprova que a calcada virou carga e descarga do tradicional comércio.

Se pela rua de pedestre não dá pra passar – virou o estacionamento de “suas excelências”- agora nem mesmo pela calçada se consegue caminhar. Com a palavra, a Prefeitura da Cidade.

Centro do Rio vai ganhar nova Livraria da Travessa

O Centro do Rio vai ganhar mais uma livraria. A nova Livraria da Travessa vai abrir as portas na Avenida Graça Aranha, no Edifício Mayapan, conhecido carinhosamente pelos cariocas como ‘bolo de noiva’. Apesar de ter confirmado que a loja será aberta em breve, a rede ainda não tem uma data de inauguração prevista. A Travessa funcionava na rua Sete de Setembro, até fechar as portas recentemente, mas resolveu permanecer operando na região.

O Centro do Rio de Janeiro é um reduto de muitos espaços voltados à cultura e ao conhecimento e, apesar do fechamento de muitas livrarias, a região ainda concentra uma quantidade significativa de lojas voltadas a esse público. Um exemplo é a histórica Livraria Folha Seca, que, localizada na Rua do Ouvidor, foi aberta em 1998, e dedica-se a ser um espaço voltado para os temas cariocas, como futebol, música e história do Rio de Janeiro.

O Shopping Paço do Ouvidor é o ponto de encontro no Centro do Rio. Passa no Paço

Além disso, a literatura e o Rio estão ligados: a cidade é cenário de muitas histórias, desde a literatura clássica até as grandes produções. O DIÁRIO DO RIO selecionou 8 obras cujas histórias acontecem no município. Confira a lista completa.

Com hotéis cada vez mais cheios, busca por apartamentos por temporada cresce no Rio

Certamente, o Rio de Janeiro é um dos destinos mais procurados por turistas no Brasil, quiçá em todo o mundo. Com diversas belezas naturais, incluindo as exuberantes praias e pontos famosíssimos como Cristo Redentor, Pão de Açúcar, Jardim Botânico e Maracanã, a Cidade Maravilhosa recebe anualmente uma quantidade enorme de visitantes.

Uma das maneiras mais tradicionais e antigas de se hospedar em um determinado local são os hotéis, sejam luxuosos ou mais modestos. Acontece que, de um tempo para cá, tal prática se expandido para a locação de apartamentos por temporada, que pode ser de um simples fim de semana a três meses, o que foi grandemente impulsionado pela popularização da plataforma ”AirBnb”.

Com os hotéis cada vez mais cheios e com vagas escassas, a saída para muitas famílias que querem visitar o Rio são os imóveis de cunho residencial disponibilizados por seus proprietários aos turistas mediante pagamento de diárias de hospedagem.

De acordo com Laudimiro Cavalcanti, corretor de imóveis e ex-diretor do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Rio de Janeiro (Creci-RJ), essa prática vai se tornando cada vez mais comum pelo fato de, em um apartamento, dependendo do tamanho, ser possível abrigar uma família inteira, em vez de quartos separados em um hotel.

Paralelamente, ele destaca que, assim como durante o período de festas de fim de ano, o Carnaval, que em 2023 acontece novamente em seu formato tradicional, com blocos de rua liberados para desfilar, tende a ser sucesso também na cidade.

”Com os hotéis já praticamente lotados para o Carnaval, os apartamentos por temporada são a alternativa mais viável, inclusive sendo mais econômicos. Uma família consegue gastar cerca de 50% a menos eu um único imóvel do que reservando alguns quartos de hotel”, explica.

Vale ressaltar que, em relação a preços, há diferenças devido aos bairros. Na Zona Sul, por exemplo, um quarto e sala em Copacabana sai entre R$ 350 e R$ 500, enquanto que em Ipanema e no Leblon a variação é de R$ 440 a R$ 610. Já no Centro, Lapa e Glória, o mesmo tipo de imóvel é encontrado de R$ 330 a R$ 510.

Um apartamento de dois quartos na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, por sua vez, fica entre R$ 550 e R$ 950. Voltando à Zona Sul, na Lagoa, um imóvel similar varia de R$ 550 a R$ 710.

Funcionária pública aposentada, Eunice, moradora da Vila da Penha, adquiriu recentemente um conjugado em Copacabana e mescla o aluguel a turistas com uso pessoal.

”Tive uma oportunidade e investi na compra de um imóvel para temporada. O resultado tem sido positivo. Estou conseguindo equilibrar minhas contas, além da realização pessoal com este investimento, utilizando-o também para lazer com a família e amigos”, diz ela.

Alerta contra possíveis golpes

Chefe de fiscalização do Creci-RJ, Marcus Limão alerta para a prática de golpes em relação à locação de apartamentos por temporada.

”O número de pessoas que caem em golpes na locação de imóveis, principalmente por temporada, aumentou bastante nos últimos anos. Ofertas atrativas, com preços muito abaixo do mercado e condições extremamente facilitadas, é sempre necessário desconfiar”, ressalta.

Ainda segundo Marcus, os golpistas, muitas das vezes, pegam anúncios na internet e os reformulam de maneira falsa, visando chamar a atenção dos interessados. Ele destaca cinco pontos importantes ao se alugar um imóvel:

  • Suspeitar de valores muito abaixo do mercado;
  • Sempre fazer o contrato de locação, independentemente da quantidade de tempo que for ficar no imóvel;
  • Questionar tudo o que for possível;
  • Agendar uma visita;
  • Intermediar a negociação com imobiliárias ou corretores.

Por fim, o profissional destaca que ‘‘o Creci-RJ disponibiliza um canal de denúncias direcionado ao combate à ilegalidade e aos golpes aplicados no âmbito imobiliário, no número (21) 99800-4882’‘.

Risco de incêndio ameaça igreja do século XVIII no Centro, alerta Iphan

Mais um tesouro da memória do Rio de Janeiro e do Brasil vem sofrendo com o descaso e o abandono, justamente em um dos corredores históricos mais famosos do centro da cidade. A Igreja de Nossa Senhora do Monte do Carmo, fundada em 1750, na Praça XV (antigo Largo do Paço) corre risco iminente de incêndio, além de estar à beira de um colapso estrutural. É o que revela um ofício do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) encaminhado à Defesa Civil do RJ, ao Corpo de Bombeiros e à própria Ordem Terceira do Carmo, proprietária do imóvel, localizado na Rua Primeiro de Março. O DIÁRIO DO RIO teve acesso ao alarmante ofício, que cita vistorias realizadas no histórico templo que é vizinho de parede de uma das mais importantes Igrejas do país, a Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé, que foi restaurada e é de propriedade da Arquidiocese do Rio de Janeiro, onde foram coroados um Rei de Portugal e dois Imperadores do Brasil e em cuja cripta estão restos mortais de Pedro Alvares Cabral.

O documento federal foi produzido com o objetivo de solicitar imediatas vistorias dos órgãos competentes na esfera estadual e municipal, a partir de uma fiscalização realizada por agentes do Iphan, onde foi constatada uma série de problemas que colocam o bem cultural em grave risco. Entre estes problemas; infiltrações, falta de equipamentos completos de detecção e combate a incêndios, falta de sinalização contra incêndio e pânico, fissuras, trincas e rachaduras na fachada, que se encontra isolada por grades de ferro enferrujadas e amassadas, largadas pela calçada como se fossem lixo (foto abaixo). A fiscal Catherine Gallois, do Iphan, qualificou o estado do imóvel, após vistoria, como “Péssimo“: o laudo é um filme de terror.

Em desalinho, grades jogadas pelo meio da calçada teriam a intenção de proteger transeuntes de serem atingidos por blocos de pedra que estão se desprendendo da fachada do templo, que se encontra em desalinho e flagrante abandono.

Ainda segundo o relatório do Iphan, o interior da construção também apresenta problemas generalizados de conservação, com estado avançado de deterioração de diversos materiais e elementos construtivos, além de acervos em péssimas condições ambientais se deteriorando. Haveria também indícios de infestação de cupins, segundo fontes do DIÁRIO DO RIO, que também mencionaram gambiarras elétricas e o iminente risco que apresenta à Igreja vizinha, que está em ótimo estado e onde repousam restos mortais do descobridor do Brasil.

O cenário de negligência registrado pelo Iphan contrasta com os eventos históricos que tiveram a Igreja da Nossa Senhora do Monte do Carmo como pano de fundo, como a coroação do rei Dom João VI e dos imperadores Dom Pedro I e Dom Pedro II, batismos e casamentos da realeza, como o da princesa Isabel. Vale notar que a própria Igreja que ameaçaria ruir sempre foi uma das mais reputadas para a realização de faustosos casamentos da elite carioca, e é um dos mais importantes monumentos religiosos da segunda metade do século XVIII, sendo a única igreja colonial que apresenta sua frontaria totalmente revestida de pedra.

Em vistoria do dia 7/10/2022, o Iphan afirma: “As fissuras que ‘cortam’ a igreja num plano vertical paralelo à fachada passando no alinhamento do primeiro módulo da galeria lateral / tribuna deverão ter suas causas investigadas. Este mesmo plano de fissuração também atinge a igreja vizinha (Antiga Sé). As fissuras estariam estabilizadas; porém, não nos constam documentos que atestem as causas, descrevam detalhadamente a extensão e características das fissuras e nem laudos que afirmem que elas estão de fato estabilizadas“.

Um eventual incêndio pode destruir não só a igreja, mas também colocar em risco a vida de centenas de pessoas que trabalham nos muitos empreendimentos comerciais que são vizinhos do monumento, assim como quem transita diariamente pela área, e a própria Igreja vizinha, que foi a Catedral do Rio até 1976 e cujo restauro recebeu milhões de reais dos cofres do BNDES e de outros doadores, além da própria Arquidiocese. 

O imóvel é patrimônio cultural do país e pertence à Venerável Ordem Terceira do Monte do Carmo, cujas propriedades em geral se encontram em estado preocupante e são objeto de diversos processos judiciais que tentam obrigar a associação ‘católica’ a tomar conta de seu patrimônio histórico. Um destes processos, movido pelo próprio Iphan contra a Ordem, data de mais de 23 anos atrás, e até o momento não surtiu qualquer efeito.  Aliás, essa é uma triste realidade desse tipo de imóvel na área central do Rio. As ruínas e quase-ruínas que pertencem a algumas ordens religiosas particulares têm aumentado ano após ano.

É o caso do último oratório setecentista do Centro, um monumento do século XVIII, bem tombado federal e que se encontra destruído, após anos de descaso. Só sobrou ele, de 73 oratórios que existiam pela cidade e serviam de referência numa época em que apenas estes pequenos santuários tinham iluminação noturna, na cidade. O oratório e sua armação provisória de madeira que já tem mais de 15 anos foi vistoriado pela Prefeitura na manhã de hoje.

Caso semelhante pode se aplicar à pequena Igreja de Nossa Senhora da Lapa dos Mercadores, também tombada pelo Iphan, mas que recentemente foi interditada pela Defesa Civil. Ela também pertence a uma irmandade que transformou o descuido em política. O edifício padece dos mesmos problemas de desprezo e descuido pela arquitetura histórica da cidade, mas pode ter novas esperanças pois em Outubro de 2022 a Arquidiocese do Rio conseguiu intervir na Irmandade por ele responsável, e nomeou um interventor, possivelmente com o intuito de dar destino mais faustoso ao belíssimo templo, que fica na Rua do Ouvidor, 35. Oxalá, mas ele ainda se encontra fechado.

Os gestores responsáveis por esse panorama até recebem multas exorbitantes pelo descumprimento consecutivo de notificações, mas a situação não muda, nem com os diversos processos judiciais contra eles ajuizados, mesmo na esfera federal. A omissão com a paisagem urbanística, o valor histórico e cultural e, sobretudo, a integridade das pessoas, segue não sendo levada em consideração. Vale destacar que tais imóveis centenários são isentos de IPTU por pertencerem a estas instituições, consideradas filantrópicas.

Essas irmandades são ordens religiosas leigas, que apesar de professarem – ao menos em tese – a fé católica, são independentes da Igreja e não estão sob o comando da Arquidiocese do Rio, que não tem responsabilidade nem ingerência sobre os templos que têm administração independente. São como associações de pessoas que não são padres nem freiras mas que mantinham igrejas particulares. Teoricamente, a Arquidiocese poderia interferir e intervir nas ordens ou irmandades que se encontram em dificuldades ou que enfrentam administrações danosas a seu patrimônio, porém ao fazê-lo a Igreja arriscaria ter responsabilidade sobre suas dívidas, inclusive trabalhistas.

Em contato com o DIÁRIO DO RIO, a administração da Ordem Terceira do Carmo não quis entrar em detalhes, alegando que havia acabado de receber o ofício do Iphan, alertando para o risco de incêndio. Contudo informou que o espaço encontra-se desativado desde 2019, justamente por conta das ameaças à estrutura do local. Não deu explicações acerca do que fazer caso o imóvel sofra um sinistro que afete todo o patrimônio histórico vizinho, e nem a antiga catedral carioca, recém restaurada.

Questionada sobre as providências que serão tomadas frente ao perigo que o prédio representa, a ordem informou que possui um imóvel comercial, na Rua Primeiro de Março, que está à venda. Averiguamos e o imóvel é o número 11 da antiga rua Direita. O valor (não revelado) seria destinado exclusivamente para a reforma da paróquia. O DIÁRIO consultou corretores de imóveis atuantes no Centro. O Corretor Nelson Borges estimou o valor do prédio em menos de 3 milhões de reais, e citou como exemplo o edifício da rua da Assembléia, numero 11, com cerca de 4.000m2 e 13 andares, vendido ao SESCOOP por 11,5 milhões de reais, em estado totalmente reformado.

Procurados pelo DIÁRIO DO RIO, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros não se manifestaram ainda sobre o grave risco que corre o histórico templo setecentista. O espaço segue aberto para as considerações de ambos os órgãos.  Todas as fotos internas desta reportagem foram retiradas do Laudo do Iphan.

Ediel Ribeiro: O bunker do Henfil

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Vivo na ponte-aérea. Moro no Rio e minha editora fica em São Paulo. Em Sampa, à noite, depois do trabalho, saio pela cidade à cata de um bom boteco. Dessa vez, fomos parar, eu a Sheila, minha editora, no Lambe-Lambe, um barzinho em Higienópolis, com uma agradável varanda e o salão coberto de panfletos coloridos. Pedi um chopp e, para acompanhar, experimentei a barriga de leitoa bem fritinha servida com salada de feijão fradinho e tomate.

Dá gosto de ver – e de comer – os petiscos da casa. Valeu a visita. Principalmente, porque perto dali, no número 419 da Rua Itacolomi, fica – no oitavo andar – o apartamento onde o Henfil morou, nos anos 80. Essa história começa no fim da década de 1970: Henfil muda-se para São Paulo e engaja-se na luta pelo fim do regime militar, pela Anistia e pela Diretas-já.

Participa da criação do Partido dos Trabalhadores, para o qual produz cartuns e desenhos para confecção de cartazes, camisetas, buttons e outros produtos com as imagens de seus personagens: o Zeferino, a Graúna, o Bode Orelana, Ubaldo, o paranóico e Os Fradinhos.

O cartunista aluga um apartamento em Higienópolis e leva para morar e trabalhar com ele os cartunistas Angeli, Laerte, Glauco e Nilson. Aliás, foi do mineiro Nilson a ideia de apelidar o lugar de “bunker”.

No “bunker”, a convivência entre os amigos remetia a comédia “A Casa da Mãe Joana 2”, do ator e diretor Hugo Carvana, que conta a história do tempo em que ele dividiu um apartamento no Leblon (RJ) com Daniel Filho, Luís Carlos Miele e Roberto Maia, no fim dos anos 1950.

Era um grupo de desenhistas reunidos com a intenção de produzir em conjunto. A ideia deu certo durante um tempo. Mas, administrar o ego de pessoas tão diversas e talentosas não era tarefa fácil. E o negócio desandou.

Henfil era uma pessoa muito contraditória. Por um lado, era um gênio, um artista, um ativista, por outro, uma pessoa muito metódica e inquieta. Mas era respeitado e admirado pelos colegas. “Estou falando com Deus, pensava, quando conheci o Henfil”, declarou Glauco, em uma entrevista.

O apartamento não tinha nada; era uma sala enorme com alguns móveis de bambu, um aparelho de som grande e umas almofadas. “A gente não morava, apenas, passava o dia inteiro lá lambendo o Henfil e o Henfil lambendo a gente, enfim, num convívio mútuo muito tesudo naquele tempo”, dizia Laerte.

Na época, Henfil já havia contraído o vírus HIV, durante uma transfusão de sangue. Tinha muitas dores nas articulações, isso inibia as saídas na noite paulistana com os amigos e o quinteto acabavam jogados na sala do apartamento, curtindo uma noite de bebidas e jazz, embalados pelo bongô do Henfil e a guitarra elétrica do Glauco.
No “bunker”, Henfil chegou a pensar em criar um tipo de programa para a TV com os cartunistas. Inspirado no programa Monty Phyton, mas a ideia não vingou. Sabe-se apenas que o nome provisório seria “A Canalha de Canudos”.

Henfil, cujo apelido de infância era Tuneba, punha apelido em todo mundo. Laerte, por exemplo, era Dodô; Glauco que sumia com tudo – das chaves ao RG -, ganhou o apelido de Doril.

O cartunista trabalhava nos jornais “O Movimento” e “A Notícia” e engajou-se na Oboré – empresa de jornalismo popular criada em 1987 -, onde atuava como quadrinista para sindicatos e associações de trabalhadores, junto com Angeli, Laerte, Glauco e Nilson.

Além dos cinco cartunistas, eram presenças constantes no apartamento o Frei Julião; Frei Beto; os cantores Belchior e Gonzaguinha; o jornalista e biógrafo Fernando Morais e o jornalista e romancista Ignácio de Loyola Brandão, entre outros.

Com a volta do Henfil para o Rio, para tratar da hemofilia, os amigos montaram, num teatro, na Mooca, o show “Bomba H”, com o objetivo de arrecadar dinheiro para pagar o tratamento do cartunista.

O show, realizado em 4 de janeiro de 1988, reuniu, entre outros, nomes como Jô Soares, Luiz Fernando Veríssimo, Ronald Golias, Paulo Caruso e Cacá Rosset. Quis o destino que, ao final do evento, o locutor Osmar Santos anunciasse a morte do cartunista, no Rio.

Hoje, o prédio da Itacolomi ainda conserva as cores e o visual sessentista do final da década de 70, encontrado pelo cartunista. Mas, no “bunker”, não resta nenhuma lembrança do sonho daqueles rapazes, nada. Parece que o sonho inexistiu, como diria Paulo Francis.

Rio tem 19 áreas consideradas muito quentes; saiba quais são

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Em meio ao intenso calor que paira sobre o Rio de Janeiro nos últimos dias, inclusive com sensação térmica de 58 graus, a maior da história da cidade, um levantamento realizado pelo Laboratório de Estudos e Pesquisas em Geografia do Clima (GeoClima) da UFRJ aponta que a capital fluminense possui 19 áreas consideradas bastante quentes.

De acordo com o ”Observatório do Calor”, programa composto por mais de 60 voluntários, entre estudantes, líderes comunitários e profissionais que costumam trabalhar debaixo de sol forte, como garis e vendedores de mate nas praias, essas regiões estão divididas da seguinte forma:

  1. Gávea, Ipanema, Lagoa e Leblon
  2. Botafogo, Copacabana e Humaitá
  3. Gávea, Rocinha, São Conrado e Vidigal
  4. Flamengo, Glória, Lapa, Laranjeiras, Largo do Machado e Santa Teresa
  5. Centro, Gamboa, Praça Mauá, Providência, Santo Cristo e Saúde
  6. Estácio, Maracanã, Tijuca, Vila Isabel
  7. Engenho Novo e Méier
  8. Barreira do Vasco, Benfica, Mangueira e São Cristóvão
  9. Penha e Penha Circular
  10. Cascadura, Estádio Nilton Santos e Piedade
  11. Complexo do Alemão, Engenho da Rainha e Inhaúma
  12. Coelho Neto, Irajá, Madureira 1, Rocha Miranda e Vicente de Carvalho
  13. Bento Ribeiro 1, Campinho, Honório Gurgel, Madureira 2 e Oswaldo Cruz
  14. Ilha do Governador
  15. Curicica e Taquara
  16. Barra da Tijuca e Jardim Oceânico
  17. Bento Ribeiro 2, Marechal Hermes, Vila Militar e Vila Valqueire
  18. Bangu, Padre Miguel e Realengo
  19. Itanhangá e Tijuca

Vale destacar que, para que o estudo fosse realizado, cada área foi percorrida três vezes, em período diferentes, isto é, manhã, tarde e noite. Paralelamente, visando uma comparação igualitária entre os dados, temperatura e umidade do ar foram medidas em um único dia, de maneira simultânea.

Agora, os resultados serão devidamente analisados por cientistas norte-americanos, da Administração Atmosférica e Oceânica Nacional dos EUA, que vão propor medidas de adaptação baseadas nas especificidades da cidade.

”É uma iniciativa de ciência cidadã contra as mudanças climáticas. O calor mata, especialmente quem vive e trabalha nos bairros menos arborizados e com maior adensamento populacional. O Rio sofre com a insalubridade térmica. É um dos municípios mais quentes do Brasil e não está preparado para enfrentar a elevação de temperatura e as ondas de calor, cada vez mais frequentes”, diz Núbia Beray, coordenadora do GeoClima e do Observatório do Calor.

Bloco da Lexa leva 50 mil pessoas ao Centro do Rio neste domingo

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Na ensolarada manhã deste domingo (05), a cantora carioca Lexa abriu a temporada de megablocos do Carnaval 2023 no Rio de Janeiro.

Entre a Rua Primeiro de Março e a Avenida Presidente Antônio Carlos, na região central da capital fluminense, o Bloco da Lexa, que tinha como lema ”ser o que se é”, em defesa do amor livre e da liberdade, atraiu cerca de 50 mil pessoas.

”Você pode ser de quem quiser, beijar na boca de quem quiser. Todos, todas e todes! E eu posso ser de quem eu quiser também, agora, então, que o MC Guimê está no BBB, eu tô passando cada uma! Tô numa seca, meus queridos! Tirem o atraso por mim, combinado? Sejam o que quiserem”, disse a cantora.

Ao som de hits antigos e músicas novas, Lexa comandou a festa do alto do trio elétrico, com a participação de convidados especiais, como Tiago Pantaleão, Lais Bianchessi, Gaby Amarantos e Jojo Toddynho, que destacou a felicidade em poder participar do evento.

”Quero que a gente quebre tudo, que a gente se divirta muito. Espero que o Carnaval seja repleto de pessoas felizes, que a festa seja uma resposta para tudo o que estamos vivendo, que as coisas se acertem. Que esse ano seja próspero, de muito crescimento e muita sabedoria. E que assim seja daqui para a frente. Estou feliz porque eu sou da pista”, disse a funkeira.

Diretor do bloco, Flávio Salustiano destacou o potencial do funk em reunir as pessoas, com ênfase no público mais jovem, que vem de todos os quatro cantos da cidade para assistir a cantora. ”O nosso público é jovem, livre, sem rótulos, a cara do carnaval carioca. E a Lexa abraçou esse tema”, pontuou.

Outros megablocos

Além de Lexa, outros 6 megablocos desfilarão pela Avenida Presidente Antônio Carlos até o fim de fevereiro, um recorde no Carnaval do Rio. Integram o circuito oficial da Prefeitura do Rio os blocos Chora Me Liga, que desfila no próximo sábado (11); Carrossel de Emoções, no domingo (12); Cordão da Bola Preta, no dia Sábado de Carnaval (18); Fervo da Lud, na Terça-feira de Carnaval (21); Bloco da Anitta, no dia 25/02; e Monobloco, em 26/02, encerrando os trabalhos.

Ministério Público apura possíveis irregularidades no programa Cidade Integrada; Governo do RJ tem 15 dias para se manifestar

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O Ministério Público cobrou o Governo do Rio de Janeiro em relação a supostas irregularidades no programa Cidade Integrada, lançado em janeiro de 2022 com o objetivo de retomar territórios dominados pelo tráfico.

Patrícia Villela, da 5ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa da Cidadania da Capital, emitiu um ofício, em 25/01, determinando que a Secretaria de Estado da Casa Civil explique alguns pontos, como as ações de fato adotadas pelo projeto; as fontes de recursos para que o programa fosse implementado; a participação da Fundação Ceperj; entre outras. O Poder Executivo fluminense tem até 15 dias para responder os questionamentos.

Vale ressaltar que há bases do projeto nas favelas do Jacarezinho e Manguinhos, na Zona Norte carioca, e Muzema, Tijuquinha e Morro do Banco, na Zona Oeste.

Em breve, o programa será ampliado também para o Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, e o Cesarão, em Santa Cruz.

Foliões lotam trem na Central do Brasil para bloco em Duque de Caxias

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Em mais um fim de semana de pré-Carnaval no Rio de Janeiro, diversos blocos tomam conta tanto da capital quanto da Região Metropolitana em si neste domingo (05/02).

Na Central do Brasil, um trem saiu tomado por foliões em direção a Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, para o ”Caxias Water Planet”.

Ainda sobre o Centro do Rio, o Bloco da Lexa, primeiro megabloco a desfilar em 2023, toma algumas ruas locais, como a Primeiro de Março e a Avenida Presidente Antônio Carlos.

Na Zona Sul, por sua vez, o ”Me Esquece” desfila no Jardim Botânico, o ”Vira Lata” em São Conrado e o ”Bloqueen”, que homenageia a banda do eterno Freddie Mercury, se apresenta no Flamengo.

Vale ressaltar que a tendência para este domingo é novamente de muito calor no Rio, com temperaturas chegando a 37 graus, de acordo com o site especializando ”Climatempo”. No sábado (04/02), que teve o Bloco Desliga da Justiça lotando a Praça Tiradentes, a sensação térmica foi a maior da história da cidade: 58ºC.

Gusmão: Rodrigo Bacellar leva o interior do estado ao protagonismo da política

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Não existe um estado forte sem um interior forte. A frase dita repetidas vezes pelo atual presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar, se comprova diante dos resultados.

Cláudio Castro, um vereador que se tornou governador por acaso, se tornou o chefe do executivo estadual mais forte desde a fusão. Entre seus aliados se destacava Rodrigo Bacellar, que levou o nome de Castro aos quatro cantos do estado pedindo para que se tivessem que escolher entre votar nele, ou no governador, escolhessem dar um voto de confiança a Cláudio Castro.

O interior do estado, esquecido por governantes anteriores, ganhou atenção e visibilidade. Com diversos investimentos em obras, na saúde e segurança, as cidades mais afastadas dos centros urbanos deram seu recado de gratidão a gestão que colocou o interior no protagonismo da política carioca.

Durante a eleição de 2022, apesar de vencer na região metropolitana, Claudio Castro demonstrou sua maior força no interior do estado, principalmente nas regiões Norte e Noroeste do estado. Das 39 cidades onde o governador ganhou com 70% apenas Belford Roxo faz parte da região Metropolitana do Rio. Em São Francisco de Itabapoana, São José do Vale do Rio Preto e São Sebastião do Alto o governador obteve mais de 85% dos votos.

Em seu discurso de posse ao sentar-se na cadeira da presidência da Alerj, Bacellar cita o interior “Orgulho imenso das minha raizes, do meu interior, da minha cidade de Campos. E de saber, entre aspas, que um lamparão chegou ao poder”. Demonstração de que as áreas mais afastadas dos centros urbanos não serão esquecidas.

Este é um artigo de Opinião e não reflete, necessariamente, a opinião do DIÁRIO DO RIO.

Sábado teve a maior sensação térmica da história do Rio

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O Carioca dizia: “O verão não chega“, “Gente, esse frio em janeiro” ou “Quero Sol para minha praia“. Pois é, São Sebastião escutou os pedidos, que foram em demasia, e mandou chegar um 2º Sol! No sábado, 4/2, a sensação térmica foi de quase 60º, exatamente 58º, quase o suficiente para assar uma pizza, na estação de Santa Cruz. Essa é a maior desde 2009, quando o Alerta Rio começou a fazer a medição.

De acordo com a meteorologista do Alerta Rio Juliana Hermsdorff, “a presença de ar quente em vários níveis da atmosfera, juntamente com a temperatura e umidade elevada em superfície, ocasionaram a sensação térmica na estação de Santa Cruz de 58°C. A sensação térmica é um cálculo realizado com variáveis meteorológicas medidas, para quantificação da temperatura que o corpo humano sente, de forma generalizada.”

Histórico das sensações térmicas:

58°C no dia 04/02/2023 em Santa Cruz
55,4°C no dia 25/02/2020 em Santa Cruz
55°C no dia 21/12/2014 em Guaratiba

Maiores temperaturas registradas nas estações do Alerta Rio neste verão:
41,1°C no dia 04/02
40,3°C no dia 15/01
39,6°C no dia 31/01

Maiores sensações térmicas registradas nas estações do Alerta Rio neste verão:
58°C no dia 04/02
54°C no dia 15/01
51,1°C no dia 14/01

Com serviços gratuitos, Hospital Veterinário de Santa Cruz é inaugurado

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A Prefeitura do Rio de Janeiro inaugurou, neste sábado (04/02), o Hospital Veterinário de Santa Cruz, na Zona Oeste da capital fluminense. A nova unidade funcionará nas dependências do Centro de Controle de Zoonoses Paulo Dacorso Filho (CCZ).

O hospital, administrado pelo Instituto Municipal de Vigilância Sanitária, Vigilância de Zoonoses e de Inspeção Agropecuária (Ivisa-Rio), tem capacidade para atender aproximadamente 80 animais com consultas veterinárias, exames, cirurgias eletivas, curativos, aplicação de medicamentos e vacinação antirrábica.

”Que bom a gente poder prestar um serviço de qualidade para os nossos animais. É muito bom ver os nossos animais serem tratados com carinho e respeito, isso é muito importante na vida das pessoas. Quero parabenizar todo o time da Saúde, conte sempre com a gente”, destacou o prefeito Eduardo Paes.

Por ser um centro de controle de zoonoses (doenças transmitidas de animais para humanos), o CCZ realiza apenas atendimento para tratamento de esporotricose, zoonose grave de maior incidência em gatos. O novo hospital amplia o serviço para a oferta de atendimento clínico generalista, com uma equipe de 4 médicos veterinários atendendo das 8h às 17h.

Além disso, o centro cirúrgico, que hoje realiza cerca de mil cirurgias de castração por mês, agora ganha novo suporte para procedimentos cirúrgicos eletivos. A nova unidade também realizará exames de ultrassonografia e raios-x e coleta de material para exames de sangue.

Vale ressaltar que as obras no CCZ para adaptação do espaço onde passa a funcionar o Hospital Veterinário de Santa Cruz foram realizadas pela Empresa Municipal de Urbanização (Rio-Urbe). Foram feitas revisões das redes elétricas e hidrossanitárias, recuperação do emboço e pintura, reforma dos banheiros e instalação de piso vinílico e bancadas de granito nos consultórios, além de colocação de guarda-corpo na rampa de acesso. Também foram instalados extintores para o combate a incêndios. O investimento foi de R$ 301 mil.

”O hospital veterinário é um ganho para toda a cidade. Neste local, serão realizados exames, consultas e outros procedimentos. Além das cirurgias de castração que já acontecem aqui, o centro cirúrgico ganhou suporte para realizar outros procedimentos”, pontou, por sua vez, o secretário de Saúde do Rio, Daniel Soranz.

Com 38,8ºC, Rio tem temperatura mais quente do verão neste sábado; forte calor deve continuar no domingo

O sábado (04/02) de forte calor no Rio de Janeiro marcou a maior temperatura do verão na capital fluminense até o momento.

De acordo com o site especializado ”Climatempo”, a estação meteorológica de Marambaia, na Zona Oeste carioca, registrou 38,8ºC. No entanto, de acordo com alguns cálculos, a sensação térmica na cidade foi de 46 graus.

Vale ressaltar que, em meio ao sol, alguns bairros, como Engenho da Rainha e Inhaúma, por exemplo, registraram chuvas.

Para este domingo (05/02), a tendência é que os termômetros do Rio continuem a todo vapor, com mínima prevista de 23ºC e máxima de 35ºC. Há, porém, possibilidade de pancadas de chuva à tarde e à noite.

Portela e Salgueiro fazem ensaios técnicos na Marquês de Sapucaí neste domingo

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Neste domingo (05/02), haverá mais uma rodada de ensaios técnicos das escolas de samba do Grupo Especial. Salgueiro e Portela se apresentarão na Marquês de Sapucaí. Os ensaios começam às 20h30 e a entrada é gratuita.

O Acadêmicos do Salgueiro será a primeira a entrar na passarela do samba. Com o enredo ”Delírios de Um Paraíso Vermelho”, a vermelho e branco vai falar sobre a valorização da liberdade de expressão e pretende mostrar, que cada um constrói o seu próprio paraíso. O carnavalesco da escola é Edson Pereira. A agremiação será a penúltima escola a desfilar no Domingo de Carnaval (19/02).

A Portela vai encerrar os ensaios técnicos deste domingo. O enredo ”O Azul que Vem do Infinito” enaltece o centenário da escola. A agremiação é a primeira a completar 100 anos de existência. Márcia Lage e Renato Lage são os carnavalescos da azul e branco, que será a segunda escola a desfilar na Segunda-feira de Carnaval (20/02).

Escolas municipais do Rio retomam aulas nesta segunda-feira

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Nesta segunda-feira (06/02), mais de 650 mil alunos dão início ao ano letivo de 2023 nas 1.547 unidades escolares da Secretaria Municipal de Educação, da creche ao ensino fundamental e PEJA (Programa de Educação de Jovens e Adultos). A volta do ano letivo, ocorre em clima de esperança para a educação na cidade do Rio de Janeiro, com ações relevantes como a implantação dos Ginásios Experimentais Tecnológicos (GET), e da retomada do ensino como prioridade nacional.

O secretário municipal de Educação Renan Ferreirinha dará pessoalmente as boas-vindas aos alunos, representados nos 350 estudantes do CIEP Presidente Tancredo Neves, no Catete – primeiro CIEP inaugurado, em 1985, uma homenagem ao político que inaugurou a Nova República.

“Nosso lema é: lugar de criança é na escola. A gente sabe que existem muitos desafios, mas temos a dimensão da grande responsabilidade em nossas mãos. Estamos aqui para corrigir eventuais problemas e avançar na promoção de uma educação pública de qualidade para cada aluno carioca, sempre em parceria com as famílias”, disse Ferreirinha.

Além do secretário municipal de Educação, o prefeito Eduardo Paes (PSD) também estará presente no evento. O CIEP Tancredo Neves ganhou uma obra do artista visual Igor Izzy: o rosto do mineiro Tancredo, ao lado do lema ”Educação, democracia, povo”. A unidade será a primeira deste modelo a ser transformado em GET. Os alunos do Ensino Fundamental I terão um novo espaço à disposição: o colaboratório.

“Queremos nossos carioquinhas pensando, criando e colocando a mão na massa nesse GET, com nosso aparato tecnológico junto à metodologia de ensino interdisciplinar que faz desse o modelo de escola pública mais inovador do país”, diz Ferreirinha.

Para chegar ao primeiro dia de aula com tudo pronto, foram realizadas ações que funcionam como uma engrenagem dentro de um cronograma específico, incluindo a matrícula dos alunos, a elaboração da proposta pedagógica, a produção e entrega de materiais didáticos, a merenda e as adequações na infraestrutura, entre diversas outras etapas.

“Esse dia de volta às aulas não é o começo do nosso trabalho. A gente está trabalhando desde o ano passado com muito planejamento, licitações, e, claro, a dedicação de milhares de profissionais da nossa rede, para poder receber da melhor forma possível nossos alunos”, explicou o secretário.

Dia do acolhimento

Uma das novidades nesse início de ano letivo foi a criação do Dia do Acolhimento. A ação aconteceu na última sexta (03/02) e teve como objetivo dar as boas-vindas aos alunos, responsáveis, professores e funcionários, promovendo a integração entre a família e a escola, uma combinação de sucesso para a educação. Na oportunidade, os responsáveis receberam o pacote escolar completo, com calendários, o kit de material escolar e uniformes.

Logística de entrega de materiais

Por se tratar da maior rede pública de educação da América Latina, foram mais de 5 milhões de itens distribuídos em todas as unidades escolares. Só de uniformes são quase 2 milhões de camisas, mais de 1 milhão de bermudas e mais de 600 mil pares de tênis.

Para que possa estudar, cada aluno da pré-escola ao PEJA recebe um kit escolar completo, composto por: folha de papel A4, giz de cera, massa para modelar, tinta, pincel, borracha, canetas, cola, tesoura, apontador, lápis, lápis de cor, régua e cadernos. Foram cerca de 600 mil kits distribuídos entre as unidades escolares, em uma operação que contou com 200 pessoas envolvidas nos processos de recebimento, armazenagem, separação, expedição e entregas.

Mais GETs na rede este ano

Em 2022, a SME implantou os Ginásios Experimentais Tecnológicos (GET), modelo de escola que segue a abordagem STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática). Alinhando as tendências mundiais de aproximação da educação escolar à realidade dos alunos no seu dia a dia, por meio do pensamento crítico e desenvolvimento de novas habilidades, os GETs investem na qualificação da educação integral, com o modelo de escola pública mais inovador do país.

Para potencializar o desenvolvimento de novas competências e habilidades, os GETs oferecem aos alunos a possibilidade de realizar projetos de forma interdisciplinar para além do livro didático. As escolas contam com colaboratórios que têm de impressoras 3D a máquinas de costura. Tudo para que o aluno consiga desenvolver projetos próprios e aprender colocando a mão na massa, ao tempo que impacta o entorno escolar. É a escola municipal contribuindo diretamente para a sociedade.

A SME terminou o ano letivo de 2022 com cinco unidades escolares com esse modelo. Para o ano letivo de 2023, em fevereiro, serão mais 17 Ginásios Experimentais Tecnológicos, entre novas unidades e escolas remodeladas. Até o final do ano, a previsão é que a rede conte com 70 GETs, atendendo alunos de todas as idades e de todas as regiões da cidade, com o objetivo de promover uma educação pública de qualidade e integrada ao mundo contemporâneo.

Material Rioeduca

O material do Rioeduca para o ano de 2023 segue com o conteúdo de valorização da cultura e do território onde os alunos vivem. O conjunto de livros e cadernos pedagógicos foi integralmente elaborado por professores da nossa rede de ensino e o material é distribuído para todos os alunos.

Uma grande novidade para 2023 são os cadernos do professor, que estão em um novo formato, com as unidades temáticas, objetos do conhecimento, habilidades, objetivos de aprendizagem, além de sugestões metodológicas diversificadas e ampliações de repertório. Os cadernos do 5° e do 9° ano apresentam as habilidades contempladas em cada página.

Os capítulos de todo o material escolar da rede têm personagens, criados pela Multirio, que representam a nossa diversidade. O aluno encontra em seus livros, diferentes tons de pele, cabelos, pessoas com deficiência, personagens mais gordinhos ou magrinhos. O objetivo é que os alunos se reconheçam no material didático. Além disso, todos esses personagens ganharam nome e história, o que torna o material mais humanizado.

Outro diferencial é o passeio pelos diferentes territórios da cidade do Rio de Janeiro que o material proporciona, da praia às comunidades. Os novos livros compartilham as histórias de bairros de todas as regiões da nossa cidade.

Neste ano, o Rioeduca ganhou mais dois integrantes: os cadernos do professor de Roda de Leitura e Círculo de Leitura, que leva diversas sugestões e ideias para serem desenvolvidas junto aos alunos do 1° ao 9° ano de nossa rede.

Olimpíada Carioca de Matemática (OCM)

Em 2023, a Olimpíada Carioca de Matemática permanecerá. Até o final de fevereiro serão divulgados os resultados da 2ª OCM (2022), que contou com a participação ainda superior à 1ª edição – mais de 300 mil alunos se inscreveram. Já os alunos que tiveram os melhores resultados na 1ª OCM (2021), voltam às aulas com uma experiência incrível na bagagem e muita história pra contar – eles acabam de voltar da viagem que ganharam de prêmio à Disney e à NASA, nos Estados Unidos.

Leite nas férias

Durante as férias escolares o leite dos pequenos foi garantido. A SME distribuiu nas creches e EDIs mais de 200 mil litros de leite, destinados aos responsáveis pelos alunos com 6 meses a 3 anos e 11 meses de idade, para consumo em suas residências.

“A escola é a melhor política pública de combate à fome. Oferecemos a garantia de uma alimentação nutritiva, balanceada e deliciosa. A operação logística diária pra garantir comida boa na escola é grandiosa: preparamos e ofertamos mais de um milhão de refeições diariamente”, afirma Renan Ferreirinha.

Procon-RJ e Riocard discutem busca pela tarifa social ferroviária

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O Procon-RJ e Riocard se reuniram, nesta sexta (03.02), para tratar do atendimento à população que busca o cadastro no Bilhete Único Intermunicipal. O benefício permite que passageiros tenham direito à tarifa social dos trens.

“É uma sinalização positiva quando empresas vêm conversar conosco sem terem sido notificadas. A Riocard apresentou o seu planejamento e as providências tomadas para a sequência do cadastramento dos passageiros dos trens no BUI”,  disse o presidente do Procon-RJ, Cássio Coelho.

Durante a reunião, o CEO da Riocard, Cassiano Rusycki, fez uma demonstração do que já foi realizado e apresentou o planejamento da empresa para os próximos dias da operação, principalmente os detalhes sobre reforço no atendimento para minimizar as filas.

“Não vamos medir esforços para aumentar a eficácia do nosso serviço. Agradecemos a reunião, que reforça o compromisso da Riocard em garantir o direito da população à tarifa social do trem”, disse o CEO.

Até o momento, nenhuma denúncia ou queixa foi verificada. O encontro serviu para que o Procon-RJ orientasse a Riocard para a sequência do processo, atuando preventivamente à alta na demanda pelo Bilhete Único Intermunicipal.

Pela 1ª vez na Praça Tiradentes, Bloco Desliga da Justiça abre fim de semana de pré-Carnaval no Rio

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A região central Rio de Janeiro recebeu, na manhã deste sábado (04/02), o Bloco Desliga da Justiça, que anualmente reúne foliões fantasiados de personagens famosos do universo geek, como Homem Aranha, Hulk, Chapolin Colorado, Cinderela, Jasmine, Chapeuzinho Vermelho, entre diversos outros.

Pela primeira vez na Praça Tiradentes, o bloco abriu a segunda semana pré-carnavalesca na capital fluminense em grande estilo, com um desfile colorido, numa atmosfera democrática, cheia de figuras conhecidas deste e de outros carnavais.

Num retorno triunfal após o período de suspensão das atividades devido à pandemia, o clima era de muita felicidade e o desfile, que tinha como tema ”Descobri que Te Amo Demais”, chegou para celebrar a vida e os seus 14 anos de história.

”É muito bom estar de volta, na rua, com quem a gente ama. O Carnaval deste ano traz de volta a liberdade da gente ser quem é, sem medo”, destacou Felipe Seperuelo, diretor do Desliga.

Um casal fantasiado de Chiquinha e Quico, personagens do seriado mexicano ”Chaves”, chamava a atenção no Desliga da Justiça. Percussionistas do bloco, Camila Castro e Rodrigo Porto se conheceram no Carnaval de 2016. Baiana, ela destaca o que considera de melhor da folia carioca: ”É uma festa para todos”.

Vale destacar que, também neste sábado, desfilam blocos como CarnaEco (Barra da Tijuca); Cordão do Prata Preta (Gamboa); Imprensa Que Eu Gamo (Laranjeiras); e Spanta Neném (Lagoa), entre muitos outros.

Bloco Desliga da Justiça na Praça Tiradentes em 04 de fevereiro de 2023 – Foto: Fernando Maia/Riotur

Maior Carnaval de rua da história

Organizado pela Riotur, o Carnaval de Rua do Rio retoma suas atividades após 2 anos de pandemia. De acordo com a Prefeitura, em 2023, quem for curtir a folia, encontrará o maior esquema operacional já produzido até hoje para a grande festa.

O público estimado de foliões nas ruas da cidade para este ano é de 5 milhões de pessoas. Haverá 8 postos médicos fixos – 2 a mais que em 2020 – e 220 ambulâncias à disposição do público, tudo isso para desafogar o sistema de saúde do município.

O folião vai contar ainda com 34 mil estações sanitárias, entre banheiros químicos e mictórios, posicionados por onde passarão os blocos, sendo 10% exclusivos para pessoas com deficiência (PCDs).

E, para ajudar na limpeza da cidade, a Comlurb disponibilizará a maior estrutura já utilizada pela companhia durante o carnaval, com 2.550 garis, carros-pipa, equipamentos de higienização de urina, varredeiras de grande, pequeno e médio porte e mil contentores de 240 litros.

Moradores de rua invadem Mercadinho São José, em Laranjeiras; assista

Um vídeo que circula pelas redes sociais mostra o Mercado São José das Artes, em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio de Janeiro, sendo invadido por moradores de rua na noite da última sexta-feira (03/02). Nas imagens (assista abaixo), é possível observar cerca de 15 pessoas adentrando livremente ao local.

O Mercadinho São José, como é popularmente conhecido, fica situado no número 90 da Rua das Laranjeiras e está desativado desde setembro de 2018, quando o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), proprietário do imóvel, conseguiu retomá-lo via Justiça. Em fevereiro de 2021, inclusive, o DIÁRIO DO RIO noticiou o estado de abandono em que se encontra o local.

Em abril de 2022, porém, a Assembleia Legislativa do RJ (Alerj) aprovou um projeto de lei permitindo ao Governo do Estado negociar com o Poder Executivo federal a transferência do estabelecimento para a administração fluminense.

A intenção era que o espaço voltasse a ser um centro público de economia popular solidária, favorecendo a venda de produtos artesanais, agroecológicos, orgânicos e similares produzidos e comercializados com estes princípios, assim como a realização de atividades culturais, em parceria com a Prefeitura do Rio.

O Mercadinho São José foi inaugurado em 31 de maio de 1944, completando, assim, 79 anos de existência em 2023. Criado à época pelo então presidente Getúlio Vargas para ser um mercado de hortifrutigranjeiros visando o abastecimento da população com produtos mais baratos durante a guerra, o local, posteriormente, abrigou bares e restaurantes, se tornando um dos points preferidos de cariocas e turistas.

O DDR tentou contato tanto com a Polícia Militar quanto com a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) para comentarem o assunto, mas, até o fechamento desta matéria, não obteve respostas. A reportagem será atualizada caso as partes queiram se manifestar (conferir no fim do texto).

Invasões se tornam rotina

O Mercadinho São José não é o único local invadido na capital fluminense. Em agosto de 2020, o DIÁRIO DO RIO noticiou a atuação de gangues especializadas no assunto, tentando tomar, à base da força, algumas propriedades.

Em setembro de 2021, por sua vez, o antigo campus da UniverCidade na Lagoa, também na Zona Sul, sofreu invasão e depredação por parte de moradores de rua.

Já em abril de 2022, a reportagem citou diversos pontos do Centro do Rio invadidos, incluindo o cruzamento entre as ruas Miguel Couto e Visconde de Inhaúma.

Atualização 1 – 04 de fevereiro de 2023 – 14h27

Em nota oficial enviada ao DDR, a Polícia Militar informou que, ”no ano de 2022, o 2ºBPM (Botafogo) efetuou mais de 230 prisões somente relacionadas a furtos e roubos em sua área de policiamento, que compreende também o bairro Glória”.

Ainda segundo a PMERJ, ”o 2ºBPM emprega ações ostensivas diariamente na região da Laranjeiras com rondas e abordagens. O batalhão seguirá empenhando esforços em prevenir e coibir esses delitos”.

Atualização 2 – 04 de fevereiro de 2023 – 18h32

Em nota oficial enviada à reportagem, a Prefeitura do Rio de Janeiro disse que, ”por meio da Seop e da Guarda Municipal, foi até o local na tarde deste sábado (04/02), não encontrando nenhum invasor”.

Ainda de acordo com o Poder Executivo carioca, ”equipes da GM-Rio permanecerão na porta do antigo Mercadinho São José para que não aconteça uma nova invasão ao espaço”.

Brahma anuncia patrocínio no Carnaval do Rio, SP e Salvador e lança programa para recolher o lixo deixado pelos foliões

A convite da Brahma, o Diário do Rio viajou para Salvador para conhecer in loco como serão as ativações de marca que a empresa fará no Carnaval deste ano. A coletiva de imprensa aconteceu no Farol da Barra com um pocket show liderado por Léo Santana e o Olodum em um carro de trio elétrico. O evento, apesar de restrito para a imprensa, reuniu centenas de foliões ávidos pela festa que se aproxima.

Na ocasião, foi anunciado que o foco do trabalho será pelas ruas do país, em especial nos carnavais de Rua de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Florianópolis. Sem esquecer dos desfiles oficiais, ela estará presente também nos camarotes Brahma Nº1, na Sapucaí, Bar Brahma, no Anhembi, Camarote Brahma Salvador, e nos principais blocos que fazem a festa em Belo Horizonte e o Galo da Madrugada em Recife.

“Pela primeira vez em nossa história de mais de 130 anos, vamos participar das festas espalhadas pelo Brasil, isso é um marco importante, ainda mais em um Carnaval que volta a sua plenitude após dois anos de interrupção. É no Carnaval que mostramos nosso melhor lado como brasileiros, é nele que nos unimos atrás de blocos pelas ruas do país, que mostramos em nossa campanha e ações com o consumidor toda nossa criatividade e alegria e isso, só quem é brasileiro consegue fazer”, comenta Maurício Landi, diretor de marketing de Brahma.

ATENÇÃO AO LIXO PRODUZIDO NA FOLIA

O lixo produzido pelos foliões nos blocos de Carnaval gera um impacto no meio ambiente consideravel e é preciso ter uma atenção especial nessa questão, ainda mais em uma época onde a sigla ESG entrou para a agenda permanente das grandes empresas, como é o caso da Ambev, proprietária da marca Brahma.

No carnaval de 2020, ou seja, o último antes da pandemia da Covid, a Comlurb recolheu somente no Sambódromo da Marques da Sapucaí, no Centro do Rio, 200 toneladas nas quatro noites de desfiles das escolas de samba. Nas ruas por onde passaram os blocos de carnaval, a Companhia de Limpeza Urbana somou cerca de 74 toneladas de lixo recolhidas. Se a média de foliões distribuída entre os blocos de rua é de 6 milhões, em uma conta rápida, é possível afirmar que cada pessoa deixou pelo chão 12g de lixo, o que corresponde a uma latinha de cerveja ou de refrigerante.

Pensando nessa responsabilidade residual, a Brahma investiu em um programa com os catadores de materiais recicláveis e fez um contrato com a produtora Dream Factory, a mesma que produz o Ano Novo na orla do Rio de Janeiro para a Prefeitura do Rio, para construir um projeto de logística reversa dos resíduos sólidos gerados durante as festividades de carnaval. Detalhes de como isso será feito, no entanto, não foram ainda divulgados.

PATROCÍNIO DOS BLOCOS DE CARNAVAL DO RIO

Em parceria com a Prefeitura do Rio, o patrocínio contribuirá com a infraestrutura e organização da festa dos blocos. A Ambev, por meio das marcas, Brahma, Beats e Zé Delivery, patrocina individualmente neste 2023 mais de 200 blocos, que misturam estilos e cultura por toda a cidade.

Pocket show do Olodum para a imprensa.
Imagens: Renata Granchi

BRAHMOSIDADE POR TODO O PAÍS
Rio de Janeiro
Brahma é a cerveja oficial do Carnaval de Rua do Rio de Janeiro. A chegada à folia aconteceu em 2020, último ano de celebrações oficiais antes da pandemia, e renova sua atuação, pela segunda vez consecutiva, em um dos carnavais mais tradicionais do país. Além da Sapucaí, são mais de 20 bloquinhos de ruas, com as principais atrações da cidade.

São Paulo
Pela primeira vez, Brahma será a cerveja oficial do Carnaval de Rua de São Paulo, além de patrocinar mais de 15 blocos, que misturam estilos e cultura para conectar em torno de 1,6 milhão de pessoas no maior carnaval de rua do Brasil. Além disso, também haverá Camarote Bar Brahma no Sambódromo do Anhembi.

Salvador
Brahma é a cerveja oficial do Carnaval de Salvador e estará presente nos três circuitos oficiais da festa além dos circuitos alternativos e dos carnavais de bairro. Este ano os carnavais de Cajazeiras, Pelourinho e Periperi, vão contar com a cremosidade que só a Brahma tem. O ponto alto da ação será o carnaval de Cajazeiras, um dos maiores bairros de Salvador, onde a Brahma assinará o palco oficial e levará atrações de peso para animar a festa, como Léo Santana, que abrirá a programação soteropolitana já na quarta-feira de pré-carnaval, no chamado Circuito Invertido.

Florianópolis
A programação oficial do Carnaval de Rua da Prefeitura de Florianópolis conta com shows nacionais na Arena Carnaval Brahma Floripa, no Centro Histórico, e dezenas de blocos espalhados pelos bairros, de norte a sul da ilha. Palco principal dos três dias de festa traz Kevin O Chris, Grupo Clareou, Pixote, Jammil e Pocah para a alegria dos foliões.