Preso morador de rua que tentou estuprar menina de 12 anos em Copacabana

Crimes cometidos por moradores de rua têm deixado moradores da região com medo. De esfaqueamentos a estupros e centenas de crimes contra o patrimônio, o problema cresce.

O mendigo que tentou estuprar uma menina de 12 anos que estava a caminho da escola, em plena manhã do último dia 7, foi finalmente preso por agentes da 12a. Delegacia de Polícia, em Copacabana, onde mais este escabroso caso envolvendo a autoria de pessoas em situação de rua ocorreu. A prisão ocorreu na última terça-feira. Recentemente, uma turista foi esfaqueada na porta do hotel South American, na rua Francisco Sá, por outro pedinte, que a atacou na porta do estabelecimento enquanto fumava.

Mais esta ação violenta de um morador de rua no Rio ocorreu no último dia 7, na Rua Tonelero. A filmagem de uma câmera de segurança divulgada pelo site G1, mostra quando o bandido agarra a adolescente pelo braço na tentativa do repulsivo ataque físico (ilustra a matéria). A menina tenta evitar o contato, mas o morador de rua acaba conseguindo beijar o pescoço da adolescente.

Em seu depoimento, Juliano de Jesus Batista, de 36 anos, disse que tinha vontade de “chupar as partes íntimas” de adolescentes que passavam na rua. O mendigo também teria afirmado aos agentes, quando era conduzido à delegacia, que tem vontade de esfaquear idosas e que anda nas ruas “procurando problemas”.

O bandido tem passagens na Polícia por danos ao patrimônio público, o que se coaduna com dezenas de matérias que vem sendo publicadas pela imprensa sobre depredação, furto de grades e outros crimes contra o patrimônio cometidos por pessoas “em situação de rua”, muitas vezes instrumentalizadas por ferros velhos. Na ocasião, ele atirou pedras na viatura da Polícia Civil. Agora, o criminoso vai responder criminalmente por tentativa de estupro de vulnerável, lesão corporal e ameaça.

A imprensa tem noticiado todo o tipo de crime cometido pela população de rua, desde ataques gratuitos ao patrimônio alheio, até o furto de todo o tipo de material para venda a ferros velhos. Em Botafogo, um mendigo ataca com socos e cotoveladas mulheres que saem do metrô, de forma gratuita e inesperada. Uma mulher teve o nariz fraturado num destes ataques.

O presidente da Sociedade Amigos de Copacabana, Horácio Magalhães, deu um depoimento ao site UOL, após o esfaqueamento da turista francesa por outro morador de rua na porta de um Hotel, no dia 8/3: “é um desafio para a segurança pública deter os criminosos, já que muitos são moradores de rua, além de usuários de droga.”

A turista, que na época não teve sua identidade revelada, estava dando umas baforadas na calçada em frente ao Hotel – onde existe um banco de madeira, quando o bandido que se fingia de catador de latinhas se aproxima e puxa o celular da mão dela. A vítima, como que instintivamente, reagiu e puxou o aparelho de volta. Nesse momento, o morador de rua dá sucessivas facadas na turista. Tudo foi filmado, e a mulher, que felizmente sobreviveu, já está de volta a seu país de origem.

Recentemente o DIÁRIO publicou editorial sobre a questão do perigo que os mendigos têm oferecido ao público em geral, com enorme audiência.

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8 COMENTÁRIOS

  1. Enquanto continuarmos acreditando que mendigos, favelados, negros, mulheres, gays e tantos outros ditos “excluidos” ou “menos favorecidos” são coitadinhos, continuaremos tendo uma política e uma justiça que pode ser tudo, menos igualitária, pois criam uma “capa de proteção”, uma verdadeira “redoma social” com iniciativas exclusivistas, mas que descobrem e desprotegem TODO o restante da sociedade.

    Temos que encarar a realidade de que essas pessoas, independente de opções ou condições sociais, são indivíduos membros de um só grupo chamado SOCIEDADE CIVIL e que como todos os seus membros, tem direitos e deveres IGUAIS registrados na Constituição em seu art. VII, sem distinção de raça, gênero, ideologia ou religião.

    Dura Lex Sed Lex!

  2. Esse sujeito de 36 anos a todo esse tempo não passou por nenhum instituição que pudesse identificar e dar algum tratamento ao seu comportamento desviante???
    Todo indivíduo ao menos por algum período tenha frequentando escola, ainda que semialfabetizado, não formado nem no ensino fundamental nem no medio, se houvesse como modelo de ensino a partir de abordagem multidisciplinar contando o estabelecimento com psicólogos e psiquiatras, além dos profissionais da educação, e de cuja atividades envolvessem os pais, certamente que ainda crianças e adolescentes, durante as interações, poderiam a partir das observações de traços haver reforço ou desestímulo do que seja positivo e negativo no comportamento a fim de crescerem mais preparados para quando tiverem que se guiar com as próprias pernas.
    Crianças e adolescentes dão sinais do tipo de adulto que serão.
    Hoje o que vemos é a perseguição pela satisfação, consumo, propriedade…

    • Danico, é ótima a sua teoria, mas, na prática, não é assim que funciona. Nem todo mendigo é sociopata assim como nem todo sociopata é mendigo. Temos exemplos de pessoas de bom berço e boa instrução que descambam para o lado da criminalidade (vide políticos). Temos exemplos de assassinos psicopatas bem formados (vide Guilherme de Pádua e, mais recentemente, “Dr. Jairinho), assim como temos exemplos de pessoas de rua que se sobrepõe à sua condição e fazem a diferença positiva na sociedade (vide “Seu Jorge”).

      O capitalismo é um regime necessário, não se progride humanamente sem ele e não podemos culpá-lo por desvios de personalidade/conduta do cidadão. As drogas, as condições psicológicas pré-existentes e o assistencialismo, sim, causam dependência e arrancam do indivíduo seu instinto de sobrevivência, tornando-o ocioso e perigoso à sociedade.

      • Você não entendeu nada do que disse ou preferiu pinçar um termo (capitalismo) para deturpar todo resto.

        Como você mesmo listou exemplos de pessoas de diferentes graus que se envolveram em crimes. Mas qual a Educação que eles tiveram?

        Crítico uma educação capitalista
        Isto é, a Educação para o Mercado – e não voltado ao indivíduo. Existem diferentes tipos. Nos tempos da Revolução mesmo ocorreu o debate que tipo de Educação devia ter o povo – Zygmunt Bauman cita em sua obra Legisladores e Intérpretes.

        Toda criança ao menos teve contato com a instituição educacional na vida – não importa se pública ou privada. Em que pese dezenas de milhares em áreas pobres que não conseguem vaga, ou muito distante, os pais acabam retardando a entrada na rede de ensino.

        A Educação com participação de outras áreas desde a fase da infância até a adolescência tornaria mais capacitado o ambiente de formação de pessoas para a vida.
        Como disse, o envolvimento de profissionais da área da psicologia e psiquiatria alcançaria apoiando os profissionais da educação teria reflexo nas atividades ministradas.

        Uma vez que a personalidade se desenvolve nos primeiros cinco, seis anos e não há desestímulo e reforço, respectivamente, do que sejam negativos e positivos no comportamento, através de dinâmicas, interações, simplesmente se perde uma grande (e talvez única) oportunidade… depois de adulto é mais difícil.

        Crianças e adolescentes de hoje poderiam ser melhores pessoas e agir com mais Inteligência Emocional (e Social). Saúde da mente e do comportamento humano a partir das escolas para indivíduos adultos melhores.

      • Condições psicológicas preexistentes – ocorre que não pode ser atribuído a fatores genéticos exclusivamente se isso que está pensando sob pena de cair no determinismo biológico – e questões das drogas não entram na vida de crianças senão pelos pais e geralmente mais na adolescência, em qualquer dos casos, na Escola cuja abordagem seja multidisciplinar é ocasião para reforço, desestímulo, logo, uma primeira abordagem e tratamento ante seja tarde.

        É preciso agir no comecinho. Depois quando tarde o adulto já não se endireita…

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